Prece de Cáritas

domingo, 22 de dezembro de 2013

Prece de Natal









Senhor Jesus!...

Recordando-te a vinda, quando te exaltastes na manjedoura por luz nas trevas, vimos pedir-te a bênção.
Revela-nos se muitos de nós trazemos saudade e cansaço, assombro e aflição, quando nos envolves em torrentes de alegria.
Sabes, Senhor, que temos escalado culminâncias... Possuímos cultura e riqueza, tesouro e palácios, máquinas que estudam as constelações e engenhos que voam no Espaço! Falamos de ti – de ti que volveste dos continentes celestes, em socorro dos que choram na poeira do mundo, no tope dos altos edifícios em que amontoamos reconforto, sem coragem de estender os braços aos companheiros que recolhias no chão...
Destacamos a excelência de teus ensinos, agarrados ao supérfluo, esquecidos de que não guardaste uma pedra em que repousar a cabeça; e, ainda agora, quando te comemoramos o natalício, louvamos-te o nome, em torno da mesa farta, trancando inconscientemente as portas do coração aos que se arrastam na rua!
Nunca tivemos, como agora, tanta abastança e tanta penúria, tanta inteligência e tanta discórdia! Tanto contraste doloroso, Mestre, tão-só por olvidarmos que ninguém é feliz sem a felicidade dos outros... Desprezamos a sinceridade e caímos na ilusão, estamos ricos de ciência e pobres de amor. É por isso que, em te lembrando a humildade, nós te rogamos para que nos perdoes e ames ainda... Se algo te podemos suplicar além disso, desculpa o nada que te ofertamos, em troca do tudo que nos dás e faze-nos mais simples!...
Enquanto o Natal se renova, restaurando-nos a esperança, derrama o bálsamo de tua bondade sobre as nossas preces, e deixa, Senhor, que venhamos a ouvir de novo, entre as lágrimas de júbilo que nos vertem da alma, a sublime canção com que os Céus te glorificam o berço de palha, ao clarão das estrelas:
- Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!
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Livro A Luz da Oração
Emmanuel

por Francisco Candido Xavier

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O CRISTÃO E O MUNDO

 

Ninguém julgue fácil a aquisição de um título referente à elevação espiritual. O Mestre recorreu sabiamente aos símbolos vivos da Natureza, favo­recendo-nos a compreensão.

A erva está longe da espiga, como a espiga per­manece distanciada dos grãos maduros.
 
Nesse capítulo, o mais forte adversário da alma que deseja seguir o Salvador, é o próprio mundo.
 
Quando o homem comum descansa nas vulgari­dades e inutilidades da existência terrestre, ninguém lhe examina os passos.
 
Suas atitudes não interessam a quem quer que seja.
 
Todavia, em lhe surgindo no coração a erva tenra da fé retificadora, sua vida passa a constituir objeto de curiosidade para a mul­tidão.
 
Milhares de olhos, que o não viram quando desviado na ignorância e na indiferença, seguem-lhe, agora, os gestos mínimos com acentuada vigilância.
 
O pobre aspirante ao título de discípulo do Senhor ainda não passa de folhagem promissora e já lhe reclamam espigas das obras celestes; conserva se ainda longe da primeira penugem das asas espirituais e já se lhe exigem vôos supremos sobre as misérias humanas.
 
Muitos aprendizes desanimam e voltam para o lodo, onde os companheiros não os vejam.
 
Esquece-se o mundo de que essas almas ansio­sas ainda se acham nas primeiras esperanças e, por isso mesmo, em disputas mais ásperas por rebentar o casulo das paixões inferiores na aspiração de subir.
 
Dentro da velha ignorância, que lhe é característica, a multidão só entende o homem na animalidade em que se compraz ou, então, se o companheiro pretende elevar-se, lhe exige, de pronto, credenciais positivas do céu, olvidando que ninguém pode trair o tempo ou enganar o espírito de seqüência da Na­tureza.
 
Resta ao cristão cultivar seus propósitos su­blimes e ouvir o Mestre:
“- Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga.”
— Jesus. (MARCOS: 4. 28)

sábado, 2 de novembro de 2013

Pensando o Mundo


O grande filósofo grego Aristóteles disse, inspirado por seu mestre Platão, que certas ideias tendem a reaparecer de tempos em tempos, que estamos fadados a redescobri-las, vítimas de seu irresistível poder de sedução intelectual. O escritor argentino Jorge Borges, em seu conto "O Imortal", explora justamente esse tema, o da criação do novo a partir da memória do velho. Criação passa a ser recriação; descoberta, redescoberta.



