Prece de Cáritas

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Viver Agora















Se você é jovem, provavelmente tem consciência de sua juventude e se orgulha dela. Infelizmente, essa alegria será limitada, pois na medida em que for envelhecendo, a mesma propaganda que criou esse orgulho da juventude com campanhas direcionadas para o mercado jovem não ira mudar, o que poderá significar traumas para algumas pessoas.
Além disso, se você estiver excessivamente impressionado com sua juventude, você pode estar deixando de aproveitar o convívio com muitos seres humanos interessantes e que valem a pena.
Mesmo se você tiver 18 anos e seu vizinho 80, vocês dois são contemporâneos. Você não tem garantia alguma de que irá viver um dia a mais do que o seu vizinho, embora as estatísticas estejam a seu favor.
É claro que existem diferenças perceptíveis entre vocês dois. Você é jovem, forte, saudável, ao passo que seu vizinho pode ser um mostruário vivo de peças sobressalentes: dentadura, óculos, peruca, aparelho de audição ou qualquer outra "honraria" pelo simples fato de ter vivido muito. No entanto, em termos de perspectiva, essa pessoa pode ser mais jovem que você. Existem pessoas velhas aos vinte anos. Outras continuam jovens por toda vida.
No amago de cada ser humano existe um espirito que se mantem inalterado do nascimento a morte. Ele não tem nenhum conceito de tempo. Ele nunca muda, nunca envelhece. O motivo pelo qual os corpos se modificam é que a espécie não seria realmente beneficiada se a aparência de todos se mantivesse a mesma durante a vida inteira. As pessoas mais velhas poderiam se casar mais frequentemente com pessoas muito mais jovens, ao passo que geralmente é de interesse para a Natureza que os parceiros façam suas escolhas entre indivíduos de mesma faixa etária. Sem esses controles, a situação ficaria caótica.
Mesmo assim, o envelhecimento é principalmente um fenômeno mental. Nenhum corpo é realmente velho. As células morrem e são substituídas por células novas num ritmo constante, e cada corpo físico é completamente renovado a cada onze meses.
Sob todos os aspectos, o tempo é uma cilada e uma ilusão. O presente é tudo o que existe, mas o presente pode se estender por dias ou semanas, dependendo do ponto de observação de cada um. O único tempo em relação ao qual você pode fazer alguma coisa, o único tempo que você pode viver é o AGORA.
Não permita que os melhores dias de sua vida aconteçam sem a sua participação. O hoje é o amanhã com o qual você sonhou ontem. Não deixe que aconteça sem você. Viva agora. O passado já aconteceu, o futuro ainda virá. Seja feliz AGORA.

sábado, 26 de março de 2011

DEZ PENSAMENTOS PARA VOCÊ ACREDITAR NA VIDA















PRIMEIRO: “O mundo não está à beira do abismo. A raça humana não está condenada. A civilização não vai se destruir. O capitão está na ponte de comando. A humanidade está passando por uma época difícil, mas muitas vezes antes, em sua longa história, a civilização passou por dificuldades e sempre emergiu fortalecida e purificada” (Emmer Foz).


SEGUNDO: “Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Aguarda um pouco mais, quando te empurrar ao desespero. A Divindade possui soluções que desconheces para todos os enigmas e recursos que te escapam, a fim de elucidar e dirimir aquívocos e dificuldades” (Joana de Ângelis)

TERCEIRO: “Cada vinte e quatro horas é uma vida, cada noite, um partir do mundo; cada manhã, um ressuscitar. Tudo é novo ao amanhecer” (Gustave Le Bom).

QUARTO: “Quando na vida se fecha uma porta para nós, há sempre uma outra que se nos abre. O mal é que, em geral, olhamos com tanto pesar e ressentimento para a porta fechada que não nos apercebemos da que se abriu” (J. Paul Schmitt).

QUINTO: “Não pense que abandonar a vida poderá resolver o seu problema. Ao contrário, vai complicá-lo muito mais. Não seja covarde! Enfrente a luta; todos os seus esperam de você a coragem de lutar até o fim. Não fuja do campo de batalha justamente na hora em que o combate se torna mais aceso. Seja corajoso. Não fuja das responsabilidades que você assumiu” (Carlos Pastorino).

SEXTO: “A pior emoção do suicídio é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo de decomposição do corpo. Abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido” (Emmanuel).

SÉTIMO: “O bem consiste em preservar a vida, em lhe dar suporte, em procurar levá-la a seu mais alto valor. O mal consiste em destruir a vida, em feri-la ou destruí-la em plena florescência” (Albert Schweitzer).

OITAVO: “A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza, de seu poder, de sua felicidade, e para isso precisa do obstáculo, da natureza resistente, hostil mesmo, da matéria adversa, cujas exigências e rudes lições provocam seus esforços e formam sua experiência” (Léon Dennis).

NONO: “Eu dormia e sonhava que a vida era alegria. Despertei e vi que a vida era serviço. Servi e aprendi que o serviço era alegria” (Rabindranath Tagore).

