Prece de Cáritas

domingo, 20 de outubro de 2013

Em Tudo, A Misericórdia Divina.


Muitas vezes, o coração encarnado pergunta como estão seus afetos que acabaram de passar para o mundo dos espíritos. E as indagações se sucedem, como que desejando uma explicação definitiva para o problema da saudade, para o problema da dor.

No que se refere aos espíritos bons, aqueles que, enquanto encarnados, praticaram todo o bem que podiam, espontaneamente, diremos que tais se encaminham com paz e tranquilidade, na direção dos seus pousos naturais.

Aqueles, perfazendo a maioria, que passaram pela Terra como ondas do mar, que vão e vem, quase sempre precisam reformular ideias, corrigir seu padrão espiritual, melhorar para poderem alcançar o núcleo a que estão destinados. Muitas vezes, mesmo essas almas passam por situações difíceis, já que tiveram compromissos agravados, em função de gestos impensados, atitudes desencontradas, palavras ditas com com o objetivo de ferir.

Outras vezes, são que apenas foram intransigentes, em nada procurando facilitar a vida do seu próximo. Esses espíritos têm muito a sofrer e, se não houver um sincero arrependimento da parte deles, passarão por estágios dolorosos e demorados, para que possam atingir o nível de bem que precisam.

Outros, ainda, são aqueles espíritos que, inferiores, de modo algum se candidatam ao progresso. Neles, o mal é comum e permanente, sendo-lhes preciso dores, sofrimentos e lágrimas. Estagiam obrigatoriamente nas regiões dolorosas, para que aprendam a ver o quanto de mal fizeram.

Em todos os casos, no entanto, há a misericórdia de Deus funcionando, há a bondade maior sustentando, há a corrigenda com o objetivo de elevar; em todos, há a presença de Deus e a figura de Jesus, como marcas indeléveis nos corações, para que, amparados pelo amor de Deus e pelo Mestre Jesus, todos se sintam como que se encaminhando na direção do progresso e da paz.

Se, de algum modo, alguém tiver saudades de um ente que se encontre na espiritualidade e deseje saber como esse espírito está, indague de sua própria lembrança como ele foi e terá a noção de como ele está. E a esta pergunta adicione-se a noção da misericórdia de Deus e saberá, seguramente, onde cada um está.

E que Jesus nos ajude e abençoe agora e sempre!

Muita paz, caros filhos! Muita paz!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SAWABONA SHIKOBA


Há uma “tribo” africana que tem um costume muito bonito.

Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nos desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas, às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.

Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem realmente ele é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou Bom”.

Sawabona Shikoba!

SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim”.


Em resposta as pessoas dizem: SHIKOBA, que é: “Então, eu existo prá você.”

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Publicação do C. E- Caminho do Senhor

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Riqueza e Felicidade


Ante as provas que te cercam, questionas, muitas vezes, o porquê de muitos outros desfrutarem riqueza e felicidade enquanto experimentas lutas e dificuldades. Entretanto, não te deixes levar pelas aparências.
Muitos dos que acumularam tesouro amoedados trocariam tudo que juntaram no cofre por um simples instante de amizade sincera, capaz de aplacar a profunda solidão que lhes consome os dias.
  
Muitos dos que conquistaram títulos de destaque no terreno do conhecimento e da cultura trocariam o brilho efêmero da academia e do estrelato por breves momentos de solidariedade, capazes de amenizar as dores ocultas que carregam.
 Muitos dos que galgaram posições influentes nos círculos do poder econômico ou político trocariam o status transitório por despretensiosa palavra de compreensão e bom ânimo, capaz de apaziguar-lhes a consciência traída pelos próprios atos.
  
Pensa neles e constatarás que, mesmo entre provações e lutas, reúnes infinitas possibilidades de seguir adiante e progredir na direção da verdadeira riqueza e felicidade.
  
Talvez não ostentes vantagens financeiras, mas ninguém precisa de uma conta bancária robusta para exercer a amizade sincera.
  
Talvez não retenhas conhecimento e cultura em alto grau, mas ninguém precisa do título de mestre ou doutor para praticar a solidariedade.
Talvez não circules pelos corredores do poder, mas ninguém precisa ocupar o lugar mais alto do pódio social para expressar breves palavras de consolação e reerguimento.
  
