Prece de Cáritas

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Valor do Silencio

O silencio é muito mais que a ausência de som. E, ainda que seja ausência, o silencio não é um vazio; ele está repleto de possibilidades que se abrem em todas as direções. O silencio é tranqüilidade interior. É estar em harmonia com o que há de mais profundo em si mesmo. É viver total e completamente o momento presente.

No silencio, sua consciência se desenvolve, sua capacidade de aceitação aumenta, a percepção emana, a intuição floresce, a compreensão viceja, a gratidão se intensifica e a generosidade transborda.

É no silencio que você assume um compromisso, adota a sinceridade, ganha coragem, cultiva a positividade e pratica a receptividade e a crença.

É no silencio que suas memórias, sonhos e criatividade vêm à tona.
O silencio é definido pela tranqüilidade da mente, do corpo e das emoções – e não apenas pela ausência de barulho e agitação. Você pode estar sozinho em um bosque, com apenas o vento assobiando em seus ouvidos; mas se sua mente estiver fervilhando com problemas mal resolvidos, você não estará em silencio. Por outro lado, você pode estar andando em ruas movimentadas de uma grande cidade, passando em frente a luminosos espalhafatosos e em meio a automóveis buzinando e ainda estar imerso no silencio. A partir do silencio você pode se deslocar para qualquer direção. Como o regente de uma sinfonia, você estará alerta e consciente, em suspenso, pronto para começar o movimento.
O silencio cria o espaço em que há opções e em que é possível fazer escolhas. Infelizmente, o silencio não é muito valorizado em nossa cultura. A agitação e o excesso de tarefas às vezes são confundidos com vivacidade – e esse erro pode ser exatamente aquilo que nos impede de conhecer a nós mesmos, pois nos mantém afastados do silencio.
O silencio pode ser alcançado pela prece ou pela meditação. Algumas preces são louvores, outras são afirmações, muitas são pedidos de ajuda, outras ainda são agradecimentos. A meditação é atenção voltada para dentro de nós mesmos, com o objetivo de nos tornarmos mais conscientes de nossos estados interiores. Algumas pessoas meditam e oram, outras fazem preces e entram em um estado meditativo, muitas pessoas combinam ambas as coisas. Seja pela prece ou pela meditação, quando volta sua atenção para dentro de si mesmo, harmoniza-se interiormente e abre seu coração, você deixa seu padrão rotineiro de existência por um cenário mais amplo. E quando você se habitua a fazer isso regularmente, torna-se fácil recorrer ao silencio ao longo do dia, não importa a cirscunstância.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Livro Novo





Quando 2011 começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos…
Você podia fazer dele o que quisesse…
Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar um poema, um pesadelo uma blasfêmia, uma oração. Podia…
Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito… Concluído.

Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto, antes que 2011 termine, reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado. Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo. Leia tudo…
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo. Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher, toda a imensa superficie do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o. Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador. Não importa como esteja…
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: Obrigado e Perdão!!!
E, quando 2012 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco todo seu, no qual você irá escrever o que desejar…
FELIZ LIVRO NOVO! 

                                                                                                                                              

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Contribuição do amigo Tomomitsu

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O significado do Natal para os espíritas


O Natal é comemorado no dia 25 de dezembro porque a data foi retirada de uma festa pagã muito popular existente na Roma antiga, e que fora oficializada pelo imperador Aureliano em274 d. C. A finalidade da festa era homenagear o deus sol Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invicto) considerado a primeira divindade do império romano e festejar o início do solstício de inverno.

Com o triunfo do Cristianismo, séculos depois, a data foi utilizada pela igreja de Roma para comemorar o nascimento do Cristo (que, efetivamente, não ocorreu em 25 de dezembro), considerado, desde então, como o verdadeiro “sol” de justiça. Com o passar do tempo, hábitos e costumes de diferentes culturas foram incorporados ao Natal, impregnando o de simbolismo: a árvore natalina, por exemplo, é contribuição alemã, instituída no século XVI, com o intuito de reverenciar a vida, sobretudo no que diz respeito aos pinheiros, que conservam a folhagem verde no inverno; o presépio foi idéia de Francisco de Assis, no século XIII. As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos com que no passado se adornavam o carvalho, precursor da atual árvore de Natal.

Antes de serem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores, como um sinal de purificação, e as chamas acesas no dia 25 de dezembro são uma referência ao Cristo, entendido como a luz do mundo. A estrela que se coloca no topo da árvore é para recordar a que surgiu em Belém por ocasião do nascimento de Jesus. Os cartões de Natal apareceram pela primeira vez na Inglaterra, em meados do século XIX. Os espíritas vêem o Natal sob outra ótica, que vai além da troca de presentes e a realização do banquete natalino, atividades típicas do dia. Já compreendem a importância de renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício.

Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em espírito. A despeito do relevante significado que envolve o nascimento e a vida do Cristo e sua mensagem evangélica, sabemos que muitos representantes da cristandade agem como cristãos sem o Cristo, porque vivenciam um Cristianismo de aparência.

Neste sentido, afirmava o Espírito Olavo Bilac que “ser cristão é ser luz ao mundo amargo e aflito, pelo dom de servir à Humanidade inteira”. Chegará a época, contudo,em que Jesus, o guia e modelo da Humanidade terrestre, será reverenciado em espírito e verdade; Ele deixará de ser visto como uma personalidade mítica, distante do homem comum; ou mero símbolo religioso que mais se assemelha a uma peça de museu, esquecida em um canto qualquer, empoeirada pelo tempo. Não podemos, contudo, perder a esperança. Tudo tem seu tempo para acontecer.

No momento preciso, quando se operar a devida renovação espiritual da Humanidade, indivíduos e coletividades compreenderão que Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei.

Distanciado dos simbolismos e dos rituais religiosos, o espírita consciente procura festejar o Natal todos os dias, expressando-se com fraternidade e amor ao próximo. Admite, igualmente, que a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o sol moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã. Perante as alegrias das comemorações do Natal, destacamos três lições ensinadas pelos orientadores espirituais, entre tantas outras. Primeira, o significado da Manjedoura, como assinala Emmanuel: As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.

A Manjedoura foi o Caminho. A exemplificação era a Verdade. O Calvário constituía a Vida. Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida. Segunda, a inadiável (e urgente) necessidade de nos aproximarmos mais do Cristo, de forma que o seu Evangelho se reflita, efetivamente, em nossos pensamentos, palavras e atos. Para a nossa paz de espírito não é mais conveniente sermos cristãos ou espíritas “faz de conta”.

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a Luz para alumiar as nações. Não chegou impondo normas ou pensamento religioso. Não interpelou governantes e governados sobre processos políticos. Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens. Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida. Fez luz no Espírito eterno.

Embora tivesse o ministério endereçado aos povos do mundo, não marcou a sua presença com expressões coletivas de poder, quais exército e sacerdócio, armamentos e tribunais. Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo. Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem Infinito. Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha? Que espécie de claridade acendes no caminho? Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em vôo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento. Se procuras o Mestre divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar? Por último é muito importante aprendermos a ser gratos a Jesus pelas inúmeras bênçãos que Ele nos concede cotidianamente, em nome do Pai, como a família, os amigos, a profissão honesta, a vivência espírita etc., sabendo compartilhá-las com o próximo, como aconselha Meimei: Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção...

Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo. Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, pelo eterno amor que se derramou das estrelas. Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!
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Fonte: O Reformador

sábado, 10 de dezembro de 2011

Aceite a vida como ela é e as pessoas como são

Se você vem sentindo desânimo, frustração, desencanto com tudo o que está acontecendo, acreditando que nada mais tem jeito, cuidado para não alimentar, em razão disso, pensamentos como "é preferível acabar com tudo", ou "morrer para deixar de sofrer", pois estas idéias pessimistas podem levar você ao suicídio.


Por outro lado, a falta de esperança na sua existência pode estar surgindo dos acontecimentos deprimentes que estão ocorrendo diante da vida difícil que você leva honestamente, ou por não aceitar o modo de ser dos seus parentes, amigos e colegas de trabalho.

Para você ser feliz, é importante aceitar a vida que você leva, o país onde você vive, enfim, mas fazendo de tudo por melhorá-los incessantemente. E, ainda, aceitar as pessoas como são, sem exigir que elas vivam como você gostaria que elas vivessem.

Além disso, os pensamentos negativos podem vir também de fora, como se fossem uma voz falando com você, minando as suas forças espirituais. Neste caso, essas idéias são dadas por espíritos atrasados, chamados obsessores, que procuram provocar um estado depressivo, de baixa auto-estima, para induzir você à morte pela autodestruição.

Mas quando então lhe faltar o ânimo, faça uma prece a Deus, pedindo socorro, porque o "0800 Divino" funciona 24 horas por dia para nos ajudar quando necessitamos de amparo espiritual. O Pai Celestial está sempre atento às "ligações" que fazemos pelo fio da oração, sem nos cobrar nada pela Sua ajuda. Só precisamos manter a fé, guardar a calma em todas os lances da vida e cultivar a paciência para esperar o socorro que sempre chega.

Oração: Senhor, que eu aceite a vida como ela é, sem me queixar de nada, mas que eu transforme os fatos negativos em aprendizado construtivo. Nos caminhos da dor, que eu conquiste a paciência; nas dificuldades, a perseverança no bem; no fracasso, a coragem para levantar-me; nas perdas, que eu supere todas com resignação. Senhor, que eu nunca me entregue ao desânimo, pois eu creio nas Forças do Bem criadas pela Vossa Eterna Bondade.