Assim, quando nos perguntamos de onde vieram as primeiras ideias filosóficas, as sementes do pensamento moderno ocidental, não temos dúvidas: Vieram da Grécia antiga, em particular do período entre os séculos VI e IV A.C O início dessa aventura intelectual é marcado pelo aparecimento dos filósofos pré-socráticos, que acreditamos terem sido os primeiros a tentar responder a questões da Natureza usando a razão, e não a mitologia ou a religião.

Este apetite pelo saber racional está na raiz de toda ciência. Às vezes ele é chamado de "encantamento iônico", celebrando os primeiros filósofos pré-socráticos, que habitaram a Iônia, uma província grega da costa oeste da Turquia atual. Segundo Aristóteles, o primeiro deles foi Tales de Mileto, que postulou que a substancia fundamental do cosmo é a água. Essa ideia marca o início da busca por uma estrutura material unificada na Natureza, algo que motiva o trabalho de cientistas em várias áreas distintas, da física de partículas elementares à biologia molecular e à genética.

Para Tales a Natureza é uma entidade dinâmica, em constante transformação, renovando-se em novas formas e criações. Essa visão confronta à escola de Parmênides, outro pré-socrático, que acreditava o oposto: O que é essencial não pode se transformar. O que  "É" simplesmente é. Aqui está a grande ideia de uma entidade eterna, transcendente, além das transformações naturais. O debate entre o eterno e o novo "ser" e o "vir a ser", já havia começado há 2500 anos.

Assim, os pitagóricos uniam de forma mística o estudo da Natureza por meio da razão e da espiritualidade. Para eles, embriagados pelo encantamento iônico, os números eram mais que números, suas funções uma espécie de alfabeto simbólico da Razão Universal. A Natureza, através dos números, estabelecia uma ponte entre o humano e o divino.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Dez Conselhos Que Recebemos Antes De Vir Para Este Planeta


1 - Você receberá um corpo.
Poderá amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu todo o tempo. 

2 - Você aprenderá lições.
Você está matriculado numa escola informal de tempo integral chamada Vida. A cada dia, terá oportunidade de aprender lições. Você poderá amá-las ou considerá-las idiotas e irrelevantes. 

3 - Não há erros, apenas lições.
O crescimento é um processo de ensaio e erro, de experimentação. Os experimentos 'mal sucedidos' são parte do processo, assim como experimentos que, em última análise, funcionam. 

4 - Cada lição é repetida até ser aprendida.
Ela será apresentada à você sob várias formas. Quando você a tiver aprendido, passará para a próxima. 

5 - Aprender lições é uma tarefa sem fim.
Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas. 

6 -  'Lá' só será melhor que 'aqui'.
Quando o seu 'lá' se tornar um 'aqui', você simplesmente terá um outro 'lá' que novamente parecerá melhor que 'aqui'. 

7 - Os outros são apenas espelhos de você.
Você não pode amar ou odiar alguma coisa em outra pessoa, a menos que ela reflita algo que você ame ou deteste em você mesmo. 

8 - O que você faz da sua vida é problema seu.
Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que você faz com eles não é da conta de ninguém. A escolha é sua. 

9 - As respostas para as questões da vida estão dentro de você.
Você só precisa olhar, ouvir e confiar. 


10 - Você se esquecerá de tudo isso... e ainda assim, você se lembrará.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Autopercepção


