Prece de Cáritas

sábado, 5 de dezembro de 2009

NÃO É O FIM DO MUNDO


O fato de estarem freqüentemente acontecendo catástrofes como terremotos, maremotos, incêndios, secas, furacões, etc., não significa que o mundo vai acabar.

Nada disso é o princípio do fim, de maneira alguma. O fim do mundo não irá acontecer em nenhuma hipótese, com base na promessa de Jesus no Sermão da Montanha:
“Bem-aventurados os brandos e pacíficos, porque possuirão a Terra”.

Estas palavras do Cristo são, na realidade, de estímulo e de esperança para as criaturas humanas perseverarem no bem, e não de destruição para a humanidade terrena. O Mestre dá a entender, nesse ensinamento, que após passar a onda de violência provocada pelos homens, o mundo será de Regeneração e Paz.

Também ao sentenciar: “Quando o Evangelho for pregado em toda a Terra, é então que chegará ao fim”, Jesus quis dizer que haverá de fato o fim da era das guerras, da maldade, quando as criaturas estiverem evangelizadas. Portanto, o fim a que Jesus se refere nessa expressão profética está relacionado com a idéia de tempo e não com a de espaço.

Refere-se ao fim de uma era, e não a destruição da Terra, coisa que jamais pregou no Seu Evangelho.

E convenhamos, seria racional Deus acabar com o nosso planeta logo quando as criaturas humanas estivessem vivendo plenamente a mensagem do Evangelho?
Se Deus é a Justiça Suprema, como Ele destruiria o planeta depois que os mansos e pacíficos tivessem implantado o reino da fraternidade na Terra, anunciado por Jesus?

Está claro que isso nunca vai acontecer, pois o Cristo prometeu que os brandos e pacíficos habitarão a Terra. Ou não vamos acreditar na palavra de Jesus na Bíblia?

O chamado fim do mundo será, na verdade, o início de um novo tempo para o planeta que habitamos, quando surgirá uma geração nova, de acordo com os ensinos dos Espíritos Superiores apresentados por Allan Kardec em “A Gênese”.

Uma era de paz e de construção espiritual para o bem, quando os Espíritos rebeldes e violentos serão expulsos do nosso mundo, a fim de que os mansos e pacíficos aqui vivam em paz, conforme se compreende da resposta à questão 1.019 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.


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Por Gerson Simões Monteiro: Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de Finados (Segundo o Espiritísmo)

Os mortos vivem !
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A comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, tem origem na antiga Gália, no território europeu.

É comum no dia de hoje a intensa visitação aos túmulos. E se observam cenas interessantes. Existem os que se sentam sobre os túmulos dos seus amados, e ali passam o dia. Para lhes fazer companhia. Como se, em verdade, eles ali estivessem encerrados.

Outros lhes levam comidas e bebidas. Para que se alimentem. Como se o Espírito disso necessitasse. Outros ainda gastam verdadeiras fortunas em flores raras e ornamentações vistosas. Decoram o túmulo como se devesse ser a morada do seu afeto.

Tais procedimentos podem condicionar o Espírito, se não for de categoria lúcida, consciente, mantendo-o ligado aos seus despojos, ao seu túmulo.

Como cristãos, aprendemos com Jesus que a morte não existe. Assim, nossos mortos não estão mortos, nem dormem. Cumprem tarefas e distendem mãos auxiliadoras aos que permanecem no casulo carnal.

Prosseguem no seu auto-aprimoramento, construindo e reformulando o mundo íntimo, na disciplina das emoções.

E continuam a nos amar.

A mudança de estado vibratório não os furta aos sentimentos doces, cultivados na etapa terrena. São pais e mães queridas, arrebatados pelo inesperado da desencarnação. Filhos, irmãos, esposos - seres amados.

O vazio da saudade alugou as dependências de nosso coração e a angústia transferiu residência para as vizinhanças de nossa alma.
É hora de nos curvarmos à majestade da Lei Divina e orarmos. A prece é perfume de flor que se eleva e funde abraços e beijos, a saudade e o amor.

Para os nossos afetos que partiram para o Mundo Espiritual, a melhor conduta é a lembrança das suas virtudes, dos seus atos bons, dos momentos de alegria juntos vividos.

A prece que lhes refrigera a alma e lhes fala dos nossos sentimentos.

Não há necessidade de se ter dinheiro para honrar com fervor cristão os nossos mortos. Nem absoluta necessidade de nossas presenças ao lado das suas tumbas. Eles não estão lá.

Espíritos libertos, vivem no Mundo Espiritual tanto quanto estão ao nosso lado, muitas vezes, nos dizendo da sua igual saudade e de seu amor.

Se desejas honrar teus mortos, transforma em pães e peças de vestuário para crianças e gestantes pobres as quantias amoedadas que gastarias na ornamentação dos túmulos e em flores exuberantes.

Oferta-as em nome e por teus amados.

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Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O que uma virgula pode mudar

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).
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Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber..
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
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Detalhes Adicionais

”SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA. “

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER !!!!!!!
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM .....................

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Cooperador

Para Reflexão! Mais uma contribuição do Irmão Marcenal

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Imagina-te à frente de um violino. Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia.

Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça.

Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura.

Se usado, a feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace.
Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música.

Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração.

Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de ação, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho.

Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma.

Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo.

Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida.

Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.

sábado, 10 de outubro de 2009

Teste Sua Espiritualidade

Por: Gerson Simões Monteiro
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Você já foi capaz de responder cinco vezes a mesma pergunta que alguém lhe fez, sem se irritar com ela? E de orar a Deus pedindo ajuda para uma pessoa que está lhe prejudicando?

Se você venceu essas provas da paciência e do perdão, responda agora o seguinte: você já conseguiu compreender alguém que praticou uma falta grave, dando-lhe uma nova oportunidade para se corrigir? E foi capaz de sorrir para o motorista que deu uma fechada no seu carro, ou para alguém que fechou a cara para você, sem mais nem menos?
Se você demonstrou nessas situações compreensão e tolerância, parabéns, porque você está indo muito bem no teste para medir o seu grau de espiritualidade.

Acontece, porém, que no curso de aperfeiçoamento moral que todos nós estamos realizando na Terra, existem outras matérias que precisamos cursar para sermos promovidos em evolução espiritual.

Senão vejamos: você pratica a caridade mesmo recebendo ingratidão? Usa sempre de gentileza, principalmente com as pessoas mais humildes?

Trata os seus familiares do mesmo modo como trata as visitas? Não fala mal de ninguém em nenhuma circunstância?