Por: Gerson Monteiro, em 27/06/2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Espera

Se a noite te surpreendeu de coração ferido ou cérebro fustigado por amargos acontecimentos, não se renda à dor que te parece irremediável.

Enquanto a sombra se estende ao longo do caminho e a ventania sopra qual lamentoso grito de angústia, fite as estrelas que cintilam nas alturas e siga adiante ao encontro do novo dia.

Não podes? tremem teus pés sob o fardo da aflição? enrijeceram-se as tuas fibras da alma e não consegues nutrir um novo sonho?

Erga, então, uma prece à esperança, o gênio da luz que permite antever o porvir imenso.

Recolhendo-se à oração ela virá doce e infatigável enfermeira balsamizar-te as chagas interiores e sustentar tuas energias semimortas.

Atenda-lhe o apelo carinhoso e prossiga sem desfalecimento.

Não te embote o entorpecente elixir da inércia ou o fel corrosivo do sofrimento.

Aceite estas sugestões, alma querida, e reflita…

Verás diante do teu coração dores maiores que as tuas, os pavores dos grandes infelizes, as úlceras cancerosas de muitos, que até agora, tu não conseguirás ver.

Então inefável consolo baixará dos céus sobre tua dor, aquietando-te a ânsia.

Inexprimíveis sentimentos desabrocharão em teu espírito e então teus braços se abrirão para acolher as ignoradas mágoas dos seres mais humildes da Terra.

Nem todos sabem avaliar essa virtude celeste.

Muitos a transformam em vinagre de impaciência ou em tortura mortal, convertendo-lhe a benção em estilete de enfermidade.

Felizes, porém, daqueles que lhe guardam a sublime claridade no imo do espírito, porque verão a sabedoria do tempo, adquirindo com a vida a ciência do Amor e das realizações pessoais.
 
Espera!.. diz a noite, – o dia voltará!

Espera!.. clama a semente, – o fruto não tarda!

Espera!.. anuncia a justiça, – e tudo recomporei!

Bem-Aventurados aqueles que sabem aprender, servir e esperar!

Mensagem psicografada.
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Texto distribuído na Sala Meimei – Educandário Social Lar de Frei Luiz –RJ em 24-Nov-2001


domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos Pais




Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.
Detém-te de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizeram pais ou tutores.
As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam.

Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aqueles se entregaram a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões, alquebrada por dentro, sob a carga das lembranças difíceis que conserva, em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardiães da alegria e da segurança de filhos alheios.

Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.
Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou que enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitosos apreços pelas nobres intenções que os fizeram cair.
A vida comunitária, na Terra de hoje, institui datas para homenagens às profissões e pessoas.
Lembrando isso reconheçamos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconheçamos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.
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Emmanuel
Página recebida pelo Médium Francisco Cândido Xavier.


sábado, 18 de junho de 2011

A Prece e a Meditação

Ao programarmos o nosso dia, é importante reservarmos tempo para fazer muitas atividades diferentes: Trabalhar, nos divertir, ficar com a família, desenvolver alguma atividade física.
Também é importante ter tempo para orar e meditar todos os dias.
Mesmo se não acreditarmos na oração no sentido tradicional, o ato de orar nos ajuda a voltar o pensamento para a espiritualidade e a concentrá-lo nela. As primeiras horas do dia são ideais para fazermos o ritual da oração.
Para isso, não precisamos ter uma crença religiosa especial, mas simplesmente reservar um tempo para pensar sobre os nossos objetivos, ideais e convicções mais elevadas.
Ao concentrarmos as nossas atitudes no ponto de vista espiritual, pedimos orientação e a ajuda do Poder Superior. Preparamo-nos, assim, para tomar decisões sábias e para dar contribuição útil aonde quer que formos.
Meditar não significa necessariamente fazer visualizações, entoar cânticos ou qualquer outra coisa em especial, mas reservar um tempo para deixar de lado todos os pensamentos do ego. Podemos simplesmente relaxar e deixar a mente vagar, ou nos concentrar num problema, abrindo nossa mente para possíveis soluções.

É importante termos tempo para orar e meditar todos os dias, não importa de que forma. É sempre muito bom reservar alguns momentos para abrir os horizontes mentais.
Uma das maneiras mais agradáveis de alimentarmos nosso espírito é através do processo de aprendizagem. Não importa a idade que tenhamos ou quanto tempo faz que deixamos a escola, sempre podemos continuar aprendendo.
Podemos estudar outra cultura ou idioma ou ler um livro sobre assunto que seja novo para nós. Não há limite para todas as coisas novas que podemos aprender. Dedicar um tempo ao aprendizado não só mantém nossa mente trabalhando e ajuda a aumentar a nossa autoconfiança, como também supre a necessidade espiritual que temos de nos desenvolver.