Reflete nisso e constatarás que lutas e provas constituem, quase sempre, preciosas oportunidades para a tua auto-realização como espírito imortal, e que não há verdadeira riqueza sem amor verdadeiro, assim como não pode haver legítima felicidade sem a paz legítima nos domínios da consciência.
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Do Livro “Convite à Paz”

Do Espírito Augusto

Por Clayton Levy

Ed. Allan Kardec
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cruzes


Cada alma, na escola da Terra, sob a abençoada cruz da carne, conduz consigo a cruz invisível da prova, indispensável à elevação a que aspira.
Aqui, vemos a cruz do ouro, impondo aos companheiros que a transportam, o círculo do medo e da inquietação.
Além, observamos a cruz do poder, exigindo de quantos lhe detém, a força de pesados tributos de responsabilidade e sofrimento.
Acolá, notamos a cruz da beleza física, atraindo apelos inferiores.
Mais além, contemplamos a cruz da enfermidade, situando esperanças e sonhos no labirinto da indagação e do desalento.
Não longe, vemos a cruz da carência material, induzindo muita gente à inércia e à lamentação.
Agora, observamos junto de nós a cruz da injustiça aparente, tentando a criatura à reivindicações que a projetam em maiores dificuldades.
Mais tarde, encontraremos a cruz das paixões, vergando ombros sensíveis e afetuosos, reclamando-lhes o amargo imposto do desequilíbrio e das lágrimas.
Cada criatura passa entre os homens algemada ao posto de graves obrigações, alusivas ao progresso que lhe cabe alcançar.
O santo traz a cruz do sacrifício.
O delinquente carrega a cruz do remorso.
O melhor suporta o madeiro da liderança.
O mau tolera o lenho da expiação regenerativa.
O berçário é um viveiro de cruzes que se desenvolvem, pouco a pouco, no curso do tempo, definindo-se cada qual delas, segundo as necessidades de cada um.
Naturalmente, não viverás sem o instrumento de dor e luta que a existência terrestre te deu a transportar, mas se colocas o madeiro do próprio aperfeiçoamento na direção do Cristo, seguindo após Ele, no Calvário da Ressurreição, com amor e humildade, renúncia e perdão, guarda a certeza de que os braços de tua cruz se converterão na morte, em asas de espiritualidade, arrebatando-te do vale pantanoso da Terra para os topos resplendentes do Infinito.
 
EMMANUEL
Da obra “Abrigo”
Por Francisco Cândido Xavier.

O Sal da Terra

Música de Beto Guedes;
Jesus disse: Vos sois o Sal da Terra
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O Sal da Terra


Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar...

Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

domingo, 6 de outubro de 2013

Janelas da Alma

O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que coam os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.
De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter a significação que nem sempre corresponde à realidade.
 Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.
Variando a cor das lentes, com tonalidade correspondente desfilarão diante dos olhos as cenas.
 Na área do relacionamento humano, também, as ocorrências assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.
 É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação com eles.
 Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de bem observar os sucessos da vilegiatura humana.
 De acordo com a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vivê-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.
Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando a usança de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.
 Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu séquito de ocorrências.
 O amor te facultará ampliar o círculo de afetividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranquilidade.
A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.
 O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinquente, do mau, do alucinado, que te busquem.
A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.
As janelas da alma são espaços felizes para que se espraie a luz, e se realize a comunhão com o bem.
Colocando os santos óleos da afabilidade nas engrenagens da tua alma, descerrarás as janelas fechadas dos teus sentimentos, e a tua abençoada emoção se alongará, afagando todos aqueles que se aproximem de ti, proporcionando-lhes a amizade pura que se converterá em amor, rico de bondade e de perdão, a proclamarem chegada a hora de ternura entre os homens da Terra.
Livro: “Momentos de Felicidade”
 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Transcomunicação Instrumental