É grato a Deus pelo bem que recebe, e demonstra gratidão ao ser ajudado por alguém?

Vive honestamente sem prejudicar o governo e o seu próximo? É incapaz de guardar mágoas e ressentimentos no seu coração?

Queixa-se de tudo e de todos por qualquer motivo? E ainda, você julga e condena as pessoas que procedem mal na vida, esquecendo que você mesmo tem defeitos e imperfeições morais, e que também pode errar?

Bem, se porventura você não alcançou uma boa nota nesse teste, perante a sua consciência, continue se esforçando para ser melhor, pois todas as criaturas humanas podem fazer o esforço de auto-iluminação, por mais erradas que sejam.

A bem da verdade, a única pessoa que nunca errou neste mundo foi Jesus, o nosso “Caminho, Verdade e Vida”, cuja perfeição foi conquistada em diversas reencarnações em outros mundos habitados no Universo.

A nossa esperança em Deus é a de que um dia, todos nós também, através das reencarnações sucessivas, haveremos de alcançar a mesma pureza espiritual de Jesus.
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Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso

sábado, 3 de outubro de 2009

O Fenômeno da Morte


“A MORTE É A EMANCIPAÇÃO FINAL QUE A ALMA TEM COM RELAÇÃO AO CORPO FÍSICO QUE USOU COMO FERRAMENTA DE EVOLUÇÃO”

Por Marco Túlio Michalick
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A morte é algo que intriga a maioria das pessoas. Muitos não querem pensar nela, mas é interessante imaginar o que nos espera após o fenômeno da morte.

Para aonde vamos? Esta é a pergunta mais comum.

Cada religião interpreta de um jeito. Algumas pregam que as pessoas passarão pelo purgatório antes de entrar no céu ou no inferno. Outra hipótese é a de que ficaremos aguardando o dia do juízo final.

O espiritismo, assim como outras doutrinas, afirma a realidade da reencarnação e que o fenômeno da morte é apenas uma mudança de plano.

As pessoas que não acreditam na reencarnação normalmente fazem chacotas com os que acreditam, dizendo que “ninguém até hoje voltou para dizer como é do outro lado”.

Mas, por meio da mediunidade, os espíritos enviam mensagens, escrevem livros e descrevem como é do “outro lado”. Além disto, a experiência de quase-morte é uma comprovação de quem esteve do “outro lado”.

Afinal, a pessoa é considerada clinicamente morta e depois de alguns minutos, retorna ao mundo material, sem que a medicina consiga provar e comprovar como ocorre este fenômeno.

Pesquisas nesta área oferecem relatos impressionantes. Um destes é o de um rapaz que, após ser considerado clinicamente morto pelos médicos, deixou seu corpo e passou a caminhar pelos corredores do hospital. Saiu do local e foi passear no parque.

Este homem declarou ter visto um conhecido neste parque o que depois foi confirmado pelo outro.
Mas do seu relato, o que mais impressionou foi o fato de ter presenciado o atropelamento de um homem na rua.

O homem, após desencarnar, chegou a conversar com este paciente. Depois, uma forte luz levou o atropelado. Logo após, o paciente sentiu-se atraído novamente para o hospital.

Quando comentou o que viu em sua EQM (Experiência de Quase Morte) para algumas pessoas, elas checaram junto à polícia as informações sobre o atropelamento, que foi confirmado pelas autoridades.

Os materialistas são os que mais sofrem ao pensar na morte. Geralmente, são criaturas apegadas demais aos bens terrenos e ao pensar na perda dos prazeres triviais, sofrem por antecipação.

Esta preocupação poderá acompanhá-las além túmulo. Em Temas da Vida e da Morte, o espírito Manoel Philomeno de Miranda explica que “à medida, porém, que se aclaram os enigmas em torno da realidade post mortem, em que os fatos demonstram o seu prosseguimento, oferecendo uma visão correta sobre a sua continuação, o temor cede lugar à confiança e as dúvidas são substituídas pela certeza da perenidade do ser, que se sente estimulado a preparar, desde então, esse futuro, no qual a felicidade possui uma dinâmica que fomenta o progresso incessante, em decorrência do esforço empreendido por quem deseja alcançá-lo”.

Assim, o materialista começa a ter uma nova visão e convicção com relação ao fenômeno da morte, mudando sua forma de pensar e agir.

A morte é uma conseqüência da vida, mas a vida é uma conseqüência da Vida Maior.

Pensando desta forma, descartamos a palavra morte no seu sentido natural. Em seu lugar, coloquemos vida, ficando “vida após a vida”. O que é na realidade o certo, pois deixamos a vida material para vivermos uma outra, a espiritual, alternando entre uma e outra, prosseguindo em nossa evolução espiritual.

Em Apologia de Sócrates, Platão escreve qual era o pensamento de seu mestre sobre a morte:

“Quanto a esta, apenas pode ser uma destas duas coisas: ou aquele que morre é reduzido ao nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...) Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se é verdade, como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se imaginar maior bem?”.

A colheita é obrigatória.

O que nos espera do “outro lado” pode ser comparado por meio de uma metáfora, a plantação na lavoura. Iremos colher dependendo do que plantamos, ou seja, do esforço aplicado naquele trabalho, das condições de aproveitamento do tempo, da perseverança em vencer os obstáculos, e finalmente, da disposição em dividirmos esta colheita com outras pessoas.
Devemos fazer uma análise da nossa “plantação” e nos perguntarmos: Estou plantando o suficiente para ter uma boa colheita? Esta é uma forma sutil de sabermos o que colheremos do “outro lado”.

Joanna de Angelis, em Dias Gloriosos, explica que “face à conduta durante a existência física, de certo modo vão sendo delineados os processos para a libertação pelo veículo da morte, cuja ocorrência é muito mais grave do que pode parecer ao observador menos cuidadoso.
Morremos ou desencarnamos conforme vivemos. Os pensamentos e atos são implacáveis tecelões que se responsabilizam pelo desenlace final que liberta o espírito do corpo.
Desse modo, a ocorrência terminal, encarregada de produzir a desencarnação, é resultado de todo o processo vivido durante o estágio orgânico. Cada qual experimenta o curso libertador de acordo com o procedimento mantido enquanto encarnado, o que se lhe transforma em futuros programas existenciais”.