Toda nuvem escura tem um contorno prata que deveríamos olhar para o seu lado brilhante e agradecer. Mas, em certas ocasiões, essas palavras encorajadoras parecem vazias e sem sentido. Às vezes, sentimo-nos incapazes de ver algo bom numa situação ou numa circunstância em que nos encontramos. São nesses momentos em que a gratidão é benéfica. Olhar ao redor para observar as mínimas coisas e agradecer por elas pode ajudar a ver as bênçãos que nunca demos valor.

Olhar para trás e ver como evoluímos com o passar dos anos, pode nos incentivar a avançar cada vez mais. Não há ninguém no mundo que, em algum momento da vida, não tenha realmente algo a agradecer.

sábado, 14 de maio de 2011

Uma Realeza Terrestre- Declarações Além Túmulo

Quem melhor que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"?  O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada absolutamente nada. E, como para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito mais acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterIlidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as verdades mais penosas da vida. Procurai-lhes, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.

Correm os homens para alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém todas as ilusões se somem.Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que  lhes são de proveito na morada celeste, os únicos que podem lhes facultar acesso a esta.

Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a terra: não o esqueçais.
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Uma Rainha de França. (Havre, 1863).

domingo, 1 de maio de 2011

Os Fariseus











 
Fariseus (do hebreu parush, divisão, separação). – A tradição constituía parte importante da teologia dos judeus. Consistia numa compilação das interpretações sucessivamente dadas ao sentido das Escrituras e tornadas artigos de dogma. Constituía, entre os doutores, assunto de discussões intermináveis, as mais das vezes sobre simples questões de palavras ou de formas, no gênero das disputas teológicas e das sutilezas da escolástica da Idade Média. Daí nasceram diferentes seitas, cada uma das quais pretendia ter o monopólio da verdade, detestando-se umas às outras, como sói acontecer.

Entre essas seitas, a mais influente era a dos fariseus, que teve por chefe Hillel, doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre, onde se ensinava que só se devia depositar fé nas Escrituras. Sua origem remonta a 180 ou 200 anos antes de Jesus Cristo. Os fariseus em diversas épocas foram perseguidos, especialmente sob Hircano- soberano pontífice e rei dos judeus-, Aristóbulo e Alexandre, rei da Síria. Este último, porém, lhes deferiu honras e restituiu os bens, de sorte que eles readquiriram o antigo poderio e o conservaram até a ruína de Jerusalém, no ano 70 da era cristã, época em que se lhes apagou o nome em conseqüência da dispersão dos judeus.

Tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo, inimigos dos inovadores, afetavam grande severidade de princípios; mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação.

Tinham a religião mais como meio de chegarem a seus fins, do que como objeto de fé sincera. Da virtude nada possuíam, além das exterioridades e da ostentação; entretanto, por umas e outras, exerciam grande influência sobre o povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas. Daí serem muito poderosos em Jerusalém.

Acreditavam, ou, pelo menos, fingiam acreditar na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos. Jesus, que prezava, sobretudo, a simplicidade e as qualidades da alma, que, na lei, preferia o espírito, que vivificava, à letra, que mata, se aplicou durante toda sua missão, a lhes desmascarar a hipocrisia, pelo que tinha neles encarniçados inimigos. Essa a razão por que se ligaram aos príncipes dos sacerdotes para amotinar contra ele o povo e eliminá-lo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Viver Agora















