Prece de Cáritas

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Personagens Biblicos IX - Ana



Ana era a amada esposa de Elcana, um zufita (descendente de Coate e filho de Levi). Viviam em Ramatain-Zofim, na região montanhosa de Efraim. Elcana tinha outra esposa, chamada Penina, que lhe dera vários filhos. Ana porém era estéril e por isto Penina a provocava e aborrecia continuamente, levando-a até as lágrimas.

Elcana e toda sua família subiam anualmente a Silo, a fim de adorar a Deus e oferecer sacrifícios. Numa destas ocasiões em Silo, Ana entrou no Tabernáculo e com a alma profundamente angustiada, derramou seu coração diante de Deus e em meio a muitas lágrimas, orou, pedindo ao Senhor que lhe desse um filho. Prometeu dedicá-lo a Deus todos os dias da existência dele.

Não era uma dedicação simples. Este voto interpretava a renuncia dela de criar o filho junto consigo em casa. Ele se tornaria um nazireu, totalmente devotado ao serviço do Senhor. Era uma promessa incrível feita por Ana. Ela ofereceria o filho a Deus, pois abria mão do privilégio de criá-lo e alimentá-lo.

No tempo determinado, Deus atendeu seu pedido: Ana concebeu e deu a luz a Samuel (seu nome significa “pedido ao Senhor”; 1 Sm 1.19.20). Realmente ele representava a resposta da oração.

Finalmente chegou o tempo de Ana cumprir sua promessa. Depois que Samuel desmamou (antigamente as mulheres israelitas amamentavam os filhos até a idade de dois ou três anos), ela fez os preparativos para levá-lo ao Tabernáculo em Silo e então apresentou-o ao sumo sacerdote Eli (1 Sm 1.24-27).

Ana era uma mulher extraordinária em sua integridade, fé e compromisso com Deus. Manteve seu voto a um grande custo pessoal e tornou-se modelo para todas as gerações. O Senhor foi gracioso com Ana e posteriormente ela deu a Elcana mais três filhos e duas filhas.

A oração de Ana (1 Sm 2.1-11) é verdadeiramente um sacrifício de gratidão a Deus , que a resgatou de seus problemas, mudou suas lágrimas em alegrias e a colocou como mãe de muitos filhos , feliz e realizada.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Adolfo Bezerra de Menezes

1-Reunião Cósmica
"Há mais de um século, brilhante assembléia de Espíritos se reuniu no Espaço, sob a direção do Anjo Ismael. Foi então exposta a missão futura do Brasil na divulgação do Evangelho, que seria iluminado por uma Revelação.
Em dado instante, o Mensageiro do Senhor se aproxima de um de seus discípulos e fala-lhe mais ou menos assim:
- Descerás às lutas terrestres, com o objetivo de concentrar as nossas energias no País do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração.
- E Ismael, ao finalizar, acrescentou:
- Se a luta vai ser grande, considera que não será menor a compreensão do Senhor, que é o caminho, a verdade e a vida. - E o discípulo escolhido, imóvel e reverente diante de Ismael, não pôde articular palavra alguma: a emoção dominava-o inteiramente.

Mas as lágrimas que rolaram copiosamente de seus olhos diziam, com grande eloqüência, que tudo faria para bem cumprir a missão que lhe fora confiada".

"Tempos depois, a 29 de agosto de 1831, esse missionário nascia no Riacho de Sangue, na então Província do Ceará, recebendo o nome de Adolfo Bezerra de Menezes".

2-Pensamento
"Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta.
O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro; o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem o que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro, esse não é um médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura.
Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida."

3-Adolfo Bezerrra de Menezes

Nasceu em Riacho do Sangue (hoje Jaguaterama), no Ceará, em 29 de agosto de 1831.
Filho de Antônio Bezerra de Menezes e de D. Fabiana de Jesus Maria, compunha com mais três irmãos, mais velhos, o quadro familiar.

Desencarnou na aurora do século XX, no dia 11 de abril de 1900, após um período de 3 meses de enfermidade que o manteve paralisado sobre o leito, em meio a tocantes manifestações de respeito, amizade, carinho pelo muito que fez em favor do próximo.

Desde muito pequeno revelou-se um espírito amadurecido, determinado, capaz de assumir atitudes e comportamentos que resultassem em benefício do próximo: aos seis anos quando algumas crianças ainda se preparam para as lides escolares, ele já sabia ler; entrando para a escola pública com sete anos, garante o aprendizado em apenas dez meses; aos treze anos é capaz de substituir o professor de Latim nos seus impedimentos, lecionando aos colegas de classe; é já o espírito de servir, de querer o bem do próximo, que ganha expressão quando se define pela Medicina, através da qual poderá ele servir mais direta e intensamente.

Seu curso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, para onde mudou, transcorreu sob os auspícios da dificuldade e da pobreza, da luta pelo dia-a-dia. Ingressou em novembro de 1852 como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Doutorou-se em 1858, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Viu-se em pouco rodeado de numerosa clientela, senhor de uma clínica invejável. Mas os colegas da época, com certeza, não lhe invejavam o sucesso. É que essa imensa clientela não rendia coisa alguma... Ninguém pagava; tudo era gente pobre, absolutamente pobre. E Bezerra de Menezes nunca falou em dinheiro a pessoa alguma. A figura do Apóstolo já começava a se esboçar, delineando os seus contornos interiores.

No ano em que Bezerra de Menezes conquistou o seu diploma, o governo imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército e nomeou para chefiá-lo o velho mestre, Dr. Manoel Feliciano Pereira Carvalho, como cirurgião-mor.

É fácil imaginar-se a satisfação com que este convidou o discípulo para seu assistente... E foi assim que Bezerra de Menezes passou a ser cirurgião-tenente do Exército. As glórias do cirurgião não foram bastante para abafar os desígnios do altruísta. A espécie da clientela era sempre a mesma: pobre, paupérrima, miserável... Pela primeira vez, Bezerra de Menezes viu seu nome alongado, com o complemento de "médico dos pobres".
Bezerra de Menezes resolveu casar-se. E casou por amor, com D. Maria Cândida de Lacerda, no dia 06 de novembro de 1858. Desejosa de ver a ascensão gloriosa do marido, tratou de o convencer a ingressar nas lides políticas e Bezerra de Menezes acedeu, como sempre.