Acho relevante transcrever uma passagem do livro de Suely Caldas Schubert, Mediunidade: Caminho Para Ser Feliz, onde ela escreveu registros feitos pelo escritor Conan Doyle sobre Emmanuel Swendenborg, um grande médium sueco que viveu em Londres, em 1744, considerado um dos precursores do espiritismo e que narrou em seus livros o que viu no plano espiritual. Conan Doyle escreveu:

“O médium sueco constatou que o Outro Mundo, para onde vamos após a morte, consiste em várias esferas (ou planos), expressando os graus de luminosidade e felicidade. Cada pessoa irá para aquela que se adapte à sua condição espiritual.
Viu casas onde residem famílias, templos, auditórios, museus, escolas, academias, bibliotecas. Ali são cultivadas a arte, a literatura, a ciência, a música e os esportes.

Havia anjos e demônios, mas não eram diferentes dos seres humanos; eram aqueles que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias, como os demônios, ou altamente desenvolvidas, como os anjos.

Não existem penas eternas. Os que se achavam nos Infernos (planos inferiores) podiam trabalhar para dali saírem, desde que tivessem vontade.

Os que se achavam no Céu (planos superiores) também prosseguiam trabalhando por uma posição cada vez mais elevada.

Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não batizadas. Cresciam no Outro Mundo; jovens lhes serviam de mães, até que chegassem as mães verdadeiras”.

Deus é perfeito em sua criação. Ele nos dá inúmeras condições de evoluir. Ninguém fica desamparado, seja neste plano ou nos outros. Cabe a nós, e somente a nós, decidirmos em que condições queremos viver, seja qual for o plano. Vamos trabalhar em prol do bem, pois estaremos atraindo bons fluidos e pessoas afins para o nosso desiderato.

Obstáculos não vão faltar, mas teremos a mão do companheiro ao lado formando uma corrente positiva, fortalecendo nossas intenções e purificando os pensamentos.

Não devemos temer a morte, e sim, evoluir nesta vida, afinal, uma outra vida nos espera do “outro lado”.

A morte é uma grande travessia. Levaremos à outra margem o que trazemos na consciência.

sábado, 26 de setembro de 2009

Judas: Traidor ou Traído?

Por: Gerson Simões Monteiro
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Analisando bem os fatos que marcam a Paixão de Cristo, você há de convir que Judas foi mais um traído do que propriamente um traidor.

A afirmação tem base no diálogo entre ele e Tiago, no dia anterior à prisão de Jesus, no qual Judas revela o seu plano de simplesmente apressar o triunfo mundano do Cristianismo, e não o de eliminar seu Mestre, que amava profundamente.

Esta informação é do Espírito Humberto de Campos, publicada no livro Boa Nova, psicografado pelo médium Chico Xavier, no capítulo “A Ilusão do Discípulo”.

A prova disso está no fato de que Judas Iscariotes, ao receber do Sinédrio as trinta moedas de prata como pagamento para entregar Jesus, não esperava receber o fel da amarga desilusão, ao ver o Cristo duramente torturado.

Ao perceber a traição dos fariseus, pois não era isso que desejava para o seu Mestre, ele de imediato foi devolver as moedas recebidas para desfazer o acordo infeliz.

Nesta oportunidade, porém, recebeu em troca a expressão de deboche dos príncipes dos sacerdotes: “Isso é contigo”.

Nada mais restava fazer para salvar o Mestre dos Mestres. Infelizmente o plano sinistro estava consumado!

Foi então que Judas, depois de assistir de longe todo o desenrolar das cenas humilhantes do Calvário, levado por tremendo remorso, cometeu o suicídio.

Embora tivesse sido movido pela vaidade e pela ambição política, Judas teria sido realmente um traidor caso tivesse arquitetado o plano cruel da crucificação, coisa que jamais pensara.

E cá para nós, se ele tivesse mesmo o firme propósito de trair o Cristo para levá-lo à morte, com o fim de liderar os outros apóstolos na divulgação do Cristianismo, Judas sentiria tamanho remorso a ponto de se enforcar? É claro que não, pois não haveria nenhuma razão para ele se matar.

Porém, Jesus, após a sua morte na cruz e tocado de infinita compaixão, foi ao encontro do espírito enlouquecido de Judas, permanecendo três dias ao seu lado até que ele adormecesse, conforme revelação da poetisa desencarnada Maria Dolores, no livro Coração e Vida, psicografado por Chico Xavier.
Só depois desse gesto de amor e de perdão é que Jesus apareceu materializado a Maria Madalena, segundo o Evangelho de João (Cap.20: 11 a 18).
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Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã-Espírita Paulo de Tarso

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dias Difíceis? Reflitas Assim...

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 30.12.2002, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ


domingo, 20 de setembro de 2009

São Jerônimo, Padroeiro dos Estudos Bíblicos









São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor como ninguém, nas Sagradas Escrituras. Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340.

Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.


Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade.

Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.

Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama da oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal.
Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.

Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grego para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata" e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.

Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito:

"Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sábios Conselhos de uma "Noventona"

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO.

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus o ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente.
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Este texto é mais uma contribuição do Mano Sílvio.

Educar

Em pesquisa realizada em março de 2008, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional (1º lugar Sigmund Freud; 2º lugar: Gustav Jung; 3º lugar: Içami Tiba).
Seguem assuntos e/ou trechos da palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/03/09. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos.

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta como a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.
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Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira"
(Joseph Joubert)
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Este texto é uma contribuição do amigo Myke Tyson.

sábado, 27 de junho de 2009

Personagens Biblícos VIII- Pedro (Simão)





Pedro foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos.

"Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado
A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela."

Jesus comparava comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com Paulo, da Igreja de Roma.

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João

Segundo o relato no Evangelho de Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem

No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da pergunta: quem é Jesus? "
Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro.

Encontramos o relato do evento no Evangelho Mateus, 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?".
Simão Pedro, respondendo, disse:
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

Jesus respondeu-lhe:
"Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 16:19).

O Evangelho de João bem como o de Lucas , também falam a respeito do primado de Pedro ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe:

Jesus disse a Simão (Pedro):
"Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes? "Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros".

Segunda vez disse-lhe:
"Simão filho de João, tu Me amas? - "Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas".

Pela terceira vez lhe disse:
Simão filho de João, tu Me amas? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu Me amas?” e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas

"Simão, Simão, eis que "Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.