Se você é jovem, provavelmente tem consciência de sua juventude e se orgulha dela. Infelizmente, essa alegria será limitada, pois na medida em que for envelhecendo, a mesma propaganda que criou esse orgulho da juventude com campanhas direcionadas para o mercado jovem não ira mudar, o que poderá significar traumas para algumas pessoas.
Além disso, se você estiver excessivamente impressionado com sua juventude, você pode estar deixando de aproveitar o convívio com muitos seres humanos interessantes e que valem a pena.
Mesmo se você tiver 18 anos e seu vizinho 80, vocês dois são contemporâneos. Você não tem garantia alguma de que irá viver um dia a mais do que o seu vizinho, embora as estatísticas estejam a seu favor.
É claro que existem diferenças perceptíveis entre vocês dois. Você é jovem, forte, saudável, ao passo que seu vizinho pode ser um mostruário vivo de peças sobressalentes: dentadura, óculos, peruca, aparelho de audição ou qualquer outra "honraria" pelo simples fato de ter vivido muito. No entanto, em termos de perspectiva, essa pessoa pode ser mais jovem que você. Existem pessoas velhas aos vinte anos. Outras continuam jovens por toda vida.
No amago de cada ser humano existe um espirito que se mantem inalterado do nascimento a morte. Ele não tem nenhum conceito de tempo. Ele nunca muda, nunca envelhece. O motivo pelo qual os corpos se modificam é que a espécie não seria realmente beneficiada se a aparência de todos se mantivesse a mesma durante a vida inteira. As pessoas mais velhas poderiam se casar mais frequentemente com pessoas muito mais jovens, ao passo que geralmente é de interesse para a Natureza que os parceiros façam suas escolhas entre indivíduos de mesma faixa etária. Sem esses controles, a situação ficaria caótica.
Mesmo assim, o envelhecimento é principalmente um fenômeno mental. Nenhum corpo é realmente velho. As células morrem e são substituídas por células novas num ritmo constante, e cada corpo físico é completamente renovado a cada onze meses.
Sob todos os aspectos, o tempo é uma cilada e uma ilusão. O presente é tudo o que existe, mas o presente pode se estender por dias ou semanas, dependendo do ponto de observação de cada um. O único tempo em relação ao qual você pode fazer alguma coisa, o único tempo que você pode viver é o AGORA.
Não permita que os melhores dias de sua vida aconteçam sem a sua participação. O hoje é o amanhã com o qual você sonhou ontem. Não deixe que aconteça sem você. Viva agora. O passado já aconteceu, o futuro ainda virá. Seja feliz AGORA.

sábado, 26 de março de 2011

DEZ PENSAMENTOS PARA VOCÊ ACREDITAR NA VIDA















PRIMEIRO: “O mundo não está à beira do abismo. A raça humana não está condenada. A civilização não vai se destruir. O capitão está na ponte de comando. A humanidade está passando por uma época difícil, mas muitas vezes antes, em sua longa história, a civilização passou por dificuldades e sempre emergiu fortalecida e purificada” (Emmer Foz).


SEGUNDO: “Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Aguarda um pouco mais, quando te empurrar ao desespero. A Divindade possui soluções que desconheces para todos os enigmas e recursos que te escapam, a fim de elucidar e dirimir aquívocos e dificuldades” (Joana de Ângelis)

TERCEIRO: “Cada vinte e quatro horas é uma vida, cada noite, um partir do mundo; cada manhã, um ressuscitar. Tudo é novo ao amanhecer” (Gustave Le Bom).

QUARTO: “Quando na vida se fecha uma porta para nós, há sempre uma outra que se nos abre. O mal é que, em geral, olhamos com tanto pesar e ressentimento para a porta fechada que não nos apercebemos da que se abriu” (J. Paul Schmitt).

QUINTO: “Não pense que abandonar a vida poderá resolver o seu problema. Ao contrário, vai complicá-lo muito mais. Não seja covarde! Enfrente a luta; todos os seus esperam de você a coragem de lutar até o fim. Não fuja do campo de batalha justamente na hora em que o combate se torna mais aceso. Seja corajoso. Não fuja das responsabilidades que você assumiu” (Carlos Pastorino).

SEXTO: “A pior emoção do suicídio é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo de decomposição do corpo. Abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido” (Emmanuel).

SÉTIMO: “O bem consiste em preservar a vida, em lhe dar suporte, em procurar levá-la a seu mais alto valor. O mal consiste em destruir a vida, em feri-la ou destruí-la em plena florescência” (Albert Schweitzer).

OITAVO: “A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza, de seu poder, de sua felicidade, e para isso precisa do obstáculo, da natureza resistente, hostil mesmo, da matéria adversa, cujas exigências e rudes lições provocam seus esforços e formam sua experiência” (Léon Dennis).

NONO: “Eu dormia e sonhava que a vida era alegria. Despertei e vi que a vida era serviço. Servi e aprendi que o serviço era alegria” (Rabindranath Tagore).

DÉCIMO: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah, meu Deus, eu sei que a vida poderia ser melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!” (Gonzaguinha).
 
Por fim, lembre-se de que mesmo o pior cenário que se apresente diante de seus olhos tem alguma solução. E esta solução, definitivamente, passa por acreditar de forma incondicional na vida, sempre.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Cobrador











Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.
Verificaram e descobriram, caído, um homem.
Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo o coração.
O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.

Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida.

Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade.

Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:
- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!
- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

- Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve.
Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve.

E com certeza você vai pagar muito mais caro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

LUZ versus ESCURIDÃO

O mal existe. Que ninguém duvide disso. Em determinadas situações, é possível sentir como ele emana das pessoas.

As vibrações podem ser tão fortes que permanecem na atmosfera muito depois da pessoa responsável por elas ter ido embora.

Os mais sensíveis entre nós podem senti-las - num aposento onde tenha ocorrido um crime hediondo, por exemplo - pois os pensamentos assumem formas tão reais quanto mesas e cadeiras. No entanto, o mal não está limitado aos violentos, aos criminosos, aos que se opõem a nós.