A esposa desvelada, após uma enfermidade rápida e imprevisível, abandonava o mundo em menos de vinte dias, quando começavam a cair as primeiras folhas do outono de 1863. Bezerra viu-se em plena viuvez, dentro de seu lar triste e desconfortado e com dois filhos: um de três e ou outro de um ano de idade.
A grande crise porém foi vencida. Passado o tempo de exaltação da dor, Bezerra, como que temperado nesse candinho sinistro das grandes provações, retornou, intemerato e forte, para as lutas da política.
Antes de Allan Kardec ter codificado o Espiritismo, já existia no Rio de Janeiro o grupo espírita mais antigo, que foi o de Melo Morais, homeopata e notável historiador. Isto se teria dado antes de Kardec, por volta de 1853. Freqüentavam esse grupo o Marquês de Olinda, O visconde de Uberaba, o general Pinto e outros vultos notáveis na época.

O Primeiro Centro Espírita, que teve caráter jurídico, de nome Grupo Confúcius, que proclama o lema: "Fora da Caridade não pode haver Salvação", infelizmente, não teve longa duração. Ao cabo de três anos ele se dissolvia. Além da assistência homeopática inteiramente gratuita, serviu o grupo para revelar ao Brasil o nome de um dos reveladores do Espiritismo, bem como, o que foi mais importante, traduzir para o português as obras básicas de Allan Kardec.
Do Grupo Confúcius fazia parte o conhecido espírita Dr. Travassos, que se apressou em levar um exemplar do "Livro dos Espíritos" ao conhecido deputado Bezerra de Menezes, quando em uma tarde "o médico dos pobres" se encaminhava para tomar o bonde de retorno ao lar.
Bezerra de Menezes morava na Tijuca e logo que se instalou no banco, sem distração, abriu o volume e correu os olhos em algumas páginas. À medida que avançava pelo texto afora, uma perplexidade intensa o invadia. Mencionou essas palavras: "Lia; mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito. Entretanto tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "Livro dos Espíritos".

Por essa época Bezerra, que fora reeleito para o cargo de vereador em 1864, casara-se, em segundas núpcias, com D. Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã materna de sua primeira mulher e de quem teve sete filhos.
Foi, destarte, que nasceu, em 1876, a primeira sociedade cardecista no Rio de Janeiro, subordinada à denominação de "Sociedade de Estudos Espíritas, Deus, Cristo e Caridade". Um dos seus fundadores e primeiro chefe de grupo foi Bittencourt Sampaio. Sampaio era médium receitista, isto é, receitava homeopatia sob inspiração.

O Espiritismo sempre se mostrou como uma espécie de tabu impenetrável para a massa que teima em não lhe conhecer a teoria e os postulados. Desde porém que qualquer pessoa (culta ou rude, não importa) se encontre, por circunstâncias mesmo independentes de sua vontade, frente a frente com os problemas espíritas, logo a doutrina se lhe revela, clara e insofismável, com o seu acervo de conforto moral e caráter altamente caritativo.

Tudo parecia um tabu cercado pelo anátema ou pela excomunhão dos padres... Não admira, portanto, a dificuldade, mais ou menos séria, que se antepunha à aquisição de elementos novos aos núcleos da época. Estávamos, porém, em 1876 e a doutrina fazia sectários com alguma dificuldade.
Quando Dr. Carlos Travassos empreendeu a tradução de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, ofereceu um exemplar, com dedicatória, a Bezerra de Menezes. No dia 16 de agosto de 1886, um auditório com cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade, que enchia o salão de honra da Velha Guarda, ouviu, em silêncio, emocionado, atônito, a palavra de ouro do eminente político, do eminente médico, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, que proclamava aos quatro ventos a sua adesão ao Espiritismo. Ele era autêntico religioso, no mais alto sentido. Sua pena, foi, por isso, desde o primeiro artigo assinado, em janeiro de 1887, posta ao serviço do aspecto religioso do Espiritismo.

Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico, quer pelas réplicas, quer pelos estudos doutrinários, a Comissão da Propaganda da União Espírita do Brasil incumbiu Bezerra de Menezes de escrever, aos domingos, no "O Paiz", tradicional órgão da imprensa brasileira, dirigido por Quintino Bocaiúva, uma série de artigos sob o título "O Espiritismo - Estudos Filosóficos". Os artigos de "Max", pseudônimo de Bezerra de Menezes, marcaram a época de ouro da propaganda espírita no Brasil. Esses artigos foram publicados, ininterruptamente, de 1886 a 1893.

Bezerra de Menezes tinha o encargo de médico como verdadeiro sacerdócio; por isso, dizia: "Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro; o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem o que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro, esse não é um médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaievéns da vida."

Poderíamos citar casos inúmeros de adesões entre pessoas ilustres da época, dentre elas, valha-nos, contudo, anotar a do advogado Antônio Luiz Sayão, acatado causídico de então. Desesperado pela enfermidade tenaz que corroía o organismo combalido de sua esposa, Sayão, vendo-a moribunda e desenganada por vários médicos, resolveu aceitar os conselhos de um amigo que, insistentemente, tentava induzi-lo a recorrer ao Espiritismo. Fez o que toda a gente faz em tais ocasiões. Pediu uma receita aos espíritos e... esperou o "milagre". O milagre se verificou; a homeopatia indicada entrou a operar proficientemente e, após longa e porfiada luta, a paciente sentiu-se revigorada e completamente curada. Conquistou assim o Espiritismo um dos seus valores mais notáveis, pois Sayão se tornou um verdadeiro difundidor da doutrina, à qual ele emprestava o brilho da sua cultura.

Outro caso, nas mesmas condições do precedente, foi o de Augusto Elias da Silva, cujo ardor, na propaganda do Espiritismo, foi de tal ordem que o levou até a fundar o "Reformador", órgão eminentemente espírita. O momento era de plena agitação doutrinária e o ambiente pesado de adversidade. Na imprensa diária do País, conservadores avessos à aceitação dos novos postulados lançavam contra os mesmo extensas catilinárias, crivadas de apodos soezes.
Do alto dos púlpitos, chovia sobre a massa dos fiéis prosternados a torpeza dos insultos e a viscosidade das insinuações, derramadas nos sermões dos sacerdotes. Elias da Silva, na ânsia de revidar tais ataques, foi bater à porta de Bezerra de Menezes. O "médico dos pobres", cuja alma já se encontrava impregnada pela sabedoria calma do mestre, sem entusiasmos facciosos, aconselhou-o com prudência, mas, também, sem vacilações. E a sua palavra plena de sabedoria, escudada na rigidez de princípios que a caracterizava, lançou a diretriz que o "Reformador" deveria seguir, na campanha apenas iniciada. Política discreta, sem o nivelamento dos processos de ataque, mas firme em suas afirmativas. Não combater o ódio com as armas do ódio; combater, de preferência, o ódio com o amor...