DÉCIMO: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah, meu Deus, eu sei que a vida poderia ser melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!” (Gonzaguinha).
 
Por fim, lembre-se de que mesmo o pior cenário que se apresente diante de seus olhos tem alguma solução. E esta solução, definitivamente, passa por acreditar de forma incondicional na vida, sempre.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Cobrador











Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.
Verificaram e descobriram, caído, um homem.
Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo o coração.
O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.

Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida.

Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade.

Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:
- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!
- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

- Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve.
Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve.

E com certeza você vai pagar muito mais caro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

LUZ versus ESCURIDÃO

O mal existe. Que ninguém duvide disso. Em determinadas situações, é possível sentir como ele emana das pessoas.

As vibrações podem ser tão fortes que permanecem na atmosfera muito depois da pessoa responsável por elas ter ido embora.

Os mais sensíveis entre nós podem senti-las - num aposento onde tenha ocorrido um crime hediondo, por exemplo - pois os pensamentos assumem formas tão reais quanto mesas e cadeiras. No entanto, o mal não está limitado aos violentos, aos criminosos, aos que se opõem a nós.

Ele está presente em todas as criaturas que sentem ódio. Podemos empregar as forças destrutivas da escuridão para causar grande  confusão na vida dos outros e, possivelmente, até teremos sucesso nisso - durante algum tempo. Mas, essas vitórias são de curta duração. Tudo que emitimos nos volta duplicado.

A lei do retorno imediato se aplica a qualquer tentativa de modificar a vida dos outros, desrespeitando assim o livre-arbítrio dessas pessoas. Todos os seres humanos inteligentes compreendem que precisam pagar um preço pelas suas ações. Consequentemente, optar pelo mal é algo que nos prejudica.

Nem todos se encontram no mesmo estágio de desenvolvimento, de modo que não se pode esperar que os outros concordem com você em relação a tudo. Não tem a menor importância saber se você ou eles estão com a razão. Sua única preocupação deve ser saber se você está agindo de acordo com o que é certo para você.

Quando tiver que se opor, certifique-se de que está lidando apenas com o conceito, não com a pessoa. Viva e Deixe Viver. Dê esse direito também as outras pessoas. Se não fizer isso, você estará restringindo o seu próprio direito de livre-arbítrio. Mas saiba que com esse privilégio de fazer as próprias escolhas, você também passa a ter determinadas responsabilidades.

Quaisquer que sejam os seus desejos ou suas ações, você é o responsável por elas.

Assim, também o ódio ou qualquer outra emoção negativa que alguém sente por você, é uma responsabilidade dessa pessoa, não sua. Enquanto você ficar ligado a essa emoção negativa projetada por outra pessoa, você estará permitindo que ela lhe imponha o que deve sentir em relação a si mesmo. Isto é ridículo.

Você é que terá de determinar o seu valor, não permitindo que outros façam isso no seu lugar.

Independente da fé que você professe, a luz de uma mente clara equivale a uma força superior. Cerque-se dessa luz durante suas experiências. Suas decisões, quando se coloca sob a proteção dessa luz, são sempre corretas e você não irá fazer mais escolhas erradas.

Todos convergimos para nossas origens que é o Amor Imutável e Eterno portanto, o mal pode ser resumido como um esquecimento temporário de nossas origens.
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A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
João 1.5

A Ação Positiva

As pessoas que adotam comportamentos independentes podem ser incompreendidas pelos outros, que preferem acompanhar o rebanho.

Desde de que você não mergulhe num falso orgulho e se considere melhor ou mais avançado que os demais, não dê atenção às reações negativas.


Persevere nos seus esforços e as pessoas aprenderão que o que é certo para você é certo para o seu mundo.

Mas, dê tempo a elas, pois, quando o período de choque tiver passado, elas terão mais consideração por você do que tinham antes. Na medida que você se livrar dos pensamentos negativos, as pessoas negativas também desaparecerão.

Por outro lado, você pode adotar ações positivas e sustentar as ideias e opiniões que sejam certas para você, mesmo se elas diferirem das dos outros; o que não significa que você deva deixar de se interessar por eles. Você tem a capacidade de ter pensamentos positivos sem vivenciar emoções negativas em relação aos que discordam das suas opiniões. Na verdade, é preciso diferenciar entre as pessoas e suas ações.

Existe uma grande diferença entre uma oposição a ações, pensamentos ou intenções de outras pessoas e uma oposição às próprias pessoas. O conceito ou  a ação pode ser motivo de oposição, nunca a pessoa que a comete.

Existem ocasiões em que precisamos lutar com todas as nossas forças, em oposição a uma determinada ação. Por exemplo, quando vemos alguém prestes a cometer um crime, não podemos ficar parados apenas observando os acontecimentos. No entanto, nem todas as circunstâncias são tão urgentes assim.

Se uma pessoa afirma que a grama é de cor cinza, quando sabemos que é verde, para que persistir na discussão? Pode ser que ela tenha um distúrbio visual, e quem somos nós para discordar? Talvez a verdade seja maior do que percebemos e estamos reconhecendo apenas uma pequena parte dela.