Quase de forma consensual, percebe a sociedade que o ritmo da vida moderna, em velocidade vertiginosa, produz grandes dificuldades para a formação de vínculos produtivos nas diversas relações interpessoais e sociais.
Não apenas a quantidade de tempo dedicada à “vida interior”, mas também a qualidade desse tempo têm sido apontadas como fatores causais de relevante peso nos processos de distanciamento afetivo entre as pessoas, mesmo dentro do lar.
Por conseguinte, faz-se necessário que os indivíduos se esforcem para tomar consciência dessa problemática, e busquem caminhos alternativos, com o fito de lograr uma vida com mais qualidade.
Em tal perspectiva, o desenvolvimento das qualidades morais e emocionais se nos apresentam com singular importância. Identificamos, nesse sentido, na autopercepção, uma poderosa alavanca para o aprimoramento.
Define-se a autopercepção como uma capacidade de perceber e compreender o próprio estado de espírito, emoções, impulsos, bem como seus efeitos nas outras pessoas.
Valiosa competência emocional, o constante reconhecimento do próprio estado de espírito permite que identifiquemos os próprios sentimentos, e seus impactos nas relações com familiares, amigos e com os diversos segmentos sociais.
E para a melhor compreensão do valor da autopercepção, faz-se, invariavelmente, útil aprender nos ensinos de Jesus, e na interpretação kardeciana desses ensinos, as mais robustas referencias.
Encontraremos descrito no Quarto Evangelho, o chamado Evangelho segundo João, o anúncio da traição de Judas, quando Jesus, antes de declarar que seria traído, “perturbou-se interiormente” e afirmou que seria um dentre os discípulos que o faria. Simão Pedro, através de um gesto, pede ao “discípulo amado” que pergunte ao Senhor quem seria esse traidor.
Como seria natural acontecer, o estado de perturbação interior e o anuncio da traição causaram grave impacto nos amigos e familiares de Jesus, reunidos em mais uma celebração judaica: a Páscoa.
Nada obstante, Jesus – numa impressionante exemplificação de autopercepção e redirecionamento emocional – revertera toda a disposição emocional negativa que sucedera, através de Suas atitudes transbordantes de amizade, lealdade e afeto, mais ainda, através de seus discursos altamente positivos e otimistas:
“Cesse de perturbar-se o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também”.
Admiráveis palavras, impregnadas de compaixão e empatia.
Allan Kardec, demonstrando sua impar qualidade de educador, em O Livro dos Espíritos, nos elucida - de forma pragmática - sobre o desenvolvimento da percepção com vistas ao adiantamento moral e intelectual. Dando publicidade à instrução do espírito Agostinho de Hipona, em que esse expoente da Codificação oferece seu método pessoal de reforma intima, o codificador do espiritismo apresenta à humanidade uma forma prática e segura para que ele percorra a senda do crescimento. Instrui o espírito Agostinho:
(...) “Fazei o que eu mesmo fazia, quando vivi na Terra: no final do dia, interrogava minha consciência, passava em revista o que tinha feito e me perguntava se não havia faltado a algum dever, se ninguém tivera motivo de se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver, em mim, o que precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, relembrasse todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bem ou mal, rogando a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, pois, crede-me. Deus o assistiria. Perguntai portanto a vós mesmos e interrogai-vos sobre o que tendes feito, e com que objetivo agistes em tal circunstancia; se fizeste alguma coisa que censuraríeis, da parte de outrem; se praticastes uma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda isto: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria eu que temer o olhar de alguém, ao retornar ao mundo dos espíritos, onde nada fica oculto? Examinai o que podeis ter praticado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente contra vós mesmos. As respostas serão um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado.”
Portanto, a despeito do ritmo alucinante da vida hodierna, dediquemos tempo à “vida interior” e façamos o exercício recomendado por Agostinho- espírito em O Livro dos Espíritos, para que não nos distanciemos das pessoas, sobretudo dentro no nosso lar.
Diante desse desiderato, desenvolvemos a autopercepção como poderosa alavanca para colimarmos as melhores qualidades morais e emocionais, necessárias à vida pessoal e social com real qualidade.
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Fonte: Revista Cultura Espírita

domingo, 20 de outubro de 2013

Em Tudo, A Misericórdia Divina.


Muitas vezes, o coração encarnado pergunta como estão seus afetos que acabaram de passar para o mundo dos espíritos. E as indagações se sucedem, como que desejando uma explicação definitiva para o problema da saudade, para o problema da dor.

No que se refere aos espíritos bons, aqueles que, enquanto encarnados, praticaram todo o bem que podiam, espontaneamente, diremos que tais se encaminham com paz e tranquilidade, na direção dos seus pousos naturais.

Aqueles, perfazendo a maioria, que passaram pela Terra como ondas do mar, que vão e vem, quase sempre precisam reformular ideias, corrigir seu padrão espiritual, melhorar para poderem alcançar o núcleo a que estão destinados. Muitas vezes, mesmo essas almas passam por situações difíceis, já que tiveram compromissos agravados, em função de gestos impensados, atitudes desencontradas, palavras ditas com com o objetivo de ferir.