Isso se passava em 1883. Um ano após, diante da perspectiva de anarquia que já se passava nos arraiais do Espiritismo, sentiram aqueles que dirigiam os núcleos no Rio a necessidade de uma união mais forte e que, por isso mesmo, se tornasse mais indestrutível. Os Centros onde se ministravam a doutrina trabalhavam autonomamente. Urgia, com efeito, um sistema de disciplina e de ordem entre os Centros do Espiritismo. Não uma disciplina férrea, draconiana, semelhante à Igreja, pois no Espiritismo as dogmas foram coisas que sempre repugnou ao livre-arbítrio dos espíritas. Restava, portanto, um único recurso: o de congregar os elementos dispersos, em torno de um centro único, realizando, destarte, o sediço, mas consagrado ideal da União que faz a força... De tais resoluções surgiu a fundação de uma nova entidade: a "Federação Espírita Brasileira". Seu papel seria o de federar todos os grupos em uma espécie de sindicalização espiritual, para que todos pudessem fazer ouvir os seus anseios, através de um único porta - voz.

Nesse espaço de tempo, Bezerra perde dois de seus filhos, fato este que não o abateu de seus princípios filosóficos aceitando a Presidência da Federação Espírita Brasileira. Lançou os fundamentos de uma nova entidade, onde se congregassem todas as associações. Fundado um novo Centro, instalada a sua sede, tiveram início os trabalhos preparativos. Infelizmente ele não pôde realizar o programa que havia presidido à fundação. As correntes de opinião que dividiam a família espírita mais e mais se acentuavam. As ambições de mando, bem como os desejos de ocupar postos de relevo, convulsionavam os crentes, fazendo-os divergir pelas menores coisas.

A eterna luta entre espíritas e cardecistas, místicos e dos científicos, ocasionou retardamentos consideráveis na marcha da doutrina. O que Bezerra sonhava era com a união integral da família espírita. Não o compreenderam, infelizmente, e as dissensões prosseguiam. Na primeira comunicação, Bezerra chegou a declarar: " Permita Deus que os espíritas a quem falo, que os homens a quem foi dada a graça de conhecerem em espírito e verdade a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, tenham a boa vontade de me compreender, a boa vontade de ver nas minhas palavras unicamente o interesse do amor que lhes consagro". Nada mais conciliatório. No entanto, tais palavras soaram como bombas. Bezerra não se deixou abater na ação leonina que empreendera, tendo suas atividades incrivelmente desdobrada. Tanto Romualdo, Daneil Mont’Alverne, como Santo Agostinho, seu verdadeiro orientador, apareciam-lhe constantemente.
Bezerra de Menezes, além dessas atividades, freqüentava assiduamente os notáveis "trabalhos de desobsessão" do Grupo Luz e Caridade.
Em 1889, o regime do Brasil sofreu a transformação radical de 15 de novembro. O exército se reuniu no Campo de Santana e o generalíssimo Deodoro, erguendo a espada, proclamou a República.
Bezerra de Menezes trabalhava. Seu espírito exauria-se na campanha santa que o absorvia por inteiro. Em dezembro, finalmente, começou a sentir cansaço. Seu organismo exigia repouso. Mesmo assim não atendeu aos imperativos do organismo. Não lhe concedeu tréguas. No intuito de se dedicar mais ao centro - pois neste setor é que maior necessidade havia de trabalho e de abnegação - demitiu-se da presidência da Federação. Animava-o uma secreta intenção: fundar uma escola de médiuns. E foi para dar realização a esse pensamentos, que Bezerra fundou uma escola de médiuns. Nem todos os companheiros acharam, porém, que a idéia fosse proveitosa. Muitos mesmo chegaram a combatê-la. Um deles foi Elias da Silva.
Esse entendia que o desenvolvimento das faculdades mediúnicas de criaturas que para isso não estivessem devidamente preparadas, poderia redundar em casos de obsessão. Mas o parecer de Bezerra era justamente contrário ao de Elias. E firme como sempre instalou a escola de médiuns, no Centro. Aí, porém, sua desilusão foi completa. Clamou num deserto. Aos seus apelos reiterados, ninguém respondia. Só, absolutamente só, seu desconforto o fez sofrer mais pelo abandono dos seus amigos. Nem os próprios membros da diretoria compareciam às Sessões. Bezerra clamou aos quatro cantos. Convocou inutilmente os correligionários. Tudo surdo. Tudo impenetrável.

E havia qualquer coisa de sublime na atitude estóica daquele velho de longas barbas brancas, isolado e mudo, a lutar bravamente, em obediência aos imperativos do rumo que a si mesmo traçara.

No Centro, no seu Centro, sua figura de ancião curvava-se sobre a mesa dos médiuns e aí se deixava ficar, em completa abstração. Doía-lhe o fracasso, o desmoronamento inevitável, embora lento, daquela casa a que ele se dedicara o melhor de seus esforços. Mas mesmo no abandono, sua vontade não se quebrantava. Alguém o advertiu, um dia, que talvez ele não tivesse compreendido bem as famosas "instruções" de Allan Kardec. Bezerra de Menezes deu de ombros.
Seus recursos não lhe bastavam. E a necessidade ditou-lhe um gesto supremo. Pretendeu expor aos seus companheiros de diretoria a penúria em que se encontrava a associação. Para isso escreveu a cada um deles. Pediu-lhes o comparecimento inadiável. Mas ninguém apareceu... O lutador não se deu por vencido.
Na semana seguinte tornou a convocar os seus companheiros. E, como da primeira vez, Bezerra se encontrou sozinho na sede do Centro. Positivamente estava fracassado. Foi então à casa de um por um. Exortou-os a uma última reunião a fim de se tomarem as resoluções finais da entidade.

As respostas eram sempre as mesmas: - Meu caro Bezerra, você compreende, tenho andado atrapalhadíssimo. Não me leve a mal. Olhe, de minha parte, dou-lhe plenos poderes, para você deliberar, seja o que for... E Bezerra baixava a cabeça, agradecendo o "interesse" dos companheiros. Foi então que decidiu bater às portas da "Fraternidade". Ele não queria que o Centro expirasse, solicitou então uma sala, um cantinho qualquer, por menor que fosse, bastaria para lhe assegurar a sede. Nem que dessem apenas uma mesa, Ele trabalharia sozinho. Seus amigos da "Fraternidade" dispensaram-lhe o acolhimento devido, pois, a Bezerra de Menezes, todos queriam bem e lá ficou instalado o Centro.