Há uma história que ilustra muito bem este ponto.
Alguém pediu a vários cegos que descrevessem um elefante. Alguns o descreveram como sendo um tronco de uma árvore. Outros como uma corda muito grossa. Ainda outros, como uma parede. Todos estavam corretos na sua maneira correta limitada de descrever o animal, pois os que sentiram com as mãos as pernas, a tromba e o lado reconheceram a semelhança dessas partes do elefante com o objeto usado  na comparação. No entanto, nenhum dos cegos conseguiu uma descrição perfeita.

Assim, inúmeras vezes caímos nessa mesma armadilha, ao insistir que só nós temos as respostas, quando a verdade é muito maior do que qualquer um dos participantes da discussão consegue compreender.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mensagem Espírita de Ano Novo


















Hoje é o dia que dá início a um novo ano.

É o dia primeiro.

Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas.

É um momento de alegria e confraternização.

As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?

Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas.

Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.

Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.

Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.

Tudo continua sendo como na véspera.

Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.

Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.

Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.

Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.

Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.

Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.

Só há um caminho para se chegar à felicidade.

E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.

No ensinamento " amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.

Jesus nos coloca como ponto de referência.

Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.

Quem se ama preserva a saúde.

Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.

Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.

Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.

O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.

Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.

E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.

Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

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Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Repositório de sabedoria, verbetes: oportunidade e tempo

Contribuição do Irmão Marcenal

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Simeão e o Menino Jesus

Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços acolhedores de velho, a distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção:


- Celeste Menino – perguntou o patriarca -, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura?


Já que vens representar os interesses do Eterno Senhor na Terra, como não vestiste a púrpura imperial?


Como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de Israel?


Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos?


Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados?


Então, podereis ombrear com os patrícios ilustres, movimentar-teias entre legionários e tribunos, gladiadores e pretorianos, atendendo-nos à libertação...


Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do prestígio da casa do faraó?


Quem te preparará, Embaixador Eterno, para o ministério santo?


Que será de ti, sem lugar no Sinédrio?


Samuel mobilizou a força contra os filisteus, preservando-nos a superioridade: Saul guerreou até a morte, por manter-nos a dominação; David estimava o fausto do poder: Salomão, prestigiado por casamento de significação política, viveu para administrar os bens enormes que lhe cabiam no mundo... Mas...tu?


Não te ligaste aos príncipes, nem aos juízes, nem aos sacerdotes... Não encontrarias outro lugar, além do estábulo singelo?...


Jesus menino escutou-o, mostrou-lhe sublime sorriso, mas o ancião, tomado de angústia, contemplou-o, mais detidamente, e continuou:


- Onde representarás os interesses do Supremo Senhor?


Sentar-te-ás entre os poderosos?


Escreverás novos livros da sabedoria?


Improvisará discursos que obscureçam os grandes oradores de Atenas e Roma?


Amontoarás dinheiro suficiente para redimir os que sofrem?


Erguerás novo templo de pedra, onde o rico e o pobre aprendam a ser filhos de Deus?


Ordenará a execução da lei, decretando medidas que obrigam a transformação imediata de Israel?


Depois de longo intervalo, indagou em lágrimas:


- Dize-me, ó Divina Criança, onde representarás os interesses de nosso Supremo Pai?


O menino tenro ergueu, então, a pequenina destra e bateu, muitas vezes, naquele peito envelhecido que se inclinava já para o sepulcro...
Nesse instante, aproximou-se Maria e o recolheu nos braços maternos.
Somente após a morte do corpo. Simeão veio, a saber, que o Menino Celeste não o deixara sem resposta.
O infante Sublime, no gesto silencioso, quisera dizer que não vinha representar os interesses do Céu nas organizações respeitáveis, mas efêmeras da Terra.
Vinha da Casa do Pai justamente para representá-lo no coração dos homens.

Espírito: IRMÃO X.
FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL –
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


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domingo, 19 de dezembro de 2010

Os Essênios



















Os Essênios

“Pelo fruto se conhece a árvore” Jesus (Mateus 12:33)

Após vinte séculos a humanidade foi presenteada com uma revelação. Caminhando pelo deserto da Judéia, próximo ao Mar Morto e à velha Jericó, um jovem beduíno “ao acaso” fez importante descoberta.

Nas regiões do Qumran, em grutas na montanhas próximas às ruínas de um mosteiro, zona árida e quente, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, cânticos, leis, usos e costumes, de um povo: Os Essênios.

As menções a respeito dessas criaturas, antes de 1947, eram limitadas e apócrifas, até porque nem mesmo Jesus as mencionou. Referiu-se aos fariseus, saduceus, levitas, samaritanos e tantos outros agrupamentos, usando-os nos ensinamentos, nas parábolas, mas nada falou sobre os essênios. A vida dessa gente, agora documentada, trouxe luz à história do tempo em que o Messias esteve entre nós. Hoje, nenhum grupo da época é tão conhecido como essa civilização do Qumran. Escritores, historiadores, arqueólogos, não tiveram alternativa a não ser ligar Jesus ao essenismo, a despeito de a igreja sonegar informações que tem em seu poder. O Cristo não falou deles para poupá-los da ira dos que combatiam todos os que fossem seus amigos.