Outras vezes, são que apenas foram intransigentes, em nada procurando facilitar a vida do seu próximo. Esses espíritos têm muito a sofrer e, se não houver um sincero arrependimento da parte deles, passarão por estágios dolorosos e demorados, para que possam atingir o nível de bem que precisam.

Outros, ainda, são aqueles espíritos que, inferiores, de modo algum se candidatam ao progresso. Neles, o mal é comum e permanente, sendo-lhes preciso dores, sofrimentos e lágrimas. Estagiam obrigatoriamente nas regiões dolorosas, para que aprendam a ver o quanto de mal fizeram.

Em todos os casos, no entanto, há a misericórdia de Deus funcionando, há a bondade maior sustentando, há a corrigenda com o objetivo de elevar; em todos, há a presença de Deus e a figura de Jesus, como marcas indeléveis nos corações, para que, amparados pelo amor de Deus e pelo Mestre Jesus, todos se sintam como que se encaminhando na direção do progresso e da paz.

Se, de algum modo, alguém tiver saudades de um ente que se encontre na espiritualidade e deseje saber como esse espírito está, indague de sua própria lembrança como ele foi e terá a noção de como ele está. E a esta pergunta adicione-se a noção da misericórdia de Deus e saberá, seguramente, onde cada um está.

E que Jesus nos ajude e abençoe agora e sempre!

Muita paz, caros filhos! Muita paz!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SAWABONA SHIKOBA


Há uma “tribo” africana que tem um costume muito bonito.

Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nos desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas, às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.

Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem realmente ele é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou Bom”.

Sawabona Shikoba!

SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim”.


Em resposta as pessoas dizem: SHIKOBA, que é: “Então, eu existo prá você.”

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Publicação do C. E- Caminho do Senhor

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Riqueza e Felicidade


Ante as provas que te cercam, questionas, muitas vezes, o porquê de muitos outros desfrutarem riqueza e felicidade enquanto experimentas lutas e dificuldades. Entretanto, não te deixes levar pelas aparências.
Muitos dos que acumularam tesouro amoedados trocariam tudo que juntaram no cofre por um simples instante de amizade sincera, capaz de aplacar a profunda solidão que lhes consome os dias.
  
Muitos dos que conquistaram títulos de destaque no terreno do conhecimento e da cultura trocariam o brilho efêmero da academia e do estrelato por breves momentos de solidariedade, capazes de amenizar as dores ocultas que carregam.
 Muitos dos que galgaram posições influentes nos círculos do poder econômico ou político trocariam o status transitório por despretensiosa palavra de compreensão e bom ânimo, capaz de apaziguar-lhes a consciência traída pelos próprios atos.
  
Pensa neles e constatarás que, mesmo entre provações e lutas, reúnes infinitas possibilidades de seguir adiante e progredir na direção da verdadeira riqueza e felicidade.
  
Talvez não ostentes vantagens financeiras, mas ninguém precisa de uma conta bancária robusta para exercer a amizade sincera.
  
Talvez não retenhas conhecimento e cultura em alto grau, mas ninguém precisa do título de mestre ou doutor para praticar a solidariedade.
Talvez não circules pelos corredores do poder, mas ninguém precisa ocupar o lugar mais alto do pódio social para expressar breves palavras de consolação e reerguimento.
  
Reflete nisso e constatarás que lutas e provas constituem, quase sempre, preciosas oportunidades para a tua auto-realização como espírito imortal, e que não há verdadeira riqueza sem amor verdadeiro, assim como não pode haver legítima felicidade sem a paz legítima nos domínios da consciência.
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Do Livro “Convite à Paz”