Mais do que em Mt 16, 17:19 esse texto é mais claro no que se refere ao primado que Cristo confere a Pedro no próprio seio dos apóstolos;

sábado, 20 de junho de 2009

Personagens Biblícos VII- João Batista










A relevância do papel de João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus.
Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino.
Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel.
"Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43).
Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo".
João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27).
Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14).
Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.
Oração a São joão Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo". São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós

sábado, 13 de junho de 2009

Santo Antônio












Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

CINCO MINUTOS DIANTE DE SANTO ANTÔNIO

Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e que queres que eu peça ao Senhor. Estou disposto a fazer tudo por ti; mas, filho, dize-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois desejo ser o intermediário entre tua alma e Deus com o fim de suavizar teus males. Sinto a aflição de teu coração e quero unir-me às tuas amarguras. Desejas o meu auxílio no teu negócio..., queres a minha proteção para restituir a paz na tua família..., tens desejo de conseguir algum emprego..., queres ajudar alguns pobres..., alguma pessoa necessitada..., desejas que cesse alguma tribulação..., queres a tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem, que tudo obterás. Agradam-me, também, as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem próprias. Mas, eu bem vejo como desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes. Tem fé que não tardará a hora em que hás de obtê-la. Uma coisa, porem, desejo de ti. Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe, Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres. Oh! Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por esse meio. Quantos, com viva fé, têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão e são atendidos! Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus, e eu, por amor dos meus pobres cuja miséria está a meu cargo, obtenho de Deus tudo o que pedem e ainda muito mais. Temes que eu não faca outro tanto por ti? Não penses nisso porque prezo muito as prerrogativas concedidas por Deus de ser – o santo dos milagres. Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me importunam. Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei de obter as graças; não temas. Agora, volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei; vem sempre procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas me hão de ser sempre agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu não acharás. Deixo-te no coração sagrado de Jesus e, também, no de Maria e no de São José.


Reze em seguida: 1 Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Personagens Bíblicos VI- Paulo (Saulo de Tarso)


Introdução:
Judeu, fariseu, nascido em Tarso, Cilícia, cidade localizada na Ásia Menor. Provavelmente nasceu uns dez anos depois de Cristo, pois é mencionado como “um jovem”, na ocasião do apedrejamento de Estevão. Seu pai sem dúvida era judeu, mas comprou ou recebeu cidadania romana. A despeito de sua cidadania, ele foi criado numa família judaica devotada, da tribo de Benjamim. Recebeu instrução cuidadosa na lei judaica e tornou-se fariseu. Também descreveu a si mesmo como “hebreu dos hebreus”. Foi criado de acordo com o judaísmo e circuncidado no oitavo dia de vida; portanto era zeloso na obediência de cada ponto da lei mosaica. Era fluente nas línguas grega, hebraica, latina e aramaica. Por ser líder religioso altamente educado aprendeu também uma profissão como seu pai. Paulo era fabricante de tendas.

Perseguidor de Cristãos:
A partir da morte de Estevão, uma grande perseguição se levantou contra os seguidores de Cristo. As atividades zelosas de Saulo, como judeu, levaram-no a unir-se aos perseguidores. Não precisou ser forçado, mas ofereceu voluntariamente seus serviços aos líderes judaicos de Jerusalém. Sua perseguição foi tão violenta que a Bíblia diz: “Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Saulo respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor”, pediu ao sumo sacerdote que lhe desse cartas, para que as levasse às sinagogas de Damasco, na Síria, a fim de também estabelecer a perseguição também naquela cidade.

A conversão de Paulo:
A Caminho de Damasco, uma luz muito forte brilhou do céu ao redor dele, e fez com que ele caísse por terra e ficasse cego. Enquanto isso, uma voz lhe disse: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” Atônito, ele perguntou: “Quem és tu, Senhor”?” A resposta que recebeu deixou-o realmente surpreso e apavorado: ” Eu sou Jesus, a quem tu persegues.” Cristo então lhe disse que entrasse em Damasco e aguardasse outras informações. Saulo esperou três dias, sem comer, nem beber, na casa de Judas, onde aguardou a visita de Ananias. Ananias quando chegou encontrou-o orando e impôs as mão sobre ele, ocasião em que sua visão foi restaurada. Imediatamente ele recebeu o Espírito Santo e foi batizado. Saulo ficou vários dias na companhia dos cristãos de Damasco, sem dúvida para aprender o máximo que podia sobre Jesus. Entretanto este aprendizado não demorou muito tempo: “E logo, nas sinagogas, pregava que Jesus era o filho de Deus”. Ele próprio contou sua experiência de conversão em duas ocasiões posteriores. Na primeira quando foi preso em Jerusalém e pediu para falar à multidão. Na segunda quando fazia sua defesa diante do rei Agripa.
Após esta prisão, Paulo foi preso diversas outra vezes, mas sempre logrou escapar,algumas vezes usando a prerrogativa de ser cidadão romano e outras devido a intervenção Divina.

A morte de Paulo:
Quando o Cristianismo foi julgado ilegal, Paulo foi preso novamente e levado de volta a Roma, onde o triste relato de Timóteo, revela que o apóstolo foi condenado a morte. Mesmo neste triste capítulo, entretanto, percebe-se que Paulo aproveitou todas as oportunidades para pregar. A tradição diz que morreu, como mártir nas mãos do imperador Nero, por volta do ano 67 D.C.

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“Eu passarei, mas minhas palavras não passarão jamais”.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jesus









Reis, juízes, heróis, generais e tiranos,
Entre o ouro e o poder, de vitória em vitória,
Comandaram na Terra a vida transitória,
Erguendo sobre o povo os braços soberanos.

E passaram fremindo, arrojados e insanos,
Ébrios de ostentação e famintos de glória,
Detendo-se, porém, nos túmulos da História,
Relegados à dor de cruéis desenganos.

Mas o Cristo, na palha, humilde e pequenino,
Traz consigo somente o Coração Divino,
Na exaltação do bem que ilumina e socorre...

E, brilhando por sol generoso e fecundo,
Em todas as Nações que engrandecem o mundo
É sempre o Excelso Rei do amor que nunca morre.

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Texto extraído da revista “O Consolador”
Ano 127, Nr. 2163 – Junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

A Arte de Negociar


O abaixo é uma contribuição de meu Mano Silvio:
Assunto: A arte de negociar

PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.
FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates…
FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…
BILL GATES - Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI - Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia

domingo, 31 de maio de 2009

Personagens Bíblicos V - Satanás


O nome: O vocábulo “Satan” deriva do hebraico e significa “agir como um adversário”. O verbo pode significar também “acusar”. Às vezes este termo é usado precedido de artigo e nesses casos indica “o Satanás”, ou seja, o adversário de Deus e seu povo.

Outros nomes: Serpente; Dragão; Diabo; Abadom; Apolion; Destruidor; Tentador; Maligno; Belial; Belzebu; Homicida desde o Princípio; Mentiroso e Pai da Mentira.

Sua pessoa: A Bíblia descreve Satanás como um ser angelical que se rebelou contra Deus, o Criador. Surpreendentemente, pouca informação é dada sobre sua posição no céu e não há nenhuma explicação para sua disposição e desejos malignos.