Ele está presente em todas as criaturas que sentem ódio. Podemos empregar as forças destrutivas da escuridão para causar grande  confusão na vida dos outros e, possivelmente, até teremos sucesso nisso - durante algum tempo. Mas, essas vitórias são de curta duração. Tudo que emitimos nos volta duplicado.

A lei do retorno imediato se aplica a qualquer tentativa de modificar a vida dos outros, desrespeitando assim o livre-arbítrio dessas pessoas. Todos os seres humanos inteligentes compreendem que precisam pagar um preço pelas suas ações. Consequentemente, optar pelo mal é algo que nos prejudica.

Nem todos se encontram no mesmo estágio de desenvolvimento, de modo que não se pode esperar que os outros concordem com você em relação a tudo. Não tem a menor importância saber se você ou eles estão com a razão. Sua única preocupação deve ser saber se você está agindo de acordo com o que é certo para você.

Quando tiver que se opor, certifique-se de que está lidando apenas com o conceito, não com a pessoa. Viva e Deixe Viver. Dê esse direito também as outras pessoas. Se não fizer isso, você estará restringindo o seu próprio direito de livre-arbítrio. Mas saiba que com esse privilégio de fazer as próprias escolhas, você também passa a ter determinadas responsabilidades.

Quaisquer que sejam os seus desejos ou suas ações, você é o responsável por elas.

Assim, também o ódio ou qualquer outra emoção negativa que alguém sente por você, é uma responsabilidade dessa pessoa, não sua. Enquanto você ficar ligado a essa emoção negativa projetada por outra pessoa, você estará permitindo que ela lhe imponha o que deve sentir em relação a si mesmo. Isto é ridículo.

Você é que terá de determinar o seu valor, não permitindo que outros façam isso no seu lugar.

Independente da fé que você professe, a luz de uma mente clara equivale a uma força superior. Cerque-se dessa luz durante suas experiências. Suas decisões, quando se coloca sob a proteção dessa luz, são sempre corretas e você não irá fazer mais escolhas erradas.

Todos convergimos para nossas origens que é o Amor Imutável e Eterno portanto, o mal pode ser resumido como um esquecimento temporário de nossas origens.
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A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
João 1.5

A Ação Positiva

As pessoas que adotam comportamentos independentes podem ser incompreendidas pelos outros, que preferem acompanhar o rebanho.

Desde de que você não mergulhe num falso orgulho e se considere melhor ou mais avançado que os demais, não dê atenção às reações negativas.


Persevere nos seus esforços e as pessoas aprenderão que o que é certo para você é certo para o seu mundo.

Mas, dê tempo a elas, pois, quando o período de choque tiver passado, elas terão mais consideração por você do que tinham antes. Na medida que você se livrar dos pensamentos negativos, as pessoas negativas também desaparecerão.

Por outro lado, você pode adotar ações positivas e sustentar as ideias e opiniões que sejam certas para você, mesmo se elas diferirem das dos outros; o que não significa que você deva deixar de se interessar por eles. Você tem a capacidade de ter pensamentos positivos sem vivenciar emoções negativas em relação aos que discordam das suas opiniões. Na verdade, é preciso diferenciar entre as pessoas e suas ações.

Existe uma grande diferença entre uma oposição a ações, pensamentos ou intenções de outras pessoas e uma oposição às próprias pessoas. O conceito ou  a ação pode ser motivo de oposição, nunca a pessoa que a comete.

Existem ocasiões em que precisamos lutar com todas as nossas forças, em oposição a uma determinada ação. Por exemplo, quando vemos alguém prestes a cometer um crime, não podemos ficar parados apenas observando os acontecimentos. No entanto, nem todas as circunstâncias são tão urgentes assim.

Se uma pessoa afirma que a grama é de cor cinza, quando sabemos que é verde, para que persistir na discussão? Pode ser que ela tenha um distúrbio visual, e quem somos nós para discordar? Talvez a verdade seja maior do que percebemos e estamos reconhecendo apenas uma pequena parte dela.

Há uma história que ilustra muito bem este ponto.
Alguém pediu a vários cegos que descrevessem um elefante. Alguns o descreveram como sendo um tronco de uma árvore. Outros como uma corda muito grossa. Ainda outros, como uma parede. Todos estavam corretos na sua maneira correta limitada de descrever o animal, pois os que sentiram com as mãos as pernas, a tromba e o lado reconheceram a semelhança dessas partes do elefante com o objeto usado  na comparação. No entanto, nenhum dos cegos conseguiu uma descrição perfeita.

Assim, inúmeras vezes caímos nessa mesma armadilha, ao insistir que só nós temos as respostas, quando a verdade é muito maior do que qualquer um dos participantes da discussão consegue compreender.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mensagem Espírita de Ano Novo


















Hoje é o dia que dá início a um novo ano.