Do Espírito Augusto

Por Clayton Levy

Ed. Allan Kardec
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cruzes


Cada alma, na escola da Terra, sob a abençoada cruz da carne, conduz consigo a cruz invisível da prova, indispensável à elevação a que aspira.
Aqui, vemos a cruz do ouro, impondo aos companheiros que a transportam, o círculo do medo e da inquietação.
Além, observamos a cruz do poder, exigindo de quantos lhe detém, a força de pesados tributos de responsabilidade e sofrimento.
Acolá, notamos a cruz da beleza física, atraindo apelos inferiores.
Mais além, contemplamos a cruz da enfermidade, situando esperanças e sonhos no labirinto da indagação e do desalento.
Não longe, vemos a cruz da carência material, induzindo muita gente à inércia e à lamentação.
Agora, observamos junto de nós a cruz da injustiça aparente, tentando a criatura à reivindicações que a projetam em maiores dificuldades.
Mais tarde, encontraremos a cruz das paixões, vergando ombros sensíveis e afetuosos, reclamando-lhes o amargo imposto do desequilíbrio e das lágrimas.
Cada criatura passa entre os homens algemada ao posto de graves obrigações, alusivas ao progresso que lhe cabe alcançar.
O santo traz a cruz do sacrifício.
O delinquente carrega a cruz do remorso.
O melhor suporta o madeiro da liderança.
O mau tolera o lenho da expiação regenerativa.
O berçário é um viveiro de cruzes que se desenvolvem, pouco a pouco, no curso do tempo, definindo-se cada qual delas, segundo as necessidades de cada um.
Naturalmente, não viverás sem o instrumento de dor e luta que a existência terrestre te deu a transportar, mas se colocas o madeiro do próprio aperfeiçoamento na direção do Cristo, seguindo após Ele, no Calvário da Ressurreição, com amor e humildade, renúncia e perdão, guarda a certeza de que os braços de tua cruz se converterão na morte, em asas de espiritualidade, arrebatando-te do vale pantanoso da Terra para os topos resplendentes do Infinito.
 
EMMANUEL
Da obra “Abrigo”
Por Francisco Cândido Xavier.

O Sal da Terra

Música de Beto Guedes;
Jesus disse: Vos sois o Sal da Terra
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O Sal da Terra


Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar...

Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

domingo, 6 de outubro de 2013

Janelas da Alma

O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que coam os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.
De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter a significação que nem sempre corresponde à realidade.
 Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.
Variando a cor das lentes, com tonalidade correspondente desfilarão diante dos olhos as cenas.
 Na área do relacionamento humano, também, as ocorrências assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.
 É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação com eles.
 Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de bem observar os sucessos da vilegiatura humana.
 De acordo com a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vivê-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.
Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando a usança de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.
 Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu séquito de ocorrências.
 O amor te facultará ampliar o círculo de afetividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranquilidade.
A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.
 O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinquente, do mau, do alucinado, que te busquem.
A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.
As janelas da alma são espaços felizes para que se espraie a luz, e se realize a comunhão com o bem.
Colocando os santos óleos da afabilidade nas engrenagens da tua alma, descerrarás as janelas fechadas dos teus sentimentos, e a tua abençoada emoção se alongará, afagando todos aqueles que se aproximem de ti, proporcionando-lhes a amizade pura que se converterá em amor, rico de bondade e de perdão, a proclamarem chegada a hora de ternura entre os homens da Terra.
Livro: “Momentos de Felicidade”
 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Transcomunicação Instrumental