Seus Propósitos: Conquistar o controle para si, a fim de frustrar a vontade do Todo-Poderoso. Ele é tortuoso e enganador. Pensa, argumenta e formula estratégias cujo objetivo e a destruição do povo de Deus. Parte de sua sutileza é fazer imitações da verdade. Busca persuadir os que acreditam nele que tem poder e autoridade iguais aos de Jesus. Diferentemente de Jesus, o “Leão de Judá”, Satanás apenas ruge como leão, “buscando quem possa tragar”. Diferentemente de Jesus, que é “a luz do mundo”, Satanás pode apenas fingir, transformando-se “em anjo de luz”, a fim de enganar o povo de Deus.

Seu Poder: Apesar da Cruz, à primeira vista, demonstrar grande poder de Satanás, pelo contrário, foi o local onde a limitação de seu poder foi vista claramente. Através de toda a Bíblia seu poder sempre é demonstrado como sujeito a vontade permissiva de Deus. No incidente com Jô, o Senhor estabeleceu limites bem específicos para o que era permitido a Satanás fazer. Essa limitação de seu poder foi indicada pela primeira vez no julgamento do Senhor sobre ele, depois do pecado de Adão e Eva, no jardim do Éden. Ali Satanás foi condenado a uma existência desesperada na qual falharia repetidamente em seus ataques contra o povo de Deus. A maldição do Senhor o advertiu de que, ao “ferir o calcanhar” do descendente da mulher, este iria “esmagar a cabeça da serpente”. Entretanto, o poder limitado de Satanás é extremamente perigoso para o povo de Deus. Satanás foi capaz, pelo menos temporariamente de impedir o trabalho de Paulo e o apóstolo advertiu Timóteo sobre as pessoas nas igrejas que se desviaram para seguir a “Serpente”.

A Defesa do Cristão: Em muitas ocasiões o Novo Testamento alerta os cristãos a se defender contra Satanás. O fato de que durante a tentação no deserto, Jesus respondeu ao diabo três vezes com as palavras “está escrito...”, mostra o caminho diante de nós. Cristo usou as Escrituras (a Palavra de Deus), como principal defesa contra o diabo. Devemos dar ouvidos à palavra de Deus, a Bíblia, tanto aos mandamentos como às promessas. Devemos viver pela fé no Todo-Poderoso, cuja palavra tem o poder de salvar. Devemos vi8ver em obediência à Palavra, para termos a proteção do Senhor. A palavra de Deus não é somente uma arma defensiva contra Satanás – é também ofensiva, pois é a “espada do Espírito”. A fé em Deus e em sua Palavra torna-se um escudo com o qual todas as flechas inflamadas do maligno podem ser apagadas.

A Destruição de Satanás: A Bíblia não somente mostra as limitações do poder de Satanás, mas também revela qual será o fim dele. O Senhor Deus prometeu um juízo pleno e definitivo para o diabo e todos os seus seguidores. Seu fim foi sugerido em Gênesis 3.15 e Ezequiel 28.19, mas tornou-se explícito no Novo Testamento com o advento de Jesus Cristo, em sua morte e ressurreição. O livro de Apocalipse dirigido a uma igreja perseguida, que sofria sob o tormento de Satanás e seus seguidores, dá uma atenção especial à sua derrota final e o seu lançamento “no lago de fogo”. Apocalipse deixa absolutamente claro que sua influência, poder e controle serão destruídos completamente, de maneira que no novo céu e na nova terra não estarão mais presentes.
Até mesmo a morte, que Satanás tem usado para criar medo e rebelião no mundo, não existirá mais.
“Deus enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas”. (Ap 21.4; Ap 20.7-14; 2 Ts 2.3-12; Ap 12.9.12; etc.).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Deus na Visão Espiríta

ENTREVISTA CONCEDIDA POR GERSON SIMÕES
MONTEIRO A MARCOS LEITE, ASSESSOR DE
IMPRENSA DA RÁDIO RIO DE JANEIRO

Tema: Deus na Visão Espírita

MARCOS LEITE (ML) – Eu gostaria, inicialmente, que você falasse
para os ouvintes da Rádio Rio de Janeiro sobre Deus na Visão Espírita.

GERSON (G) – Falar da figura de Deus constitui sempre uma tarefa
muito difícil, embora agradável, tendo em vista a distância que, em todos
os aspectos, separa os homens, criaturas finitas e imperfeitas, da
incomensurável grandeza e perfeição do Criador. Por isso, escreveu com
acerto o professor Milton O'Reiily de Souza: “Deus, a idéia mais alta do
pensamento humano, é simples, como motivo de crença e adoração e se
torna complexo como motivo de conhecimento e explicação”. Assim, Deus
melhor se sente do que se entende. É como disse Léon Denis: "Há coisas
que de tão profundas só se sentem, não se descrevem".

ML – A idéia de Deus, ao que vejo, varia muito, de acordo com a
evolução espiritual de cada criatura. É isso?

G – Sim, essa circunstância foi exposta com muita beleza e
profundidade pelo professor Rubens Romanelli, da seguinte forma:
"Viviam num edifício de sete andares, moradores cujos olhos jamais
tinham contemplado a luz do sol, a não ser através das vidraças
diversamente coloridas de cada pavimento. Encerrados nos limites de seu
pequeno mundo, cada qual fazia uma idéia diferente quanto à cor da luz
solar. Os moradores do primeiro pavimento diziam que era vermelha,
porque vermelhos eram os vidros através dos quais se habituaram a vêla.
Os do segundo pavimento diziam, por sua vez, que era alaranjada,
porque alaranjados eram os vidros pelos quais ela diariamente se filtrava.
Os do terceiro diziam, pela mesma razão, que era amarela. Os do quarto
diziam que era verde. Os do quinto, azul. Os do sexto, anil e os do sétimo
diziam que a luz solar era violeta.
Certo dia, porém, um morador mais inteligente e indagador resolveu
sair do edifício, e surpreendido com a luz do sol, que lá no alto se
decompunha na policromia do arco-íris, compreendeu logo que cada
morador havia apreendido somente uma parcela da verdade. Tudo se
passava exatamente como se cada um deles, em seu próprio pavimento,
tivesse a visão limitada a uma faixa apenas, dentre as sete faixas
luminosas do espectro solar. A luz do sol era realmente da cor sob que
cada qual a tinha visto, mas era também muito mais do que isso: era a
síntese das sete cores. Assim como cada morador via o sol, assim também
cada criatura humana vê Deus. Situado em diferentes faixas de evolução,
cada um o verá sob um aspecto diferente, segundo a coloração do seu
entendimento. Chegará, no entanto, um dia em que a criatura
transcenderá os augustos limites do seu mundo e compreenderá Deus em
sua essência, na síntese de seus atributos".