Flávio Josefo, Filón de Alexandria, e outros historiadores da época, já relatavam essa ligação que sempre foi menosprezada pelo clero e que agora, com farta documentação, já não é mais posta em dúvida.

- Quem eram, afinal, os Essênios? Por que pretender ligá-los a Jesus? - Por questão de justiça, poderíamos responder. Como prêmio pelo exemplo que foram para os homens. - E como viviam eles? Poderíamos perguntar. - Conforme recomenda Jesus: com respeito e amor.

Os relatos sobre eles informam que não se encontra na comunidade fabricantes de armas. Cuidam os órfãos como seus filhos e dos velhos como seus pais. Amam o próximo sem a preocupação da parentela. Não têm posses e seus bens são postos em comum para deles cada um retirar o necessário. A ninguém falta a comida, a roupa, a moradia ou o remédio.

Instruem-se. Nos fins de semana, um lê e orienta os demais. Qualquer um pode explicar a lição, independente de cultura. Mas exigem que aquele que ensina igualmente viva aquilo que prega. Se assim não for, qualquer outro menos instruído poderá tomar-lhe o lugar. São criaturas mansas e calmas. O silêncio em suas casas causa grande impressão. Quando um fala, o outro se cala. Ninguém interrompe sem ser autorizado. Eles acreditam que as almas vivem no éter, de onde descem, unem-se a um corpo que lhes serve de prisão, para aprender. Uma vez libertados, voltam ao espaço para aguardar novas oportunidades de aprendizado e progresso.

Alimentam-se frugalmente. O chefe da mesa divide o pão e o distribui aos demais. Raramente comem carne. Consideram grande abundância terem-se poucos desejos, porque são fáceis de ser realizados. Não acumulam terras, nem ouro, nem bens de qualquer natureza. Entre eles não há escravos. Acreditam que a escravidão destrói a igualdade e afronta a natureza que, como boa mãe, faz dos homens irmãos. Cantam salmos e hinos, entre eles os da Bem-Aventurança.

Outros grupos, além dos monásticos, vivem espalhados por toda Palestina, Egito, Síria, etc. Vivem com uma simplicidade muito rara de se encontrar nas pessoas, em todas as épocas. Mantém as casas do caminho onde qualquer forasteiro pode retirar o alimento e a roupa necessários para continuar a jornada. Tudo é de graça. A opinião do povo a respeito deles é que são pessoas irrepreensíveis e excelentes.

Depois de observar a vida dos Essênios, concluímos que não há necessidade de tentar provar sua ligação com Jesus. Tendo eles vivido entre 150 a.C e 70 d.C, percebe-se que o Mestre, no mínimo, os teria conhecido. Como rabi e judeu Jesus tinha seus compromissos religiosos e é natural que tivesse participado de reuniões em mosteiros essênios, onde os hábitos coincidem com as suas pregações. Historiadores chegam a afirmar que essenismo e cristianismo são uma coisa só. Dizem que mais do que Belém e Jerusalém, o Qumran com seu mosteiro e seus manuscritos, é o berço da revelação cristã;

Poucos viveram aliança com Deus como expressão de amor, como esses homens. Por esta pequena biografia desses amigos, percebemos como a organização divina se preocupa com o avanço da humanidade. Os Essênios prepararam no deserto os caminhos do Senhor, assim como Hydesville despertou-nos para a realidade do mundo espiritual, preparando-nos para as revelações de Allan Kardec.

Com base no amor divino, fica sem sentido a nossa aflição diante dos quadros sociais provisórios e efêmeros. Recessão, inflação, violência, são repetições permanentes de um passado que se perde no tempo. A história registra crises constantes. A mais grave, porém, é sempre aquela em que se vive no momento, porque é a que dói agora. Tudo obedece ao controle de Deus. O poder soberano vai permitindo os acontecimentos para despertar da humanidade. São simples capítulos de uma novela que vai terminar bem, como é normal em toda história de amor. Até lá, em cada capítulo haverá coisas boas e coisas desagradáveis.

Os Essênios, afastando-se de Jerusalém para viver longe dos concorrentes da grande cidade, nos enviaram, já há vinte séculos, sábias lições. Se fugirmos também da ganância, na maioria das vezes por coisas desnecessárias, nós escreveremos capítulos menos tristes na novela das nossas vidas.

Onde estariam os Essênios? Eram tão poucos que mesmo reencarnados entre nós terão dificuldades para nos motivar. Prestemos atenção porque um deles pode estar ao nosso lado. E, enquanto vivemos a escravidão de nós mesmos, vamos torcer para que a igreja apresse a tradução dos manuscritos do Mar Morto prometidos para 1997 e até agora não completados. Estamos certos de que essas revelações irão colaborar para a mudança de nossas inclinações e para que despertemos de nosso sono milenar.