A possibilidade de comunicações com o mundo espiritual sem a interferência direta de um médium, foi considerada por diversos inventores no começo do século XX. Nos Estados Unidos, em 1920, Thomas Edison disse ao repórter B.F. Forbes que ele estava trabalhando em uma máquina que poderia fazer contato com espíritos de mortos. Jornais do mundo todo noticiaram a história. Depois de alguns anos Edison admitiu que ele inventou a história toda. (Thomas Edison National Historical Park)
No Brasil, o português naturalizado Augusto de Oliveira Cambraia, patenteou, em 1909, o "Telégrafo Vocativo Cambraia" de 1909, que propunha um sistema de comunicação a distância, utilizando-se 'das almas e espíritos que vagam pela estratosfera', este último referindo-se talvez aos atuais satélites de comunicação (RAINHO)5 6
A primeira obra sobre o assunto, ainda sem a moderna denominação, foi "Vozes do Além pelo Telefone (Novo e admirável sistema de comunicação - Os espíritos falando pelo telefone)" de Oscar D'Argonnel, publicada no Rio de Janeiro, em 1925. O autor conhecido pesquisador espírita do começo do século XX, nela reuniu diversos casos onde a comunicação com os mortos podia dar-se através do telefone. Apesar de suas ponderadas considerações, por ser um veículo particularmente propenso a fraudes e engodos, o assunto não mereceu outras abordagens mais sérias, durante décadas.
A moderna fase da TCI iniciou-se com o crítico de arte sueco Friedrich Jürgenson (1903-1987) que, em seus momentos de lazer, em sua casa de campo em Molbno, tinha o hábito de gravar o canto dos pássaros da região. Em 1959, ao escutar uma dessas gravações, deparou-se com vozes humanas entre os cantos gravados. Estranhou o fato, uma vez que estivera absolutamente só ao realizar a gravação, no meio de um bosque. Ao ouvir com mais cuidado, notou que se tratava de vozes de pessoas e que podiam ser percebidas palavras em vários idiomas, o que descartava a hipótese de interferência de alguma emissora de rádio. Aprofundando-se em novas gravações, assombrou-se ao perceber que as vozes o chamavam pelo nome, por apelidos e que podiam responder a perguntas feitas no local, o que também descartava a hipótese de captação de rádio-amador ou outro tipo de transmissão à distância. Indagando de quem seriam aquelas vozes, a resposta não tardou: "Somos os mortos...".
A partir de então, Jüergenson aprofundou-se nas pesquisas e aperfeiçoou o método de captação da vozes. Com os resultados obtidos, lançou a obra "Sprechfunk Mit Verstorbenem" (1967, publicada em língua portuguesa em 1972 sob o título "Telefone para o Além"), tornando o assunto conhecido do grande público.
Outra referência sobre a pesquisa em TCI é o trabalho do Dr. Konstantin Raudive (1909-1974) publicada sob o título "Unhörbares Wird Hörbar" (1968), publicada em língua inglesa em 1971 sob o título "Breakthrough". Nela relaciona diversos nomes de estações emissoras do além, como a "Stúdio Kelpe", "Rádio Peter", "Kegele", "Kostule", "Ponte Goethe", "Vários Transmissores", "Rádio Sigtuma", "Arvides", "Irvines", entre outras (RAUDIVE, 1971:178).
Posteriormente, em 1978 o pesquisador estadunidense George Meek, através de um aparelho de sua invenção, o "Spiricom", estabeleceu diálogo com um espírito identificado como "Dr. Muler". Na década de 1980 muitos outros contatos foram registrados por outros pesquisadores, nomeadamente na Europa.
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Fonte:Internet

terça-feira, 25 de junho de 2013

Simão de Cirene

"Eu ia em meu caminho para os campos quando O vi carregando Sua cruz; e uma multidão O seguia.

Então eu também caminhei ao lado d'Ele.
 Seu fardo O deteve muitas vezes, pois Seu corpo estava exausto.
Então um soldado romano aproximou-se de mim, e disse:
"Vem, tu és forte e bem constituído; carrega a cruz deste homem."