ML – Quer dizer, então, que os homens sempre se abstiveram de
estudar a figura de Deus por não poderem entendê-lo?

G – Sim. Isso não impediu, absolutamente, que os grandes
pensadores de todos os tempos, os maiores filósofos e estudiosos nos
campos da cosmologia e da metafísica, tivessem dedicado sua inteligência
e seu tempo à pesquisa e ao entendimento da figura do Criador de todas
as coisas e seres do Universo, este tomado no sentido amplo. Criaram até
uma ciência para isso: a TEODICÉIA.
Dois assuntos principais foram objeto do exame desses estudiosos:
a) a existência de Deus, e b) a essência de Deus.
DEUS EXISTE? O grande filósofo da França, Descartes, baseia-se no
chamado argumento ontológico, para afirmar que sim: eu tenho idéia de
um ser, de um ente perfeito; este ente perfeito tem que existir, porque se
não existisse faltar-lhe-ia a perfeição da existência e então não seria
perfeito. É o argumento pela evidência.
Outro vulto notável do pensamento francês foi Voltaire. Seu
raciocínio é prático, ao afirmar: "O Universo me espanta e não posso
imaginar que este relógio exista e não tenha relojoeiro". Assim, diante da
realidade do Universo, é forçoso reconhecer que ele foi feito por alguém.
Se esse alguém não foi o homem, só pode ter sido Deus, mas este nos
concede sempre o benefício da dúvida, não é mesmo?
Deve-se, porém, ao famoso S. Tomaz de Aquino, autor da não
menos famosa Summa Theológica, a prova da existência de Deus mais
c onvincente, baseada nos a rgumentos metafísicos.

ML – Antes de citá-los, Gerson, você poderia dizer por que são
chamados metafísicos?

G Metafísica quer dizer: estudo das ciências não físicas, e faz
parte da Filosofia, cujo objeto é o estudo das causas primeiras ou
primárias, das causas supremas. Dessas causas uma é a maior, Deus.
Argumentos metafísicos são assim sutis, transcendentes.

ML – Você nos dizia que Tomaz de Aquino, uma das maiores
inteligências que o Mundo já conheceu, provou a existência de Deus pelos
argumentos metafísicos. Quais são eles?

G – Tomaz de Aquino nos diz que a existência de Deus pode ser
provada por cinco vias, que são a do movimento, da causalidade, dos
seres contingentes, dos graus de perfeição dos seres e da ordem do
mundo. Esses argumentos assim se sintetizam: 1 – Se no mundo existe
movimento ou mudança, que caracteriza o vir-a-ser, deve existir um
motor primeiro que não seja movido por nenhum outro, pois se tudo fosse
movido, teríamos o efeito sem causa; 2 – Há uma causa absolutamente
primeira, transcendente às causas em geral; assim, se existem as causas
segundas, deve existir a causa primeira, porque as causas segundas são
efeitos.

ML – Lembramos aqui que os Espíritos definiram Deus como a
Causa primária de todas as coisas.

G – Exatamente. Causa primária ou primeira. Mas vamos aos outros
argumentos: 3 - Existem seres contingentes, que não possuem em si
mesmos a razão de sua existência, que são mas poderiam não ser; se
existem seres contingentes, deve existir um ser necessário; 4 - Nas
coisas existem vários graus de perfeição, referentes à beleza, à bondade,
à inteligência, à verdade; então deve haver um ser infinitamente perfeito,
porque o relativo exige o absoluto; 5 - Prova pela ordem do mundo, pela
organização complexa do Universo, pelo governo das coisas, tudo devido a
uma inteligência ordenadora, superior, absoluta, necessária.

ML – Estamos vendo que somente com sofismas e manifesta
incredulidade se poderá negar a existência de Deus. Do outro lado,
estamos vendo que o Espiritismo se estrutura em conceitos filosóficos dos
mais elevados. Com relação a Deus, que prova nos oferece o Espiritismo
quanto à sua existência?

G – Você viu, Marcos, que as provas citadas não repugnam à
inteligência mais lúcida e mais lógica e o Espiritismo nada lhes tem a opor.
Quanto à existência de Deus, se não houvesse motivos outros para
admiti-la, este seria bastante, conforme está na Questão 4 de “O Livro dos
Espíritos”: “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”
Resposta: "Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem
causa. Procurai a Causa de tudo que não é obra do homem e a vossa
razão responderá". E Kardec acrescenta: "O universo existe, logo tem
uma causa". Por isso, repetimos: Deus é a causa primária de todas as
coisas.

ML – Parece que Meimei tem uma página que bem ilustra esse
assunto...

G – É verdade. Há uma página simples, mas interessante, de
Meimei, na obra "Idéias e Ilustrações", psicografada por Chico Xavier,
capítulo 47, que vem a calhar. Ela conta que um velho árabe analfabeto
orava com tanto fervor e com tanto carinho cada noite, que, certa vez, o
rico chefe da grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando
se nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos
sinais DELE.
- Como assim? Indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como
reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto
ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe,
depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros, respondeu o chefe, surpreendido.
Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrandolhe
o céu onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas,
exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos,
ajoelhou-se na areia e começou a orar também.
Não há dúvida, caros ouvintes, de que só o orgulho tolo do homem
pode negar a existência de Deus. Isso, entretanto, constitui atitude
passageira, pois todos um dia o encontrarão, de vez que cada um de nós
tem D'ELE a intuição de sua existência, como está na Questão 5 de “O
Livro dos Espíritos”.

ML – Não havendo para o crente nenhuma dúvida quanto à
existência de Deus, podemos defini-lo? Podemos conhecer sua natureza?