A proposta não é sermos espíritas ou católicos, protestantes ou messiânicos. Nossa meta é aprender a amar o semelhante para sermos CRISTÃOS, na verdadeira acepção da palavra.
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Fonte: Centro Espírita "Os Essênios"

domingo, 12 de dezembro de 2010

Personagens Bíblicos XI - Zebedeu










Pai de dois discípulos de Jesus, Tiago e João. Era pescador do mar da Galileia e estava presente quando Cristo os chamou para seguí-lo. Os dois imediatamente deixaram o pai e acompanharam Jesus.

Zebedeu possuía seu próprio barco e tinha outros funcionários, além dos filhos. Parece que ocasionalmente os dois irmãos voltavam a se dedicar à pesca e é bastante provável que essa família razoavelmente bem estabelecida tenha apoiado Jesus financeiramente durante seu ministério.

Aparentemente Zebedeu mantinha uma sociedade com Simão Pedro.

Quando comparamos Mateus 27.56 com Marcos 15.40, deduzimos que a esposa de Zebedeu chamava-se Salomé. A preocupação dela com Jesus indica que não foram somente os filhos que atenderam ao chamado de Cristo e decidiram seguí-lo e servi-lo.
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Nota: Em Hebraico ZEBEDEU significa "Presente do Senhor"

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Ermitão - Há Muito O Que Fazer















Um ermitão, uma destas pessoas que se refugiam na solidão do deserto do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e penitência, muitas vezes comentava que tinha muito o que fazer.

Perguntaram-lhe como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.

Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e conter um leão.
 
As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São minhas mãos.
 
Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés.

O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela estar presa numa jaula de 32 barras. Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula. Se não a vigio de perto, causa danos. É minha língua.
 
O asno é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo.
 
Finalmente, preciso domar o leão. Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso. É meu coração.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Personagens Bíblicos X- Barrabás















"Prisioneiro notório" e assassino, solto pelo governador romano Pôncio Pilatos no lugar de Cristo.

Uma multidão foi rapidamente reunida pelos líderes religiosos, a fim de exigir uma sentença de morte para Jesus.

Pilatos nada achou de errado em Jesus e buscou uma justificativa para libertá-lo, ao dar uma alternativa para a multidão. Mas, ao seguir a orientação dos "sacerdotes e dos principais da sinagoga", a multidão exigiu que libertasse Barrabás, para tristeza de Pilatos.

Barrabás foi líder de uma rebelião, embora o propósito da mesma não fique clara nos evangelhos. Talvez fosse um "zelote" e o levante representasse uma tentativa de se alcançar a liberdade do jugo romano. Se esse fosse o caso, contudo, não seria provável oferecê-lo para ser solto, mesmo como um gesto de boa vontade por parte de Pilatos.

Uma grande ênfase é dada por todos os escritores dos evangelhos ao fato de que Barrabás foi solto e Jesus, crucificado. O significado foi bem apresentado por Pedro em seu sermão em Atos 3, onde chama Barrabás de "homicida". Pelo fato de o povo fazer tal escolha e ser dominado pelos líderes religiosos, vemos a rejeição final do Messias de Deus, "o Santo e o Justo".

Jesus não era a grande figura messiânica que esperavam. Sua atitude de paz e sofrimento não era algo que atraia as multidões.

Em última análise, contudo, a escolha dos judeus e seus líderes foi a mesma que homens e mulheres de todas as épocas e raças ainda fazem hoje, quando rejeitam a fé no Evangelho do "Cristo Crucificado"e preferem seguir a "sabedoria deste mundo",

domingo, 21 de novembro de 2010

Novos Paradigmas













A visão que temos de nós mesmos está mudando. No conceito clássico newtoniano, os seres humanos não tinham lugar especial no Universo.

Eram apenas observadores.

O que acontecia, no seu exterior, era devido a forças e causas exteriores. Com a nova visão quântica de antes de 1935, descobrimos que podíamos conhecer a posição e o “momento” de cada objeto no Universo.


Mas esta descoberta tinha seus próprios limites: a natureza quântica só pode, tanto quanto possível, dar conta do lugar e momentos prováveis.

Desde 1935, nossa visão evoluiu para a idéia de que a inclusão da consciência humana no campo de pesquisas permitia o acesso à compreensão da natureza real do Universo.

Se nós mudamos nossa concepção do mundo, nossa nova visão mudará o futuro. Um dos campos mais promissores na pesquisa da realidade é o de alterar a visão da realidade restrita do “fora”, mudando nosso “dentro”. Talvez assim outros estados de consciência nos mostrem outros Universos.

Atualmente, a ciência se interessa cada vez mais pelo conceito de consciência. Depois de ter considerado o Universo como um “mundo máquina” e o ser humano como separado desse Universo, depois de ter considerado o corpo e o espírito como duas entidades distintas e separadas a ciência atual envereda pouco a pouco por um caminho onde a noção de corpo, de espírito e de Universo se torna UM nesta dimensão temporal.