Logo na semana seguinte aparecia nas colunas do "O Paíz" o aviso seguinte:
"Centro Espírita, com sede na velha sociedade Fraternidade, tendo por bandeira Deus, Cristo e Caridade, auxiliará o desenvolvimento intelectual, criando um estabelecimento de humanidade, onde o ensino seja gratuito à mocidade, mantendo o "Reformador" e dando à luz uma Revista de estudos práticos da doutrina, sob o ponto de vista científico, fazendo conferências públicas, ao alcance de todas as classes. Auxiliará o desenvolvimento moral, pedindo o concurso de todos para obras de beneficência, organizando regularmente, de conformidade com as leis da doutrina, os grupos existentes e os novos que forem precisos para acudir-se aos espíritos sofredores, adquirir-se o conhecimento em espírito e verdade do Evangelho e fazerem-se experimentações científicas sobre princípios e fatos espíritas. Podem, pois, todos os espíritas do Brasil, que quiserem dar força a esta organização recomendada pelo Mestre, dirigir-se ao Centro Espírita "Fraternidade", provisoriamente à Rua São José, 44, 2o andar".

Não foi, porém, lá muito feliz a estadia do Centro na "Fraternidade". Novas dissensões entraram a agitar o meio. Novas lutas, novos desentendimentos. A eterna porfia, a sempre renovada incompreensão entre místicos e científicos, Kardec e de Roustaing.
Bezerra de Menezes não combatia ninguém. Combateu sim, durante toda a sua vida, em prol da estreita união dos espíritas, indistintamente.
O ano de 1890 não findou satisfatoriamente para os meios espíritas no Brasil. Em outubro, o governo republicano sancionou o Novo Código Penal. O pavor dominava os lares. As buscas eram constantes, nas próprias casas de família. O arbítrio imperava, sob o gelado silêncio dos habitantes. Nos morros, nos arrabaldes distantes, no próprio centro da cidade, a polícia devassa tudo, prendendo sem delongas todo aquele que lhe parecesse suspeito. As denúncias anônimas choviam e os agrupamentos de qualquer natureza viam-se logo dispersados. Nos meios espíritas não foi menor o pânico. Perseguidos e proibidos de se reunirem, os poucos centros existentes viram-se na dura contingência de cerrarem as suas portas, a fim de que não incorressem nas iras policiais. Foi este um dos períodos de mais dura provação para os espíritas no Brasil. O próprio "Reformador" viu-se obrigado a suspender sua publicação. A Igreja Católica, embora separada do Estado, concorria assim mesmo para exercer maior pressão contra seu inimigo mais acirrado. E do alto dos púlpitos choviam as catilinárias contra os espíritas. Os centros fecharam as portas; os mais fervorosos se reuniam às ocultas, na atmosfera gélida do pânico.

Em 1893 a situação mais se agravou. Não só a do País como, também, a situação pessoal do incansável lutador. Pobre, paupérrimo mesmo, e em pleno isolamento, não desanimou.
Foi em uma noite fria de julho de 1895, que o grupo constituído pelos membros da diretoria bateu à porta da casa do "médico dos pobres". Convidaram Bezerra a assumir a presidência da Federação Espírita. Não, não podia aceitar. Seu estado de saúde já não lhe proporcionava a energia necessária para arcar com tamanha trabalheira. Sentia-se cansado, exausto de lutar contra a vida e contra os homens. Não se sentia com forças para tentar acomodar toda aquela gente cujos ânimos cada vez mais se acirravam em franca adversidade. Mesmo assim, declarou que estava ali para receber as sugestões do mundo espiritual, cujas decisões ele prometia seguir, obedientemente. Disse e esperou. Alguns momentos após, o próprio espírito de Agostinho, incorporado no médium Frederico Júnior, veio dirigir-lhe palavras de conforto, aconselhando-o a lutar mais ainda. Concitou-o a desenvolver seus esforços no sentido de ampliar a campanha sob a bandeira de Deus, Cristo e Caridade. Como batalhador de primeira linha - pois que era um espírito de escol - devia aceitar a presidência da Federação. Dali, maiores seriam ainda os benefícios que ele iria prestar aos sofredores. Finalizando, Agostinho prometeu auxiliá-lo.

Consoante a promessa que fizera, Bezerra de Menezes viu-se obrigado a obedecer. E resignado, anunciou naquela mesma noite que aceitava o cargo de presidente da Federação Espírita Brasileira.

Na cavalgada do tempo, 1900 raiou como a esperança falaz que a humanidade costuma depositar, supersticiosamente, nos marcos artificiais de cada era. Logo nos primeiros dias de janeiro, Bezerra de Menezes foi acometido por violento ataque de congestão cerebral, que o prostrou no leito pobre de onde ele jamais iria poder levantar-se. Principiou daí o longo período de agonia que durou três meses, cruciantemente, indescritivelmente...A casa triste, caiada de branca, casa típica dos arrabaldes cariocas daquela época, onde se encontrava o gigante baqueado, era bem o recanto humilde e sereno onde se deveria desprender um espírito de tal sublimidade. Dentro, em um quarto desguarnecido e simples, Bezerra agonizava. Deitado a um canto, sobre um leito de ferro, sua figura impressionava deveras. A congestão violenta e tenaz arrancara-lhe a fala e os movimentos.

Os olhos de Bezerra de Menezes! Toda a gente que o conhecera falava continuamente em seu olhar. Verdes, da cor dos "verdes mares bravios da sua terra natal", dir-se-ia que dentro daqueles dois olhos se encerrava a imagem translúcida das águas do seu Ceará, em contorções de espumas e arrepiadas pelo sulco das jangadas. Dentro da penumbra das pálpebras encerrava-se o mistério úmido da alma boníssima do amigo dos pobres.

Os membros endureceram na paralisia irremediável; os olhos continuaram a mover-se. A língua travou-se-lhe na boca retorcida e grossa; mas os olhos brilhavam ainda. Ao lado do leito, apenas uma cadeira de palhinha e uma pequena mesa atulhada de medicamentos, receitas, copos, vidros etc. Na cadeira havia continuamente uma criatura qualquer. Era o lugar das visitas.

O visitante entrava nas pontas do pés, sentava-se na cadeira e ali se quedava mudo durante alguns momentos. Bezerra voltava para ele seus olhos claros e úmidos, onde se escondia o mistério do nada e cuja luz brilhava esquisitamente como que a traduzir a gratidão do enfermo. Raros eram os que resistiam a esse olhar; e, antes que rebentassem os soluços, a visita se levantava e deixava o quarto, aquele quarto onde se extinguia alguém que, ao partir, iria deixar tanta gente órfã da Bondade.

Durante o dia e durante a noite, nunca ele esteve só. E a gratidão daquela gente traçou, nesses últimos dias de vida do "Médico dos Pobres", uma página delicada, emotiva e sublime. Os visitantes, vendo a dificuldade da família, enfiavam, delicadamente, suas espórtulas por baixo do travesseiro do enfermo.