G – Comecemos por esclarecer que definir é limitar, o que é
impossível com a figura de Deus: Infinito, Absoluto, Eterno.
Por isso já dissemos que Deus se sente, não se define, não se pode
conhecer em sua estrutura íntima. Isso não impede, entretanto, que
especulemos, no bom sentido, pois o homem é um ser eminentemente
metafísico.
Já o Livro dos Espíritos nos informa que Deus é a "inteligência
suprema, a causa primária de todas as coisas", o que nos leva a examinar
o que seja inteligência, o que seja causa. Sabemos que o espírito constitui
o princípio inteligente do Universo, mas que sua natureza íntima ainda nos
é desconhecida (Questão 23 de “O Livro dos Espíritos”).
A inteligência, atributo essencial do espírito, é, segundo Claparede, a
capacidade de resolver problemas novos por meio do pensamento, é a
capacidade de adaptação a situações novas. Outro autor nos diz que é a
faculdade pela qual a alma conhece as coisas de maneira imaterial, o que
vem a dar no mesmo. Isso quer dizer que, diante da dificuldade, o homem
pensa, reflexiona e procura resolvê-la, superá-la da melhor maneira para
ele próprio.
Entretanto, a inteligência no homem é limitada, só em Deus é
suprema, nenhuma outra se lhe pode igualar. A prova dessa inteligência
superior está na obra de Deus, o Universo infinito (Questão 9 de “O Livro
dos Espíritos”).
A noção de causa também é importante para conceituar o Criador,
na medida em que isso é possível. Causa é um conceito filosófico
importante e se define com tudo quanto concorre para que uma coisa
exista. Como a existência de todas as coisas e seres se deve a Deus, dizse
que Ele é a causa primária, principal, eficiente, de que dependem todas
as outras causas.

ML – Pelo que estamos vendo, têm razão aqueles que afirmam ser o
espiritismo uma doutrina profunda, embora seja também muito clara e
convincente. Assim, satisfaz tanto ao homem simples como ao
intelectualizado. Não é mesmo?

G – Estamos de pleno acordo com você. Mas continuemos.
Da natureza de Deus sabemos apenas que é espiritual. Para melhor
entendê-lo, porém, costumamos adjetivá-lo, pois o adjetivo, limitando-o,
torna-o mais acessível à nossa compreensão limitada. Por isso citamos os
chamados atributos de Deus, como está na Questão 13 de “O Livro dos
Espíritos”: "Deus é eterno, não teve princípio, nem terá fim, por isso é
chamado o INCRIADO; é infinito, isto é, nada o limita; é imutável, pois
não está sujeito a mudanças de qualquer espécie; é imaterial, portanto é
puro Espírito; é único, pois se houvesse mais de um, teríamos deuses, não
Deus; é onipotente, porquanto nada lhe é impossível; único e soberano,
nada se lhe opõe; é soberanamente justo e bom, pois a todos concede
suas graças, sem parcialidade e com amor.
Poderíamos acrescentar a esses os chamados atributos entitativos
ou metafísicos, assim enunciados pelos filósofos: simplicidade, infinitude,
unicidade, imensidade, eternidade. Como disse o filósofo Garcia Morente,
não podemos saber o que é Deus, sua essência ou natureza, apenas quem
é Deus, ou seja, atestar sua existência. Nós, espíritas, reconhecemos
nossa inferioridade moral e procuramos sentir DEUS, como Criador e
Senhor dos nossos destinos, o Pai amantíssimo que nos destina um futuro
glorioso, que estamos longe de poder prover, apenas imaginamos.

ML – Como disse Emmanuel no livro "Fonte Viva":
"Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma
força irradiando vidas. Não possuímos ainda a inteligência suscetível de
refletir-lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-lhe o
amor. Procuremos, assim, Nosso Pai acima de tudo e Deus, Nosso Pai, nos
escutará”.
Sabemos que Deus é distinto de sua Criação, como está esclarecido
na Q. 77 de “O Livro dos Espíritos”. Por esse motivo o Espiritismo repele o
panteísmo. Por outro lado, imanência e transcendência são noções
inseparáveis, segundo o exige a própria razão. Gerson, você pode nos
explicar melhor esse aspecto da apreciação que estamos fazendo, com o
devido respeito à figura divina?

G – Para começar, dizemos que o Espiritismo é dualista, de vez que
admite a separação, em essência, substancial de Deus, o Criador, de sua
criação. Imanência de Deus significa sua presença espiritual em tudo,
como causa final e universal, de vez que Ele é o Criador de todas as coisas
e seres. Por isso disse o apóstolo Paulo: "em Deus temos a Vida, o
movimento, o Ser". Entretanto, a imanência de Deus não impede sua
absoluta independência em relação ao Universo, que Ele criou, e é isso
que denominamos de transcendência.
Assim, imanência e transcendência se completam na natureza
divina, pois sem a primeira, Deus se faria estranho ao Universo e não
seria, por isso, infinito nem perfeito. Sem a transcendência, Deus seria
idêntico ao Universo e também imperfeito, como o próprio Universo em
evolução.
Assim, em resumo: Deus, por suas leis, eternas como Ele, está
presente na Criação, por efeito de sua imanência, sem se confundir com o
Universo criado por Ele (Questão 77 de “O Livro dos Espíritos”), isto
porque as leis de Deus permitem a ligação de todas as coisas ao Seu
poder e à Sua perfeição; entretanto, por Sua transcendência, Deus
continua distante do Universo, independente de tudo quanto cria.

ML – Como você já fez em relação ao entendimento da figura divina
e de sua existência, poderia ilustrar com uma historieta a questão da
presença de Deus em todas as coisas? Assim, o assunto ficará bem mais
interessante, não é mesmo?

G – Sem dúvida, Marcos. Há o episódio de um sábio hindu que,
inspirado, dizia ao discípulo:
- Meu filho, em tudo podemos notar a existência, a presença de
Deus, sustentando-nos a felicidade e a segurança. Na beleza da flor, no
verde da mata, no azul do céu, na majestade do oceano, no animal que
passa, no brilho das estrelas, no sorriso da criança... Em toda a Criação,
há sinais da Sublime Presença, convidando-nos à confiança e oferecendonos
conforto e alegria.
Impressionado com tais raciocínios, o discípulo deixou a casa do
mestre, e, retornando ao lar, divagava:
“Sim, Deus está presente em tudo: nesta flor que desabrocha
deslumbrante, naquela cascata que canta a sublimidade da Criação, no Sol
que ilumina o Mundo...”.
Despertando do seu deslumbramento íntimo, avistou um elefante
furioso que corria pela estrada em sua direção. Montado no animal, um
homem advertia, desesperado, aos gritos:
- Sai da frente! Sai da frente!
“Ah!” - suspirou, tranqüilo, o crente. “Deus está em tudo. Nada há a
temer, porquanto a Majestade Divina está presente também naquele
elefante furioso que se aproxima. O nobre animal também faz parte da
Criação...”.
Mal teve tempo de formular semelhante raciocínio, foi violentamente
colhido pelo paquiderme, que o atropelou como um trem expresso,
jogando-o à distância.
Com contusões generalizadas, sentindo mil dores, foi socorrido por
seu mestre, que ouvira o barulho. Medicado, ainda gemendo de dor, o
discípulo comentou queixoso:
- Mestre, o senhor disse que Deus está em todas as manifestações
da Natureza, até nos animais. Veja como fiquei por confiar em que o
Senhor Supremo estava naquele elefante furioso!...
O sábio sorriu e respondeu:
- Meu filho, realmente Deus está presente em tudo. Até mesmo
naquele elefante furioso. Entretanto, você se esqueceu de que o Todo
Poderoso estava presente também naquele homem que gritava a plenos
pulmões: "Sai da frente! Sai da frente!...".