Desse modo, matérias como a antigravitação, só os computadores ternários, os ELF (freqüências extremamente baixas), a holografia, a gravitação quântica, a energia supralumínica (teoria baseada no teorema de J.S Bell – cientista norte-americano- postulando que quando duas partículas gêmeas separadas se distanciam uma da outra à velocidade da luz, qualquer mudança provocada numa produz uma mudança simultânea na outra. Elas ficariam então, apesar da distância e da velocidade que as separam, intimamente ligadas, como se uma informação pudesse circular entre elas numa velocidade bem superior a da luz), se fazem objeto de pesquisas muito ativas.

Conceitos como a transferência supralumínica ou a conexão quântica provocam hoje os mesmos sentimentos de prudência que as visões copernicanas do século XVI.

Os que sentem atualmente as primícias de uma transformação subjacente, entendem que as correntes de pensamento dos próximos anos poderiam levar à detecção, à descoberta e à compreensão de leis invisíveis à volta de nós.

Como Está Sua Saúde?












Fui ao hospital do Senhor fazer um check-up de rotina e constatei que estava doente.

Quando Jesus mediu minha pressão, verificou que estava baixa de ternura.

Ao medir a temperatura, o termômetro registrou 40 graus de egoísmo.

Fiz um eletrocardiograma; foi diagnosticado que necessitava de uma ponte de amor, pois minha vida estava bloqueada e não estava abastecendo meu coração vazio.

Passei pela ortopedia, pois estava com dificuldade de andar lado a lado com meu irmão; não consegui abraçá-lo por ter fraturado o braço ao tropeçar na minha vaidade.

Constatou-se miopia, pois eu não conseguia enxergar além das aparências.

Queixei-me de não poder ouvi-lo; Jesus diagnosticou bloqueio em decorrência das palavras vazias do dia-a-dia.

Obrigado Senhor por não ter cobrado a consulta, por sua grande misericórdia.

Prometo ao sair daqui, usar somente os remédios naturais que me indicou e que estão no receituário do seu evangelho.

Vou tomar diariamente, ao me levantar, chá de agradecimento.

Ao chegar ao trabalho, beber uma colher de sopa de BOM DIA! De hora em hora, um comprimido de paciência com um copo de humildade.

Ao chegar em casa Senhor, vou tomar diariamente uma injeção de amor e, ao me deitar, duas capsulas de consciência tranqüila.

Agindo assim, tenho certeza de que não ficarei mais doente e todos os dias serão de confraternização e solidariedade.

Prometo prolongar este tratamento preventivo por toda a vida, obedecendo assim a sua Palavra.

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Fonte: Editora CLER

domingo, 31 de outubro de 2010

O Perfeccionismo

Competição faz parte da vida. Através dela aprendemos o que precisamos aperfeiçoar e no que somos mais fortes. Observamos o que nossos oponentes fazem e criamos estratégias para melhorar. Assim, a competição produz incentivos para o aprimoramento pessoal e cria oportunidades de descobrir o que somos capazes de fazer.

É ai que surge o perfeccionista.

Muitos perfeccionistas têm a sensação de estarem “se mordendo por dentro” quanto a pequenas coisas – ficam aborrecidos porque alguém deixa de arrumar a própria mesa de trabalho, ou porque chegou alguns minutos atrasado.

Mas perfeccionismo é mais do que procurar cabelo em casca de ovo. Existe uma filosofia permeando esses sintomas: “tenho de ser o melhor, senão não serei nada.”

As pessoas que abraçam a filosofia perfeccionista sentem que nada valem abaixo de seus padrões. Temem perder o controle e impõem restrições rígidas a elas mesmas e aos outros, para se sentirem seguras.

Acreditam que elas (e os outros) devem viver de acordo com suas expectativas mais elevadas e condenam qualquer um que não atinja esses níveis estratosféricos. Os perfeccionistas levam uma vida de sentimentos conflitantes. No mundo ou-ou do perfeccionista a vida parece branca ou preta, boa ou má, maravilhosa ou terrível. Eles lutam o quanto podem para terminar se sentindo tensos ao máximo - o oposto do que dizem que querem. Esse é o paradoxo do perfeccionista. E quando associa seu valor como ser humano a objetivos impossíveis, encontra caminho da tristeza e da infelicidade.

Os perfeccionistas estão sempre lutando para conseguir o que não podem obter, por isso acreditam que estão sempre para trás. Costumam lamentar-se sobre sua incapacidade de recuperar o tempo e as oportunidades perdidas. Paradoxalmente, acreditam que são melhores e que os outros são inferiores. Mas, muitas vezes também, pensam que algumas pessoas são superiores a eles.

É importante notar que estes estados mentais mudam de acordo com as circunstancias. Entretanto, surgem em suas vidas períodos de compreensão e tolerância. Numa avaliação empírica pode-se dizer: quanto mais curtos forem os períodos de tolerância, maiores as tendências perfeccionistas.