No dia 11 de abril de 1900, dia esplendente de sol e de radiosidade, naquela mesma casa da Rua 24 de Maio, Bezerra de Menezes vivia os seus últimos momentos.
Bezerra de Menezes faleceu às onze e meia, sem um estertor, sem uma contração. No dia seguinte, seu corpo foi sepultado no cemitério de São Francisco Xavier, às 2:00 horas da tarde; e, no dia 13, o "O Paíz", jornal que fôra para ele uma verdadeira tribuna doutrinária, descrevendo-lhe o traspasse, iniciava assim o longo noticiário:
"Revestiram-se de uma solenidade augusta as derradeiras homenagens ontem prestadas a este eminente brasileiro. Desde que se divulgou a notícia do seu falecimento, até uma parte do dia de ontem, uma incessante romaria se estabeleceu em demanda da sua habitação. Eram os pobres, os humildes e necessitados, no anonimato da sua condição, que lhe iam render o tributo da saudade e do reconhecimento, conquistados a golpes de bondade, e cujos soluços e lamentações se confundiam com os da pobre família desolada".

Foi criada uma comissão dos amigos de Bezerra de Menezes, para promoverem espetáculos, concertos etc., em favor da família de Bezerra de Menezes. Para chefe dessa comissão foi designado o nome do senador Quintino Bocaiúva.
Outros amigos tentaram lhe dar paz à alma, mediante o santo sacrifício da missa, em um templo católico. A cerimônia anunciada para o dia 29, na Igreja do Socorro, em São Cristóvão, não foi levada a efeito. Obstáculos de ordem doutrinária se antepuseram, à última hora, ao intento piedoso dos amigos católicos... "O Paíz" do dia 30, noticiando o fato, terminou assim a sua apreciação:

"Quanto à missa, com o libera-me, no momento em que não tardaria a começar o sacrifício, para o que já se achava previamente armado o catafalco, na Igreja do Socorro, com a orquestra a postos, e presente um considerável número de fiéis, amigos do Dr. Bezerra de Menezes, foi recebida uma ordem do reverendíssimo Vigário Geral da Arquidiocese, proibindo os sufrágios, sob a alegação de se tratar do chefe dos espíritas do Brasil".
Frustrada a intenção dos que queriam salvar-lhe a alma, deixaram todos o pequeno templo e se dirigiram em romaria ao cemitério, onde diante do túmulo do "Médico dos Pobres", falaram vários oradores, inclusive o Dr. João Pereira Lopes.

Na noite de 12 de abril de 1900 (após 24 horas de seu falecimento), houve a habitual sessão na Federação Espírita Brasileira. Então todos os que dela participavam ouviram, pela maravilhosa mediunidade sonambúlica de Frederico Pereira da Silva Junior, a palavra querida do espírito do nosso Bezerra de Menezes. Sua mensagem foi longa, e nela mais uma vez, humildemente, agradeceu a Deus, a Jesus e à Virgem Santíssima as bênçãos divinas que misericordiosamente recebia na pátria espiritual, pois se considerava ainda muito pecador e, portanto, indigno desse sagrado amor de Jesus!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

São Sebastião - Padroeiro do Rio deJaneiro

São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.

Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal.

Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.

À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas.

Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.
Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje.

Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro .

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Suprema Conquista


O homem que rasga as entranhas da terra em busca do minério oculto em seu seio;

que desce às profundezas oceânicas explorando seus pélagos e abismos mais recônditos;

que sulca os ares, elevando-se às alturas em voos mais ousados e destemidos que os do condor e da águia;

que penetra o mundo do infinitamente pequeno e do infinitamente grande - o microcosmo e o macrocosmo - devassando suas íntimas e secretas maravilhas;

que doma e submete as feras, desbravando sertões e selvas densas;

que afronta os elementos em fúria, lutando com os temporais, com os terremotos, com as lavas incandescentes que as crateras vulcânicas vomitam aos borbotões;

que porfia com a peste, que vence as endemias mais radicadas saneando regiões onde elas reinavam infrenes;

que se utiliza, em suas cidades e em seus lares, da eletricidade, esse fluido imponderável, incoercível, desconhecido e misterioso capaz de fulminar num dado instante aqueles que atinge;

que apanha o raio no ar e o conduz por um fio, neutralizando seu poder de destruição;

que apagou as distâncias, unindo os continentes através dos mares e do espaço, pondo em contato cotidiano raças, nações e povos do Norte e do Sul, do Oriente e do Ocidente, do Velho e do Novo Mundo;

que pisou as inóspitas regiões polares onde nenhum sinal de vida se encontra;

que realizou praticamente quase todas as fantasias e sonhos de Júlio Verne;

que já ergueu a ponta do véu que separa os dois planos - da matéria e do Espírito - perscru¬tando os arcanos celestes;

o homem que de todas essas façanhas se vangloria, que de todas essas proezas e feitos se desvanece e se orgulha,ignora ainda os segredos de sua mente e os mistérios de seu coração!

O homem que enfrenta o inimigo em campo raso, a peito descoberto, no meio de fuzilaria cerrada; que não recua diante das metralhadoras, dos canhões e dos petardos,não é capaz de suportar uma pequena ofensa, de ânimo sereno e coração tranquilo!

Não é capaz de desarmar o agressor, transformando as agressividades em carícias!

O homem que é capaz de destruir cidades seculares em algumas horas;

que é capaz de talar campos e searas em poucos momentos;

que é capaz de dizimar multidões, estendendo o negro véu da orfandade sobre milhares de crianças, é incapaz de vencer vícios vulgares e rasteiros como os do jogo, do álcool, dos entorpecentes, do tabaco etc.!

O homem que sabe línguas, ciências, filosofias, política e artes várias não sabe ser bom e justo, tolerante e fraterno; não sabe, tampouco, resolver os problemas da pobreza, da enfermidade e da dor!

Finalmente, o homem que tanto tem conquistado e tanto tem conseguido ainda não se conquistou a si mesmo, ainda não conseguiu domar e vencer suas próprias paixões!

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Vinícius
Fonte: Em torno do Mestre. 9. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. p. 199.

sábado, 5 de dezembro de 2009

NÃO É O FIM DO MUNDO


O fato de estarem freqüentemente acontecendo catástrofes como terremotos, maremotos, incêndios, secas, furacões, etc., não significa que o mundo vai acabar.

Nada disso é o princípio do fim, de maneira alguma. O fim do mundo não irá acontecer em nenhuma hipótese, com base na promessa de Jesus no Sermão da Montanha:
“Bem-aventurados os brandos e pacíficos, porque possuirão a Terra”.

Estas palavras do Cristo são, na realidade, de estímulo e de esperança para as criaturas humanas perseverarem no bem, e não de destruição para a humanidade terrena. O Mestre dá a entender, nesse ensinamento, que após passar a onda de violência provocada pelos homens, o mundo será de Regeneração e Paz.