É o dia primeiro.

Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas.

É um momento de alegria e confraternização.

As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?

Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas.

Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.

Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.

Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.

Tudo continua sendo como na véspera.

Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.

Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.

Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.

Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.

Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.

Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.

Só há um caminho para se chegar à felicidade.

E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.

No ensinamento " amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.

Jesus nos coloca como ponto de referência.

Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.

Quem se ama preserva a saúde.

Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.

Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.

Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.

O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.

Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.

E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.

Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

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Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Repositório de sabedoria, verbetes: oportunidade e tempo

Contribuição do Irmão Marcenal

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Simeão e o Menino Jesus

Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços acolhedores de velho, a distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção:


- Celeste Menino – perguntou o patriarca -, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura?


Já que vens representar os interesses do Eterno Senhor na Terra, como não vestiste a púrpura imperial?


Como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de Israel?


Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos?


Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados?


Então, podereis ombrear com os patrícios ilustres, movimentar-teias entre legionários e tribunos, gladiadores e pretorianos, atendendo-nos à libertação...


Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do prestígio da casa do faraó?


Quem te preparará, Embaixador Eterno, para o ministério santo?


Que será de ti, sem lugar no Sinédrio?


Samuel mobilizou a força contra os filisteus, preservando-nos a superioridade: Saul guerreou até a morte, por manter-nos a dominação; David estimava o fausto do poder: Salomão, prestigiado por casamento de significação política, viveu para administrar os bens enormes que lhe cabiam no mundo... Mas...tu?


Não te ligaste aos príncipes, nem aos juízes, nem aos sacerdotes... Não encontrarias outro lugar, além do estábulo singelo?...


Jesus menino escutou-o, mostrou-lhe sublime sorriso, mas o ancião, tomado de angústia, contemplou-o, mais detidamente, e continuou:


- Onde representarás os interesses do Supremo Senhor?


Sentar-te-ás entre os poderosos?


Escreverás novos livros da sabedoria?


Improvisará discursos que obscureçam os grandes oradores de Atenas e Roma?


Amontoarás dinheiro suficiente para redimir os que sofrem?


Erguerás novo templo de pedra, onde o rico e o pobre aprendam a ser filhos de Deus?


Ordenará a execução da lei, decretando medidas que obrigam a transformação imediata de Israel?


Depois de longo intervalo, indagou em lágrimas:


- Dize-me, ó Divina Criança, onde representarás os interesses de nosso Supremo Pai?


O menino tenro ergueu, então, a pequenina destra e bateu, muitas vezes, naquele peito envelhecido que se inclinava já para o sepulcro...
Nesse instante, aproximou-se Maria e o recolheu nos braços maternos.
Somente após a morte do corpo. Simeão veio, a saber, que o Menino Celeste não o deixara sem resposta.
O infante Sublime, no gesto silencioso, quisera dizer que não vinha representar os interesses do Céu nas organizações respeitáveis, mas efêmeras da Terra.
Vinha da Casa do Pai justamente para representá-lo no coração dos homens.

Espírito: IRMÃO X.
FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL –
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


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domingo, 19 de dezembro de 2010

Os Essênios



















Os Essênios

“Pelo fruto se conhece a árvore” Jesus (Mateus 12:33)

Após vinte séculos a humanidade foi presenteada com uma revelação. Caminhando pelo deserto da Judéia, próximo ao Mar Morto e à velha Jericó, um jovem beduíno “ao acaso” fez importante descoberta.

Nas regiões do Qumran, em grutas na montanhas próximas às ruínas de um mosteiro, zona árida e quente, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, cânticos, leis, usos e costumes, de um povo: Os Essênios.

As menções a respeito dessas criaturas, antes de 1947, eram limitadas e apócrifas, até porque nem mesmo Jesus as mencionou. Referiu-se aos fariseus, saduceus, levitas, samaritanos e tantos outros agrupamentos, usando-os nos ensinamentos, nas parábolas, mas nada falou sobre os essênios. A vida dessa gente, agora documentada, trouxe luz à história do tempo em que o Messias esteve entre nós. Hoje, nenhum grupo da época é tão conhecido como essa civilização do Qumran. Escritores, historiadores, arqueólogos, não tiveram alternativa a não ser ligar Jesus ao essenismo, a despeito de a igreja sonegar informações que tem em seu poder. O Cristo não falou deles para poupá-los da ira dos que combatiam todos os que fossem seus amigos.

Flávio Josefo, Filón de Alexandria, e outros historiadores da época, já relatavam essa ligação que sempre foi menosprezada pelo clero e que agora, com farta documentação, já não é mais posta em dúvida.