A recomendação que se pode dar a um perfeccionista que busca sua felicidade somente através de objetivos impossíveis, é que, então pegue um lampião e siga Diógenes em sua incessante busca do inatingível.

sábado, 30 de outubro de 2010

A Escolha





Uma fábula célebre, atribuída ao filósofo escolástico Buridan, conhecida como “O asno de Buridan”, mostra um asno que se deixa morrer de fome entre dois feixes iguais de feno, por não ter sido capaz de escolher entre os dois bens equivalentes. Mas Buridan pensa que o homem pode não morrer de fome como o asno, pois a vontade segue o juízo do intelecto.

Aristóteles já antecipara o caso de quem, sedento ou esfaimado, fica imóvel onde se acha, se a bebida e o alimento estiverem a igual distância. É uma prova, por absurdo, de que, na realidade, a escolha sempre se faz, o que nos remete ao decisionismo – tese de que certos problemas só podem ser resolvidos mediante uma escolha, ligada a um juízo de valor, que pode atingir inúmeras áreas da vida humana, freqüentemente a área moral.

Inscrito no campo semântico de desejar, querer, valorar/avaliar, decidir, agir os termos escolha/escolher relacionam-se também noções designadas por vontade, comportamento, norma, valor, liberdade etc. Nas primeiras investigações sobre a noção de escolha, Aristóteles, em sua Ética a Nicômaco, usou o termo proairesis (= pré-escolha, entre várias coisas): não sendo puramente um desejo, um apetite ou uma opinião, atua sob um princípio racional e atividade de pensamento. Para Aristóteles, é um ato de escolha,e, para Epiceto, é o que faz o homem ser o que é, o que constitui o próprio homem.

Em Filosofia moral, a escolha decorre de deliberação, com base na razão, que avalia os prós e contras, e os princípios que nortearam o processo- é a concepção intelectualista da escolha. Há casos em que o desejo a precede, e em outros dela pode estar ausente, quando acontece de uma coisa/alternativa/opinião/teoria parecer melhor, ou ajustar-se melhor a certas condições estabelecidas. Do extremo racionalismo, que exige sempre encontrar argumentos em favor de uma alternativa que eliminem as outras, ao decisionismo, que admite a feição subjetiva da escolha, com a participação de uma consciência moral ou de uma emoção, há posições intermediárias que admitem razões mais fortes ou persuasivas que outras. Exemplo disso é o desafio do grande movimento de sustentabilidade para preservação do meio ambiente, que enfrenta a atual geração, de renunciar a uma série de confortos e comodidades, em benefício da subsistência das gerações futuras ou para a construção de uma responsabilidade mais justa, igualitária etc. O racionalista dirá que se devem encontrar razões a favor ou contra o sacrifício da geração atual e o decisionista que se deve decidir a favor ou contra o sacrifício mesmo que não haja razões suficientes para apoiar a decisão que se tome. Constatamos isso nas conferencias mundiais sobre o meio ambiente. De todo modo, os partidários de ambas as posições sustentam que é possível: encontrar razões práticas que conduzam a uma decisão satisfatória, aceitável por todos, ou por quase todos, sem pretender, no entanto, que seja uma decisão absolutamente correta e para sempre; recorrer a prudência e/ou a um sentimento moral – não irracional, mas tampouco estritamente racional.

Impõem-se uma questão fundamental: como ensinar a escolher/tomar decisões? Basicamente sempre justificando o motivo pelo qual dizemos “sim” ou “não”, pois desse modo a mente infanto-juvenil cria a postura mental de remontar às causas, aos motivos das situações; e sempre discutindo opções e conseqüências com as crianças e jovens, incluindo-se principalmente as que eles apresentarem, para infundir-lhes fundamentos éticos, autonomia, assunção de responsabilidade individual e coletiva.

As decisões morais também mobilizam emoções, que circulam pelo cérebro por diferentes caminhos e velocidade, segundo conclusão de pesquisa coordenada por Antonio Damasio, diretor do Instituto do Cérebro e da Criatividade da Universidade do Sul da Califórnia, e publicada nos Proceedings of The National Academy of Sciences. Emoções mais complexas, “nobres”, como compaixão pelo sofrimento psicológico e a admiração pelo caráter de outras pessoas, seguem no córtex posteromedional, caminhos cognitivos distintos dos percorridos por emoções menos elaboradas, “primitivas”.

Questões éticas e morais exigiram alguns segundos a mais de processamento do que as demais, e no caso das emoções nobres, a atividade neuronal levou mais tempo para atingir o pico máximo. Os cientistas não sabem por que as decisões morais exigem mais tempo de reflexão do que as baseadas apenas em atributos físicos, mas fica para nós a advertência de que qualquer pressão prejudica esse tipo de escolha.