Também ao sentenciar: “Quando o Evangelho for pregado em toda a Terra, é então que chegará ao fim”, Jesus quis dizer que haverá de fato o fim da era das guerras, da maldade, quando as criaturas estiverem evangelizadas. Portanto, o fim a que Jesus se refere nessa expressão profética está relacionado com a idéia de tempo e não com a de espaço.

Refere-se ao fim de uma era, e não a destruição da Terra, coisa que jamais pregou no Seu Evangelho.

E convenhamos, seria racional Deus acabar com o nosso planeta logo quando as criaturas humanas estivessem vivendo plenamente a mensagem do Evangelho?
Se Deus é a Justiça Suprema, como Ele destruiria o planeta depois que os mansos e pacíficos tivessem implantado o reino da fraternidade na Terra, anunciado por Jesus?

Está claro que isso nunca vai acontecer, pois o Cristo prometeu que os brandos e pacíficos habitarão a Terra. Ou não vamos acreditar na palavra de Jesus na Bíblia?

O chamado fim do mundo será, na verdade, o início de um novo tempo para o planeta que habitamos, quando surgirá uma geração nova, de acordo com os ensinos dos Espíritos Superiores apresentados por Allan Kardec em “A Gênese”.

Uma era de paz e de construção espiritual para o bem, quando os Espíritos rebeldes e violentos serão expulsos do nosso mundo, a fim de que os mansos e pacíficos aqui vivam em paz, conforme se compreende da resposta à questão 1.019 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.


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Por Gerson Simões Monteiro: Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de Finados (Segundo o Espiritísmo)

Os mortos vivem !
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A comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, tem origem na antiga Gália, no território europeu.

É comum no dia de hoje a intensa visitação aos túmulos. E se observam cenas interessantes. Existem os que se sentam sobre os túmulos dos seus amados, e ali passam o dia. Para lhes fazer companhia. Como se, em verdade, eles ali estivessem encerrados.

Outros lhes levam comidas e bebidas. Para que se alimentem. Como se o Espírito disso necessitasse. Outros ainda gastam verdadeiras fortunas em flores raras e ornamentações vistosas. Decoram o túmulo como se devesse ser a morada do seu afeto.

Tais procedimentos podem condicionar o Espírito, se não for de categoria lúcida, consciente, mantendo-o ligado aos seus despojos, ao seu túmulo.

Como cristãos, aprendemos com Jesus que a morte não existe. Assim, nossos mortos não estão mortos, nem dormem. Cumprem tarefas e distendem mãos auxiliadoras aos que permanecem no casulo carnal.

Prosseguem no seu auto-aprimoramento, construindo e reformulando o mundo íntimo, na disciplina das emoções.

E continuam a nos amar.

A mudança de estado vibratório não os furta aos sentimentos doces, cultivados na etapa terrena. São pais e mães queridas, arrebatados pelo inesperado da desencarnação. Filhos, irmãos, esposos - seres amados.

O vazio da saudade alugou as dependências de nosso coração e a angústia transferiu residência para as vizinhanças de nossa alma.
É hora de nos curvarmos à majestade da Lei Divina e orarmos. A prece é perfume de flor que se eleva e funde abraços e beijos, a saudade e o amor.

Para os nossos afetos que partiram para o Mundo Espiritual, a melhor conduta é a lembrança das suas virtudes, dos seus atos bons, dos momentos de alegria juntos vividos.

A prece que lhes refrigera a alma e lhes fala dos nossos sentimentos.

Não há necessidade de se ter dinheiro para honrar com fervor cristão os nossos mortos. Nem absoluta necessidade de nossas presenças ao lado das suas tumbas. Eles não estão lá.

Espíritos libertos, vivem no Mundo Espiritual tanto quanto estão ao nosso lado, muitas vezes, nos dizendo da sua igual saudade e de seu amor.

Se desejas honrar teus mortos, transforma em pães e peças de vestuário para crianças e gestantes pobres as quantias amoedadas que gastarias na ornamentação dos túmulos e em flores exuberantes.

Oferta-as em nome e por teus amados.

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Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O que uma virgula pode mudar

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).
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Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber..
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
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Detalhes Adicionais

”SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA. “

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER !!!!!!!
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM .....................

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Cooperador

Para Reflexão! Mais uma contribuição do Irmão Marcenal

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Imagina-te à frente de um violino. Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia.

Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça.

Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura.

Se usado, a feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace.
Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música.

Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração.

Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de ação, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho.

Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma.

Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo.

Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida.

Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.

sábado, 10 de outubro de 2009

Teste Sua Espiritualidade

Por: Gerson Simões Monteiro
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Você já foi capaz de responder cinco vezes a mesma pergunta que alguém lhe fez, sem se irritar com ela? E de orar a Deus pedindo ajuda para uma pessoa que está lhe prejudicando?

Se você venceu essas provas da paciência e do perdão, responda agora o seguinte: você já conseguiu compreender alguém que praticou uma falta grave, dando-lhe uma nova oportunidade para se corrigir? E foi capaz de sorrir para o motorista que deu uma fechada no seu carro, ou para alguém que fechou a cara para você, sem mais nem menos?
Se você demonstrou nessas situações compreensão e tolerância, parabéns, porque você está indo muito bem no teste para medir o seu grau de espiritualidade.

Acontece, porém, que no curso de aperfeiçoamento moral que todos nós estamos realizando na Terra, existem outras matérias que precisamos cursar para sermos promovidos em evolução espiritual.

Senão vejamos: você pratica a caridade mesmo recebendo ingratidão? Usa sempre de gentileza, principalmente com as pessoas mais humildes?

Trata os seus familiares do mesmo modo como trata as visitas? Não fala mal de ninguém em nenhuma circunstância?

É grato a Deus pelo bem que recebe, e demonstra gratidão ao ser ajudado por alguém?

Vive honestamente sem prejudicar o governo e o seu próximo? É incapaz de guardar mágoas e ressentimentos no seu coração?

Queixa-se de tudo e de todos por qualquer motivo? E ainda, você julga e condena as pessoas que procedem mal na vida, esquecendo que você mesmo tem defeitos e imperfeições morais, e que também pode errar?

Bem, se porventura você não alcançou uma boa nota nesse teste, perante a sua consciência, continue se esforçando para ser melhor, pois todas as criaturas humanas podem fazer o esforço de auto-iluminação, por mais erradas que sejam.

A bem da verdade, a única pessoa que nunca errou neste mundo foi Jesus, o nosso “Caminho, Verdade e Vida”, cuja perfeição foi conquistada em diversas reencarnações em outros mundos habitados no Universo.