A possibilidade de comunicações com o mundo espiritual sem a interferência direta de um médium, foi considerada por diversos inventores no começo do século XX. Nos Estados Unidos, em 1920, Thomas Edison disse ao repórter B.F. Forbes que ele estava trabalhando em uma máquina que poderia fazer contato com espíritos de mortos. Jornais do mundo todo noticiaram a história. Depois de alguns anos Edison admitiu que ele inventou a história toda. (Thomas Edison National Historical Park)
No Brasil, o português naturalizado Augusto de Oliveira Cambraia, patenteou, em 1909, o "Telégrafo Vocativo Cambraia" de 1909, que propunha um sistema de comunicação a distância, utilizando-se 'das almas e espíritos que vagam pela estratosfera', este último referindo-se talvez aos atuais satélites de comunicação (RAINHO)5 6
A primeira obra sobre o assunto, ainda sem a moderna denominação, foi "Vozes do Além pelo Telefone (Novo e admirável sistema de comunicação - Os espíritos falando pelo telefone)" de Oscar D'Argonnel, publicada no Rio de Janeiro, em 1925. O autor conhecido pesquisador espírita do começo do século XX, nela reuniu diversos casos onde a comunicação com os mortos podia dar-se através do telefone. Apesar de suas ponderadas considerações, por ser um veículo particularmente propenso a fraudes e engodos, o assunto não mereceu outras abordagens mais sérias, durante décadas.
A moderna fase da TCI iniciou-se com o crítico de arte sueco Friedrich Jürgenson (1903-1987) que, em seus momentos de lazer, em sua casa de campo em Molbno, tinha o hábito de gravar o canto dos pássaros da região. Em 1959, ao escutar uma dessas gravações, deparou-se com vozes humanas entre os cantos gravados. Estranhou o fato, uma vez que estivera absolutamente só ao realizar a gravação, no meio de um bosque. Ao ouvir com mais cuidado, notou que se tratava de vozes de pessoas e que podiam ser percebidas palavras em vários idiomas, o que descartava a hipótese de interferência de alguma emissora de rádio. Aprofundando-se em novas gravações, assombrou-se ao perceber que as vozes o chamavam pelo nome, por apelidos e que podiam responder a perguntas feitas no local, o que também descartava a hipótese de captação de rádio-amador ou outro tipo de transmissão à distância. Indagando de quem seriam aquelas vozes, a resposta não tardou: "Somos os mortos...".
A partir de então, Jüergenson aprofundou-se nas pesquisas e aperfeiçoou o método de captação da vozes. Com os resultados obtidos, lançou a obra "Sprechfunk Mit Verstorbenem" (1967, publicada em língua portuguesa em 1972 sob o título "Telefone para o Além"), tornando o assunto conhecido do grande público.
Outra referência sobre a pesquisa em TCI é o trabalho do Dr. Konstantin Raudive (1909-1974) publicada sob o título "Unhörbares Wird Hörbar" (1968), publicada em língua inglesa em 1971 sob o título "Breakthrough". Nela relaciona diversos nomes de estações emissoras do além, como a "Stúdio Kelpe", "Rádio Peter", "Kegele", "Kostule", "Ponte Goethe", "Vários Transmissores", "Rádio Sigtuma", "Arvides", "Irvines", entre outras (RAUDIVE, 1971:178).
Posteriormente, em 1978 o pesquisador estadunidense George Meek, através de um aparelho de sua invenção, o "Spiricom", estabeleceu diálogo com um espírito identificado como "Dr. Muler". Na década de 1980 muitos outros contatos foram registrados por outros pesquisadores, nomeadamente na Europa.
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Fonte:Internet

terça-feira, 25 de junho de 2013

Simão de Cirene

"Eu ia em meu caminho para os campos quando O vi carregando Sua cruz; e uma multidão O seguia.

Então eu também caminhei ao lado d'Ele.
 Seu fardo O deteve muitas vezes, pois Seu corpo estava exausto.
Então um soldado romano aproximou-se de mim, e disse:
"Vem, tu és forte e bem constituído; carrega a cruz deste homem."


 Ao ouvir estas palavras, meu coração cresceu dentro de mim, e senti-me grato. Carreguei Sua cruz.
Ela era pesada, pois fora construída de álamo encharcado pelas chuvas do inverno.
Jesus olhou para mim. O suor de Sua fronte corria-Lhe pela barba.
Novamente, olhou para mim e disse:
"Também bebes desta taça?
Sorverás dela comigo até o fim dos tempos."
E assim dizendo, colocou a Sua mão sobre meu ombro livre.
E caminhamos juntos para o Monte do Calvário.
Mas eu já não sentia o peso da cruz.
Sentia apenas a Sua mão.
E era como a asa de um pássaro sobre meu ombro.
Então atingimos o topo da colina, onde eles o crucificariam.
E ali sim senti o peso da árvore.
Ele não disse uma palavra quando cravaram os pregos em Suas mãos e pés,
nem emitiu qualquer som.
E Seus membros também não estremeceram sob o martelo.
Parecia que Suas mãos e pés tinham morrido e que só voltariam a viver quando banhados em sangue.
No entanto, parecia também como se Ele procurasse os pregos, qual um príncipe procura o seu cetro; e que ansiava por ser erguido às alturas.
Meu coração não pensou em apiedar-se d'Ele, pois estava por demais maravilhado.
E agora, o Homem cuja cruz eu carreguei tornou-Se minha cruz.
Se novamente me dissessem:
"Carrega a cruz desde homem", eu a carregaria até que meu caminho terminasse no túmulo.
Mas eu O imploraria que colocasse Sua mão sobre meu ombro.
Tudo isto aconteceu muitos anos atrás; e ainda hoje, quando sigo o arado no campo,
e nos momentos de torpor antes do adormecer, eu sempre penso nesse Homem amado.
E sinto Sua mão alada, aqui, sobre meu ombro esquerdo.
 

 

Simão de Cirene
Do Livro “Jesus, o Filho do Homem”
De  Khalil Gibram