Pelo uso consciente do livre-arbítrio, caminhamos todos para certo tempo na trajetória evolutiva, a partir do qual os seres só conseguem fazer a Inevitável Escolha para o Bem, para o Amor, como Joana de Cusa, Kardec, Francisco de Assis, Bezerra de Menezes, Chico Xavier, e, acima de todos, Jesus.
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Fonte: Revista Cultura Espírita (setembro 2010)

sábado, 25 de setembro de 2010

Bons Amigos (Machado de Assis)

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!



Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!



Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!



Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.



Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!



Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!



Obrigado, meus amigos!

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Contribuição do meu amigo/irmão Marcenal

domingo, 8 de agosto de 2010

Prece de Gratidão a Deus


“Senhor, obrigado pela vida, por existirmos e podermos compreender que todos nós devemos estender as mãos uns aos outros, sem preconceito de raça, nacionalidade, cor ou religião, para vivermos a pura fraternidade!

Nossa gratidão por tudo quanto temos recebido da Sua Infinita Bondade, e que haveremos de receber eternamente pelos séculos afora, mas que tenhamos sempre a humildade para aceitar a Sua vontade soberana acima da nossa!

Queremos agradecer, Pai Celeste, o céu que acende estrelas até o amanhecer, o sol que nos aquece, o canto alegre dos pássaros, o verde que veste as matas, os mares, os rios e cachoeiras, enfim, tudo quanto a natureza nos dá, em nome da Sua Infinita Perfeição!

Senhor da vida! Conceda-nos sempre a iluminação para que as nossas almas entendam cada vez mais as lições imortais de Jesus, nosso guia e modelo oferecido pela Sua generosidade!

Suprema Inteligência do Universo! Derrama sobre todas as criaturas humanas suas bênçãos de bondade e amor, para que, unidas pelo sentimento de fraternidade, venham a construir um mundo onde a paz reine para todo o sempre!

Nosso Pai que estás nos céus! Pai de todas as criaturas, de todas as nacionalidades, dos ateus, dos seguidores de todas as religiões, dos ricos e dos pobres, enfim, das pessoas de todas as condições sociais; ao raiar de mais um dia, dá-nos o júbilo da esperança, a benção do trabalho e a confiança no futuro!

Assim seja, Senhor! Porque cremos na Sua Infinita Misericórdia, que sustenta a todos nós, Seus filhos, em todos os recantos da Terra e de todo o Universo!”

(Fonte: Radio Rio de Janeiro - 1400AM)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Carta do Senador Públio Lentulus sobre Jesus

(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de Jesus, foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus., pelo Senador Públio Lentulus)

"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo.
Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo... Públio Lentulus, presidente da Judéia
Lindizione setima, luna seconda.”
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Fonte: Rádio Rio de Janeiro 1400 AM

O Futuro da Humanidade




A humanidade na Terra está apenas começando, uma vez que o Homo Sapiens só apareceu há algumas dezenas de milênios, tempo infinitamente pequeno se o compararmos às dezenas de milhões de anos exigidos pela diferenciação dos grandes grupos animais.


Não é de espantar, conseqüentemente, que a humanidade tenha permanecido mais ou menos idêntica a ela mesma. Além disso, porque teríamos nós chegado a um ponto singular no Tempo? A evolução nunca se afastou de seu esforço. Constantemente elevou-se, degrau em degrau, para chegar ao homem. Sua marcha passada é uma garantia do futuro e nada indica que o pensamento e a consciência tenham atingido em nós seu ponto culminante.

Os estados que foram adquiridos durante a evolução, pareceriam sem dúvida, completamente incríveis num estado anterior.
Quem contemplando uma ameba quando ela era a mais alta forma de vida, poderia imaginar a águia e o leão? E quem, considerando o estágio atual de desenvolvimento humano, poderia fazer uma idéia do que será o ser que substituirá o homem como ele mesmo substituiu o antropomorfo?

De qualquer maneira, não é fazer ato de fé imprudente acreditar no surgimento futuro de uma humanidade evoluída, de cérebro aperfeiçoado, que nascerá Talvez de nós mesmos.
O Universo, segundo alguns o Ser Transcendente que governa os mundos e orienta os destinos, soube esperar bilhões de anos o aparecimento da espécie humana em nosso planeta, e concederá também, sem dúvida, o tempo necessário à realização de uma raça superior.

Porém, esse destino majestoso, esse futuro imenso e esplêndido, essa emergência de um novo limiar evolutivo já se exprime na necessidade de superação que se observa em todos os campos da atividade e do pensamento humano, poderemos nós assegurá-lo? Sim, primeiro evitando provocar uma regressão por uma aterradora guerra nuclear, e, de maneira positiva, cultivando o nosso aperfeiçoamento.

Carregamos, por hereditariedade, os pensamentos de uma multidão de grandes antepassados. Cabe-nos fazer surgir desse precioso patrimônio a misteriosa profundidade de nossas células cerebrais, ultrapassá-la, subir sempre mais e tornarmo-nos os ascendentes daqueles que o futuro reverenciará. Assim fazendo, realizamos nossas esperanças de uma existência mais serena e lúcida com a certeza de caminhar em linha reta pelo grande caminho da evolução e do progresso.