 Ao ouvir estas palavras, meu coração cresceu dentro de mim, e senti-me grato. Carreguei Sua cruz.
Ela era pesada, pois fora construída de álamo encharcado pelas chuvas do inverno.
Jesus olhou para mim. O suor de Sua fronte corria-Lhe pela barba.
Novamente, olhou para mim e disse:
"Também bebes desta taça?
Sorverás dela comigo até o fim dos tempos."
E assim dizendo, colocou a Sua mão sobre meu ombro livre.
E caminhamos juntos para o Monte do Calvário.
Mas eu já não sentia o peso da cruz.
Sentia apenas a Sua mão.
E era como a asa de um pássaro sobre meu ombro.
Então atingimos o topo da colina, onde eles o crucificariam.
E ali sim senti o peso da árvore.
Ele não disse uma palavra quando cravaram os pregos em Suas mãos e pés,
nem emitiu qualquer som.
E Seus membros também não estremeceram sob o martelo.
Parecia que Suas mãos e pés tinham morrido e que só voltariam a viver quando banhados em sangue.
No entanto, parecia também como se Ele procurasse os pregos, qual um príncipe procura o seu cetro; e que ansiava por ser erguido às alturas.
Meu coração não pensou em apiedar-se d'Ele, pois estava por demais maravilhado.
E agora, o Homem cuja cruz eu carreguei tornou-Se minha cruz.
Se novamente me dissessem:
"Carrega a cruz desde homem", eu a carregaria até que meu caminho terminasse no túmulo.
Mas eu O imploraria que colocasse Sua mão sobre meu ombro.
Tudo isto aconteceu muitos anos atrás; e ainda hoje, quando sigo o arado no campo,
e nos momentos de torpor antes do adormecer, eu sempre penso nesse Homem amado.
E sinto Sua mão alada, aqui, sobre meu ombro esquerdo.
 

 

Simão de Cirene
Do Livro “Jesus, o Filho do Homem”
De  Khalil Gibram

 

sábado, 15 de junho de 2013

Meninos Espirituais

Na apreciação dos companheiros de luta, que nos integram o quadro de trabalho diário, é útil não haja choques, quando, inesperadamente, surgirem falhas e fraquezas.
 
Antes da emissão de qualquer juízo, é conveniente conhecer o quilate dos valores espirituais em exame.
 
Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho reto.
 
A estrada percorrida pelo homem experiente está cheia de crianças dessa natureza.
 
Deus cerca os passos do sábio, com as expressões da ignorância, a fim de que a sombra receba luz e para que essa mesma luz seja glorificada.
 
Nesse intercâmbio substancialmente divino, o igno­rante aprende e o sábio cresce.
Os discípulos de boa-vontade necessitam da sin­cera atitude de observação e tolerância.
É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que lhes é dado nutrir a alma;
no entanto, não des­prezem outros irmãos, cujo organismo espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.
 
Toda criança é frágil e ninguém deve condená-la por isso.
Se tua mente pode librar no vôo mais alto, não te esqueças dos que ficaram no ninho onde nasceste e onde estiveste longo tempo, completando a plu­magem.
 
Diante dos teus olhos deslumbrados, alon­ga-se o infinito.
 
Eles estarão contigo, um dia, e, porque a união integral esteja tardando, não os aban­dones ao acaso, nem lhes recuses o leite que amam e de que ainda necessitam.

Do Livro:  Caminho, Verdade e Vida
Pelo Espírito Emmanuel
Por Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 12 de março de 2013

Visão Otimista

As pessoas, atualmente ou talvez sempre, enxergam a vida por ótica pessimista, arrolando acontecimentos deploráveis, como se fossem a marca da situaçao triste em que se encontra a sociedade terrena, mergulhadas em injustificaveis violências.

E certo que, com as conquistas tecnológicas e intelectuais alcançadas pelo homem, poder-se-ia esperar uma melhor situaçao moral. Todavia este fato não quer dizer que o Planeta não esteja muitas vezes melhor do que se encontrava ano passado.

Não resta duvida de que o homem tem buscado caminhos para vencer o sofrimento, a dor a doença, os inúmeros percalços que o acometem na sua jornada. Inobstante, tem cultivado, ao longo de sua trajetória, as sementes de angustias, ansiedades, inseguranças e incertezas na alma dos que caminham com ele. É a obtusa situaçao de quem deseja ser feliz e se despreocupa com a felicidade dos outros.

Desse ponto de vista, superar as situações de sofrimento é a meta principal: aproveitar a cirscunstância feliz fruindo toda a cota de gozos que a vida pode oferecer hoje, em detrimento da colheita de amanhã, ou seja, sem responsabilidade. Assim, é natural que, quando o efeito retroativo chega, encontra o individuo sem condição de enfrentá-lo ou compreendê-lo. Então, a visão pessimista...É o mundo que é mau.
 