A nossa esperança em Deus é a de que um dia, todos nós também, através das reencarnações sucessivas, haveremos de alcançar a mesma pureza espiritual de Jesus.
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Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso

sábado, 3 de outubro de 2009

O Fenômeno da Morte


“A MORTE É A EMANCIPAÇÃO FINAL QUE A ALMA TEM COM RELAÇÃO AO CORPO FÍSICO QUE USOU COMO FERRAMENTA DE EVOLUÇÃO”

Por Marco Túlio Michalick
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A morte é algo que intriga a maioria das pessoas. Muitos não querem pensar nela, mas é interessante imaginar o que nos espera após o fenômeno da morte.

Para aonde vamos? Esta é a pergunta mais comum.

Cada religião interpreta de um jeito. Algumas pregam que as pessoas passarão pelo purgatório antes de entrar no céu ou no inferno. Outra hipótese é a de que ficaremos aguardando o dia do juízo final.

O espiritismo, assim como outras doutrinas, afirma a realidade da reencarnação e que o fenômeno da morte é apenas uma mudança de plano.

As pessoas que não acreditam na reencarnação normalmente fazem chacotas com os que acreditam, dizendo que “ninguém até hoje voltou para dizer como é do outro lado”.

Mas, por meio da mediunidade, os espíritos enviam mensagens, escrevem livros e descrevem como é do “outro lado”. Além disto, a experiência de quase-morte é uma comprovação de quem esteve do “outro lado”.

Afinal, a pessoa é considerada clinicamente morta e depois de alguns minutos, retorna ao mundo material, sem que a medicina consiga provar e comprovar como ocorre este fenômeno.

Pesquisas nesta área oferecem relatos impressionantes. Um destes é o de um rapaz que, após ser considerado clinicamente morto pelos médicos, deixou seu corpo e passou a caminhar pelos corredores do hospital. Saiu do local e foi passear no parque.

Este homem declarou ter visto um conhecido neste parque o que depois foi confirmado pelo outro.
Mas do seu relato, o que mais impressionou foi o fato de ter presenciado o atropelamento de um homem na rua.

O homem, após desencarnar, chegou a conversar com este paciente. Depois, uma forte luz levou o atropelado. Logo após, o paciente sentiu-se atraído novamente para o hospital.

Quando comentou o que viu em sua EQM (Experiência de Quase Morte) para algumas pessoas, elas checaram junto à polícia as informações sobre o atropelamento, que foi confirmado pelas autoridades.

Os materialistas são os que mais sofrem ao pensar na morte. Geralmente, são criaturas apegadas demais aos bens terrenos e ao pensar na perda dos prazeres triviais, sofrem por antecipação.

Esta preocupação poderá acompanhá-las além túmulo. Em Temas da Vida e da Morte, o espírito Manoel Philomeno de Miranda explica que “à medida, porém, que se aclaram os enigmas em torno da realidade post mortem, em que os fatos demonstram o seu prosseguimento, oferecendo uma visão correta sobre a sua continuação, o temor cede lugar à confiança e as dúvidas são substituídas pela certeza da perenidade do ser, que se sente estimulado a preparar, desde então, esse futuro, no qual a felicidade possui uma dinâmica que fomenta o progresso incessante, em decorrência do esforço empreendido por quem deseja alcançá-lo”.

Assim, o materialista começa a ter uma nova visão e convicção com relação ao fenômeno da morte, mudando sua forma de pensar e agir.

A morte é uma conseqüência da vida, mas a vida é uma conseqüência da Vida Maior.

Pensando desta forma, descartamos a palavra morte no seu sentido natural. Em seu lugar, coloquemos vida, ficando “vida após a vida”. O que é na realidade o certo, pois deixamos a vida material para vivermos uma outra, a espiritual, alternando entre uma e outra, prosseguindo em nossa evolução espiritual.

Em Apologia de Sócrates, Platão escreve qual era o pensamento de seu mestre sobre a morte:

“Quanto a esta, apenas pode ser uma destas duas coisas: ou aquele que morre é reduzido ao nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...) Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se é verdade, como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se imaginar maior bem?”.

A colheita é obrigatória.

O que nos espera do “outro lado” pode ser comparado por meio de uma metáfora, a plantação na lavoura. Iremos colher dependendo do que plantamos, ou seja, do esforço aplicado naquele trabalho, das condições de aproveitamento do tempo, da perseverança em vencer os obstáculos, e finalmente, da disposição em dividirmos esta colheita com outras pessoas.
Devemos fazer uma análise da nossa “plantação” e nos perguntarmos: Estou plantando o suficiente para ter uma boa colheita? Esta é uma forma sutil de sabermos o que colheremos do “outro lado”.

Joanna de Angelis, em Dias Gloriosos, explica que “face à conduta durante a existência física, de certo modo vão sendo delineados os processos para a libertação pelo veículo da morte, cuja ocorrência é muito mais grave do que pode parecer ao observador menos cuidadoso.
Morremos ou desencarnamos conforme vivemos. Os pensamentos e atos são implacáveis tecelões que se responsabilizam pelo desenlace final que liberta o espírito do corpo.
Desse modo, a ocorrência terminal, encarregada de produzir a desencarnação, é resultado de todo o processo vivido durante o estágio orgânico. Cada qual experimenta o curso libertador de acordo com o procedimento mantido enquanto encarnado, o que se lhe transforma em futuros programas existenciais”.

Acho relevante transcrever uma passagem do livro de Suely Caldas Schubert, Mediunidade: Caminho Para Ser Feliz, onde ela escreveu registros feitos pelo escritor Conan Doyle sobre Emmanuel Swendenborg, um grande médium sueco que viveu em Londres, em 1744, considerado um dos precursores do espiritismo e que narrou em seus livros o que viu no plano espiritual. Conan Doyle escreveu:

“O médium sueco constatou que o Outro Mundo, para onde vamos após a morte, consiste em várias esferas (ou planos), expressando os graus de luminosidade e felicidade. Cada pessoa irá para aquela que se adapte à sua condição espiritual.
Viu casas onde residem famílias, templos, auditórios, museus, escolas, academias, bibliotecas. Ali são cultivadas a arte, a literatura, a ciência, a música e os esportes.

Havia anjos e demônios, mas não eram diferentes dos seres humanos; eram aqueles que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias, como os demônios, ou altamente desenvolvidas, como os anjos.

Não existem penas eternas. Os que se achavam nos Infernos (planos inferiores) podiam trabalhar para dali saírem, desde que tivessem vontade.

Os que se achavam no Céu (planos superiores) também prosseguiam trabalhando por uma posição cada vez mais elevada.

Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não batizadas. Cresciam no Outro Mundo; jovens lhes serviam de mães, até que chegassem as mães verdadeiras”.