- Quem eram, afinal, os Essênios? Por que pretender ligá-los a Jesus? - Por questão de justiça, poderíamos responder. Como prêmio pelo exemplo que foram para os homens. - E como viviam eles? Poderíamos perguntar. - Conforme recomenda Jesus: com respeito e amor.

Os relatos sobre eles informam que não se encontra na comunidade fabricantes de armas. Cuidam os órfãos como seus filhos e dos velhos como seus pais. Amam o próximo sem a preocupação da parentela. Não têm posses e seus bens são postos em comum para deles cada um retirar o necessário. A ninguém falta a comida, a roupa, a moradia ou o remédio.

Instruem-se. Nos fins de semana, um lê e orienta os demais. Qualquer um pode explicar a lição, independente de cultura. Mas exigem que aquele que ensina igualmente viva aquilo que prega. Se assim não for, qualquer outro menos instruído poderá tomar-lhe o lugar. São criaturas mansas e calmas. O silêncio em suas casas causa grande impressão. Quando um fala, o outro se cala. Ninguém interrompe sem ser autorizado. Eles acreditam que as almas vivem no éter, de onde descem, unem-se a um corpo que lhes serve de prisão, para aprender. Uma vez libertados, voltam ao espaço para aguardar novas oportunidades de aprendizado e progresso.

Alimentam-se frugalmente. O chefe da mesa divide o pão e o distribui aos demais. Raramente comem carne. Consideram grande abundância terem-se poucos desejos, porque são fáceis de ser realizados. Não acumulam terras, nem ouro, nem bens de qualquer natureza. Entre eles não há escravos. Acreditam que a escravidão destrói a igualdade e afronta a natureza que, como boa mãe, faz dos homens irmãos. Cantam salmos e hinos, entre eles os da Bem-Aventurança.

Outros grupos, além dos monásticos, vivem espalhados por toda Palestina, Egito, Síria, etc. Vivem com uma simplicidade muito rara de se encontrar nas pessoas, em todas as épocas. Mantém as casas do caminho onde qualquer forasteiro pode retirar o alimento e a roupa necessários para continuar a jornada. Tudo é de graça. A opinião do povo a respeito deles é que são pessoas irrepreensíveis e excelentes.

Depois de observar a vida dos Essênios, concluímos que não há necessidade de tentar provar sua ligação com Jesus. Tendo eles vivido entre 150 a.C e 70 d.C, percebe-se que o Mestre, no mínimo, os teria conhecido. Como rabi e judeu Jesus tinha seus compromissos religiosos e é natural que tivesse participado de reuniões em mosteiros essênios, onde os hábitos coincidem com as suas pregações. Historiadores chegam a afirmar que essenismo e cristianismo são uma coisa só. Dizem que mais do que Belém e Jerusalém, o Qumran com seu mosteiro e seus manuscritos, é o berço da revelação cristã;

Poucos viveram aliança com Deus como expressão de amor, como esses homens. Por esta pequena biografia desses amigos, percebemos como a organização divina se preocupa com o avanço da humanidade. Os Essênios prepararam no deserto os caminhos do Senhor, assim como Hydesville despertou-nos para a realidade do mundo espiritual, preparando-nos para as revelações de Allan Kardec.

Com base no amor divino, fica sem sentido a nossa aflição diante dos quadros sociais provisórios e efêmeros. Recessão, inflação, violência, são repetições permanentes de um passado que se perde no tempo. A história registra crises constantes. A mais grave, porém, é sempre aquela em que se vive no momento, porque é a que dói agora. Tudo obedece ao controle de Deus. O poder soberano vai permitindo os acontecimentos para despertar da humanidade. São simples capítulos de uma novela que vai terminar bem, como é normal em toda história de amor. Até lá, em cada capítulo haverá coisas boas e coisas desagradáveis.

Os Essênios, afastando-se de Jerusalém para viver longe dos concorrentes da grande cidade, nos enviaram, já há vinte séculos, sábias lições. Se fugirmos também da ganância, na maioria das vezes por coisas desnecessárias, nós escreveremos capítulos menos tristes na novela das nossas vidas.

Onde estariam os Essênios? Eram tão poucos que mesmo reencarnados entre nós terão dificuldades para nos motivar. Prestemos atenção porque um deles pode estar ao nosso lado. E, enquanto vivemos a escravidão de nós mesmos, vamos torcer para que a igreja apresse a tradução dos manuscritos do Mar Morto prometidos para 1997 e até agora não completados. Estamos certos de que essas revelações irão colaborar para a mudança de nossas inclinações e para que despertemos de nosso sono milenar.

A proposta não é sermos espíritas ou católicos, protestantes ou messiânicos. Nossa meta é aprender a amar o semelhante para sermos CRISTÃOS, na verdadeira acepção da palavra.
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Fonte: Centro Espírita "Os Essênios"