Conscientização é tarefa emergêncial. Descobrir que o homem é o artífice de seu futuro, como o lavrador é o reponsavel pela sementeira, é trabalho de agora, prelibando um porvir mais equilibrado.
 
Se lançarmos um olhar rápido ao passado remoto ou não, podemos perceber, sem sombra de dúvidas, o quanto o homem cresceu em termos de solidariedade, piedade e compaixão, sendo capaz de extremos em demonstração de fraternidade. E percebe-se perfeitamente, a felicidade proveniente de seus atos de bondade.

Entre o homem que se locupletava com o sofrimento, a dor a morte das outras criaturas, que aplaudia os atos de selvageria, fechando-se em atroz egoismo e o homem que trabalha pelo bem, pela paz, preocupando-se pela alimentação e vestimenta de seu próximo, a distancia é brutal.

Estamos em marcha progressiva, esta é a verdade. Este é o seculo da caridade. Juntemo-nos a ele e caminhemos intimoratos, em busca dos horizontes sem-fim do bem, deixando pegadas radiosas por onde passarmos. Paz e Luz.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Morte (Segundo Santo Agostinho)


A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
falem comigo como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
eu estou vivendo no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.

A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas vistas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

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Santo Agostinho
Aurélio Agostinho (do latim, Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um bispo católico, teólogo e filósofo que nasceu em 354 d.C. em Tagaste (hoje Souk-Ahras, na Argélia); morreu em 28 de Agosto de 430, em Hipona (hoje Annaba, na Argélia). É considerado pelos católicos como santo e doutor da doutrina da Igreja.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal











"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens."
    (Lucas, 2:14)
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As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.

-Glória a Deus no Universo Divino.

-Paz na Terra.

-Boa vontade para com os Homens

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

-Nem castigo ao rico avarento.

-Nem punição ao pobre desesperado.

-Nem desprezo aos fracos.

-Nem condenação aos pecadores.

-Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.

-Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa Vontade.

A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível....

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

-O algoz seria digno de piedade.

-O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

-O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sidon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade  e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

Irmão que houves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nos para que nos amemos uns aos outros,

Natal! Boa Nova! Boa Vontade!...

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.


domingo, 9 de dezembro de 2012

ORAÇÃO PAI NOSSO (tradução do Aramaico)


“Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do Som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que caminhemos como Reis e Rainhas
com todas as outras criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,
em toda a Luz, assim como em todas as formas,
em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas
do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que
impede nosso crescimento.

Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
a Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

Que assim seja!!!

sábado, 10 de novembro de 2012

A DURA MISSÃO DO ANJO DA GUARDA


É muito comum ouvirmos pessoas dizerem que não se dão com alguém porque seu anjo da guarda “não vai” com o anjo da guarda da outra. Ora, isso não é verdade, porque sendo o anjo guardião um Espírito Superior, e de luz, é claro que ele se dá bem com todos os outros anjos. A causa da antipatia que alguém sente com relação a uma pessoa está no fato dela não sentir afinidade com a outra, mas não tem nada a ver com os anjos de guarda.

Segundo o Espiritismo, a missão do anjo guardião é idêntica à de um pai em relação ao filho, e ela não termina com a desencarnação do seu protegido, pois quase sempre o anjo acompanha esse espírito em várias reencarnações. A missão deles, que consiste em guiar nossa alma pela senda do bem, pode tornar-se muito penosa, porque, pela nossa rebeldia, quase sempre nos transviamos pelo caminho do mal, por deixarmos de lado seus conselhos.