Deus é perfeito em sua criação. Ele nos dá inúmeras condições de evoluir. Ninguém fica desamparado, seja neste plano ou nos outros. Cabe a nós, e somente a nós, decidirmos em que condições queremos viver, seja qual for o plano. Vamos trabalhar em prol do bem, pois estaremos atraindo bons fluidos e pessoas afins para o nosso desiderato.

Obstáculos não vão faltar, mas teremos a mão do companheiro ao lado formando uma corrente positiva, fortalecendo nossas intenções e purificando os pensamentos.

Não devemos temer a morte, e sim, evoluir nesta vida, afinal, uma outra vida nos espera do “outro lado”.

A morte é uma grande travessia. Levaremos à outra margem o que trazemos na consciência.

sábado, 26 de setembro de 2009

Judas: Traidor ou Traído?

Por: Gerson Simões Monteiro
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Analisando bem os fatos que marcam a Paixão de Cristo, você há de convir que Judas foi mais um traído do que propriamente um traidor.

A afirmação tem base no diálogo entre ele e Tiago, no dia anterior à prisão de Jesus, no qual Judas revela o seu plano de simplesmente apressar o triunfo mundano do Cristianismo, e não o de eliminar seu Mestre, que amava profundamente.

Esta informação é do Espírito Humberto de Campos, publicada no livro Boa Nova, psicografado pelo médium Chico Xavier, no capítulo “A Ilusão do Discípulo”.

A prova disso está no fato de que Judas Iscariotes, ao receber do Sinédrio as trinta moedas de prata como pagamento para entregar Jesus, não esperava receber o fel da amarga desilusão, ao ver o Cristo duramente torturado.

Ao perceber a traição dos fariseus, pois não era isso que desejava para o seu Mestre, ele de imediato foi devolver as moedas recebidas para desfazer o acordo infeliz.

Nesta oportunidade, porém, recebeu em troca a expressão de deboche dos príncipes dos sacerdotes: “Isso é contigo”.

Nada mais restava fazer para salvar o Mestre dos Mestres. Infelizmente o plano sinistro estava consumado!

Foi então que Judas, depois de assistir de longe todo o desenrolar das cenas humilhantes do Calvário, levado por tremendo remorso, cometeu o suicídio.

Embora tivesse sido movido pela vaidade e pela ambição política, Judas teria sido realmente um traidor caso tivesse arquitetado o plano cruel da crucificação, coisa que jamais pensara.

E cá para nós, se ele tivesse mesmo o firme propósito de trair o Cristo para levá-lo à morte, com o fim de liderar os outros apóstolos na divulgação do Cristianismo, Judas sentiria tamanho remorso a ponto de se enforcar? É claro que não, pois não haveria nenhuma razão para ele se matar.

Porém, Jesus, após a sua morte na cruz e tocado de infinita compaixão, foi ao encontro do espírito enlouquecido de Judas, permanecendo três dias ao seu lado até que ele adormecesse, conforme revelação da poetisa desencarnada Maria Dolores, no livro Coração e Vida, psicografado por Chico Xavier.
Só depois desse gesto de amor e de perdão é que Jesus apareceu materializado a Maria Madalena, segundo o Evangelho de João (Cap.20: 11 a 18).
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Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã-Espírita Paulo de Tarso

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dias Difíceis? Reflitas Assim...

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 30.12.2002, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ


domingo, 20 de setembro de 2009

São Jerônimo, Padroeiro dos Estudos Bíblicos









São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor como ninguém, nas Sagradas Escrituras. Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340.

Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.


Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade.

Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.

Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama da oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal.
Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.

Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grego para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata" e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.

Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito:

"Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sábios Conselhos de uma "Noventona"

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO.

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus o ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente.
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Este texto é mais uma contribuição do Mano Sílvio.

Educar

Em pesquisa realizada em março de 2008, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional (1º lugar Sigmund Freud; 2º lugar: Gustav Jung; 3º lugar: Içami Tiba).
Seguem assuntos e/ou trechos da palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/03/09. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos.

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta como a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.
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Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira"
(Joseph Joubert)
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Este texto é uma contribuição do amigo Myke Tyson.

sábado, 27 de junho de 2009

Personagens Biblícos VIII- Pedro (Simão)





Pedro foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos.

"Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado
A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela."

Jesus comparava comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com Paulo, da Igreja de Roma.

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João

Segundo o relato no Evangelho de Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem

No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da pergunta: quem é Jesus? "
Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro.

Encontramos o relato do evento no Evangelho Mateus, 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?".
Simão Pedro, respondendo, disse:
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

Jesus respondeu-lhe:
"Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 16:19).

O Evangelho de João bem como o de Lucas , também falam a respeito do primado de Pedro ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe:

Jesus disse a Simão (Pedro):
"Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes? "Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros".

Segunda vez disse-lhe:
"Simão filho de João, tu Me amas? - "Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas".

Pela terceira vez lhe disse:
Simão filho de João, tu Me amas? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu Me amas?” e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas

"Simão, Simão, eis que "Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.

Mais do que em Mt 16, 17:19 esse texto é mais claro no que se refere ao primado que Cristo confere a Pedro no próprio seio dos apóstolos;

sábado, 20 de junho de 2009

Personagens Biblícos VII- João Batista










A relevância do papel de João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus.
Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino.
Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel.
"Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43).
Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo".
João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27).
Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14).
Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.
Oração a São joão Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo". São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós

sábado, 13 de junho de 2009

Santo Antônio












Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

CINCO MINUTOS DIANTE DE SANTO ANTÔNIO

Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e que queres que eu peça ao Senhor. Estou disposto a fazer tudo por ti; mas, filho, dize-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois desejo ser o intermediário entre tua alma e Deus com o fim de suavizar teus males. Sinto a aflição de teu coração e quero unir-me às tuas amarguras. Desejas o meu auxílio no teu negócio..., queres a minha proteção para restituir a paz na tua família..., tens desejo de conseguir algum emprego..., queres ajudar alguns pobres..., alguma pessoa necessitada..., desejas que cesse alguma tribulação..., queres a tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem, que tudo obterás. Agradam-me, também, as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem próprias. Mas, eu bem vejo como desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes. Tem fé que não tardará a hora em que hás de obtê-la. Uma coisa, porem, desejo de ti. Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe, Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres. Oh! Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por esse meio. Quantos, com viva fé, têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão e são atendidos! Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus, e eu, por amor dos meus pobres cuja miséria está a meu cargo, obtenho de Deus tudo o que pedem e ainda muito mais. Temes que eu não faca outro tanto por ti? Não penses nisso porque prezo muito as prerrogativas concedidas por Deus de ser – o santo dos milagres. Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me importunam. Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei de obter as graças; não temas. Agora, volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei; vem sempre procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas me hão de ser sempre agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu não acharás. Deixo-te no coração sagrado de Jesus e, também, no de Maria e no de São José.


Reze em seguida: 1 Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.