Além disso, a tarefa dada por Deus aos nossos anjos guardiães, é a de auxiliar-nos nos momentos difíceis de nossas vidas, através de sua voz consoladora que fala dentro da gente, dando-nos ânimo e coragem. Os anjos da guarda não precisam de asas para voar, pois sendo eles espíritos iluminados, eles volitam, ou seja, eles se deslocam no espaço com a velocidade do seu pensamento. Esses guias espirituais também podem nos enviar mensagens de ajuda, estando eles num mundo bem distante.Desejando saber mais sobre o assunto, leia as questões de nº 489 a 521, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Na obra Estante da Vida, cap. 14, psicografada por Chico Xavier, o Espírito Humberto de Campos conta que foi convidado por Aurelino, guia espiritual de Dona Sinésia, para passar o dia em sua companhia a fim de observar o imenso trabalho que ela lhe dava. Já à noitinha, depois de ajudar Dona Sinésia o dia inteiro, eles ouviram os seus gritos, ao ferir o dedo com uma agulha:
 “Meu Deus!... ninguém me ajuda! Vivo sozinha e desamparada!... “Nisso, Aurelino sorriu e disse para Humberto: “Essa irritação não há de ser nada. Ela, mais tarde, vai desencarnar como nós, e será guia espiritual também!".

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Oração aos Desencarnados



A oração dirigida aos desencarnados no dia dois de novembro pode ser feita em casa, no leito do hospital, na prisão, no templo religioso, enfim, em qualquer lugar onde estivermos. Não é preciso, portanto, orar dentro dos cemitérios para eles ouvirem a nossa oração, mesmo porque as almas não ficam dentro das sepulturas sentindo o mau cheiro dos corpos em decomposição. Elas vivem no plano espiritual habitando diversas regiões, ou convivendo lado a lado conosco neste mundo, de acordo com o seu grau de evolução.
Porém, o que importa é orarmos com sinceridade em benefício deles; afinal, se os nossos parentes e amigos já são felizes, as nossas preces aumentarão ainda mais essa felicidade. Por sua vez, caso estejam sofrendo, como os espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o poder de aliviar os seus grandes sofrimentos. Isso acontece, quando oramos, a força do nosso pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, que segue em direção ao espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.
Agora, veja só, leitor amigo: se antes eu já não ia ao cemitério no Dia de Finados, agora muito menos, após ler a mensagem enviada por um “morto” através do médium Chico Xavier. O espírito, cujo corpo foi enterrado no dia dois de novembro, relata o sufoco porque passou, diante da grande perturbação do ambiente espiritual do cemitério. Essa mensagem psicografada, do livro “Cartas e Crônicas”, citei no capítulo “Finados”, do livro de nossa autoria “O Que Ensina o Espiritismo”,
Portanto, de qualquer lugar oremos por eles assim:
“Senhor, rogo as tuas bênçãos de luz para os meus entes queridos que vivem no mundo espiritual. Que minhas palavras e pensamentos dirigidos a eles possam ajudá-los, a fim de continuarem na vida espiritual trabalhando pelo bem onde estiverem. Espero com resignação o momento de me reunir a eles na Pátria Espiritual, pois sei que é temporária a nossa separação. Mas, quando tiverem a tua permissão, possam vir ao meu encontro para enxugar minhas lágrimas de saudade”.

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Gerson Simões Monteiro

Vice-Presidente da FUNTARSO

domingo, 7 de outubro de 2012

AO DEUS ETERNO


Na leitura dos Salmos Bíblicos tenho como preferência, a seguinte sequência de Salmos / combinações de versículos:

Salmo 143:

Vers. 8- Faze-me ouvir a Tua benignidade pela manhã pois em Ti confio; Faze-me saber o caminho que devo seguir pois a Ti levanto a minha alma.
Salmo 116:

Vers. 1- Amo a o SENHOR porque Ele ouviu a minha voz e a minha súplica.
Vers. 2- Porque Ele inclinou para mim os seus ouvidos; Portanto invocá-Lo-ei enquanto viver.

Salmo 146:
Vers. 3- Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; Cantarei louvores ao meu DEUS enquanto viver.
Salmo 23:
Vers. 6- Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Salmo 32:
Vers. 8- Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; Guiar-te-ei com os Meus olhos.
Salmo 91:

Vers. 16- Dar-lhe-ei abundância de dias, e lhe mostrarei a Minha salvação.
Vers. 2- Direi do SENHOR; ELE é o meu DEUS o meu refúgio, a minha fortaleza e NELE confiarei.

domingo, 17 de junho de 2012

São Bento



Bento nasceu em Núrcia, não muito longe de Roma, em 480, seus pais
de nobre linhagem, o enviaram para Cidade Eterna, a fim de que se formasse nas ciências liberais, visando uma boa colocação na magistratura. O Império Romano estava esfacelando-se frente à pressão dos invasores bárbaros.O último imperador Rômulo Augístulo entregou o comando da Itália a Odoacro, rei dos hérulos, em 476. O ambiente romano era leviano e frívolo demais para o jovem estudante Bento que, aspirando a idéias superiores, acabou se desgostando.

Retirou-se às montanha da Úmbria e, imitando o exemplo de outros eremitas, escolheu uma gruta quase inacessível num penhasco chamado Subiaco, afim de entregar-se à oração, à meditação e à ascese cristã. Outro eremita, de vez em quando lhe fazia descer num cesto um pouco de pão para completar a pouca alimentação.

Não existiam ainda, na Itália, instituições monásticas, ao contrário do Oriente,  onde já havia uma tradição a respeito. Os mosteiros fundados por Santo Honorato e Santo Cassiano um século antes na França eram pouco conhecidos na Itália.

Bento sentiu-se inspirado em fazer a sua experiência eremítica e monástica. Ficou três anos na solidão daquela gruta; sua experiência aos poucos, contagiou outros jovens desejosos de cultivar os valores espirituais. Entre os primeiros disciípulos, contam-se São Mauro e São Plácido.

A experência de São Bento foi amadurecendo com o estudo das Regras monáticas de São Pacômio e de São Basílio, procurando assimiliar o que havia de melhor e adaptando-o ao espírito romano. Aos 40 anos de idade, não encontrando mais condições de sossego, por interferências estranhas, Bento deixa subiaco, ruma para o sul de Roma, e constrói o famoso mosteiro de Monte Cassino, considerado o centro propulsor da vida beneditina em todos os tempos.

No cume de um monte, este mosteiro devia realizar o ideal de vida consagrada: não em cenóbios em que o monge vive sozinho, exposto a perigos e ilusões de fixismo religioso, mas em vida comunitária sob a direção de um mestre espititual, o abade (abbas=pai) num mosteiro auto suficiente.

A expansão que alcançou esta iniciativa monástica foi impressionante. Duzentos anos mais tarde, a Regra Beneditina vigorava em toda a Europa eliminando praticamente todas as demais formas de vida consagrada.

Este sucesso não foi casual, mas inerente ao equilíbrio e sensatez da Regra. Pois o fim da Regra de São Bento era formar cristãos perfeitos, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo , mediante a prática dos mandamentos e conselhos evangélicos.

Essa perfeição, pensava o santo, era mais fácil de ser atingida na vida comunitária do que na solidão. Neste sentido, a Regra de Sào Bento marca um claro progresso em relação à regra individual, eremítica ou cenobítica. Outro precioso fator era o equilíbrio e a moderação.
A Regra devia ser possível a todos e adaptável à capacidade de cada um, de modo que os fortes, possam desejar mais e os fracos não se sintam desencorajados.

Nela há uma dosagen equilibrada de entre trabalho manual e o tempo de repouso, de oração e estudo. ORA ET LABORA, "oração e trabalho", era seu lema: oração tranformada em trabalho e trabalho em oração, pela fé e obediência. O convívio fraterno completa o equilíbrio psicológico.

Os mosteiros beneditinos se tornaram na Idade Média centros de civilização integral, faróis de evangelização e ciência, escolas de agricultura. Deram à Igreja inúmeros homens de grande ciência e santidade. Das fileiras beneditinas sairam 23 papas, cinco mil bispos e os santos canonizados são cerca de três mil.

A poucos quilômetros de Monte Cassino, Santa EScolástica, irmã de São Bento, adotou a Regra para as mulheres, dando origem às monjas beneditinas.

São Bento faleceu em Monte Cassino em 547 no dia 21 de março, com 67 anos de idade. Sua figura histórica agigantou-se cada vez mais, encontrando rápida ressonância na literatura, na arte e sobretudo na vida religiosa consagrada. A Igreja o reconhece como o padroiro da Europa. Antiga tradição beneditina colocou sua festa no dia 11 de julho com o nome "Patrocínio".

Fonte: Dom Sevilho Conti, I.M.C.
Do livro Santo do Dia/Vozes