ML - Uma historia bem sugestiva essa, que você nos transmitiu.
Deus, de fato, está presente em tudo. Gostaríamos que você, agora, nos
dissesse alguma coisa a respeito de outro problema intimamente ligado a
Deus, ou seja, a compreensão que devemos ter da existência do Bem e do
Mal. Eu pergunto: existe o mal? Deus é o seu autor? Se não é, porque
permite a existência do mal?

G – Nós, espíritas, sabemos que Deus é puro amor e jamais nos
criaria para o sofrimento. Deus, portanto, não é o autor do mal, fruto
apenas de nossa imperfeição. Começamos por dar alguns conceitos
emitidos por estudiosos desse assunto, que tanto tem preocupado
filósofos e religiosos em todos os tempos:
“O Bem é essência do Criador, o mal, essência da criatura” – S.
Paulo.
“O Mal é a medida da inferioridade dos mundos e dos seres” –
Gustave Geley.
“O que é o Mal? É Deus que adormece na consciência humana” –
Victor Hugo.
“Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e
educação” – Leon Denis.
“O Mal é a ausência do Bem” – Allan Kardec.
Ainda é de Léon Denis esta definição, que consideramos muito boa:
"O Mal é o Menos evoluído para o Mais, o Inferior para o Superior, a Alma
para Deus".
Emmanuel afirma, em “O Consolador”, pergunta 135, que
"o mal
essencialmente considerado, não pode existir para Deus, em virtude de
representar um desvio do homem, sendo zero na sabedoria e na
previdência Divina".

ML – São conceitos muito interessantes esses que você citou, do
mal. Entretanto, gostaríamos de conhecer alguma explicação que fosse
aceitável a respeito da existência do mal e sua utilidade.

G – Vejamos a opinião, por exemplo, do prof. Carlos Toledo Rizzini,
em seu ótimo livro "Evolução para o Terceiro Milênio": "Para progredir foi
permitido ao Espírito humano violar a Lei, promover a desordem ao redor
de seus próprios passos, de modo a conhecer as conseqüências do erro e
afastar-se dele. Deus dispôs, portanto, que durante certo tempo lhe fosse
possível abusar e errar para aprender, pagando o preço do sofrimento. É a
dor o fator que traz o homem de volta ao regaço divino, depois que se
desviou do rumo traçado pela Lei".
D. Ludegero Jaspers, em seu Manual de Filosofia, afirma que "Deus
recusaria ao homem a liberdade, nobre prerrogativa, se não lhe desse
possibilidade de agir e, portanto, de errar. Por isso Ele dá mérito ao
homem que resiste ao mal".
Outro professor de Filosofia, R. Jolivet, em seu livro “Cursos de
Filosofia”, assim se exprime: "O mal resulta da criatura finita, que peca
criando-o, embora ele não seja absolutamente necessário: o homem tem
livre-arbítrio, que Deus respeita, garantindo sua liberdade. Ele peca
voluntariamente. Essa liberdade, mesmo falível, é um bem: o poder
determinar-se, ser o fruto de seus erros e acertos. A criatura assume,
sozinha, a responsabilidade do mal. Assim, o mal serve ao bem, é útil.
Seria absurdo se existisse sem nenhuma utilidade. É meio de reparação,
fonte de mérito: o homem corrige-se e segue o bem. Que é o bem? É o
que nos faz realizar a perfeição de nossa natureza. Esse fim último está na
conquista da felicidade".
Como vemos, esses conceitos se enquadram nos da filosofia espírita,
segundo a qual o Espírito, criado simples e ignorante, é dotado de
liberdade ou livre-arbítrio, que lhe permite escolher, optar entre o que é
certo, segundo a Lei de Deus, e o que a contraria, ou seja, o mal. Pelo
resgate das culpas, através do arrependimento, da expiação e da
reparação, o Espírito se redime e alcança a felicidade.

ML - Sabemos que o mal pode ser físico, moral e metafísico.
Gerson, o que você pode nos dizer do mal físico? Como conceituá-lo na
problemática espírita?

G – O mal físico consiste na dor fisiológica e tem função de
regeneração e reparação. André Luiz nos esclarece, em sua obra "Ação e
Reação", Capítulo XIX, que há três formas de dor, dor essa a respeito da
qual afirmou Vítor Hugo: "Dor! Chave dos Céus!":
 DOR-EVOLUÇÃO – mola do progresso, atuando de fora para dentro,
aprimorando o ser, por isso atinge os próprios animais irracionais;
 DOR-EXPIAÇÃO – que vem de dentro para fora, marcando a criatura
no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos da
aflição, por regenerá-la perante a Justiça. Regenera o Espírito,
provocando-lhe o arrependimento, sujeitando-a a expiação e o
levando à reparação das faltas;
 DOR-AUXÍLIO – que evita o mal maior, a queda no crime ou
concorre, freqüentemente, "para o serviço preparatório da
desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas
arrasadoras, na transição da morte". Sobre esta modalidade de dor,
temos uma sugestiva página de Humberto de Campos, intitulada "A
Moléstia Salvadora", componente do livro “Reportagens do Além
Túmulo”. É o caso de um espírita, casado, com filhos, que se vê
enredado por moça leviana, que o induz a abandonar o lar, para
viver com ela. Embora assistido por um Espírito amigo, o confrade
está prestes a fazer a vontade da moça, sentindo-se fraquejar. É
então que outro espírito, mais sábio e experiente, aconselha o
protetor do moço a provocar nele uma doença séria, que o joga
numa cama de hospital. A moça, quando o vê prostrado, mal
dissimula o desapontamento e some para sempre...

ML – Na verdade, de quantos tombos nos livra a Espiritualidade,
com seus recursos maravilhosos, não é mesmo? E o Mal Moral, existe?

G – Tanto o mal físico como o moral são obras do procedimento dos
homens, começam e terminam entre eles. Deus não cria o mal.
Com referência ao MAL MORAL, diremos que consiste na violação do
dever, dos princípios éticos, das leis divinas, estando ligado ao nosso
direito de liberdade e vontade, expressa através do livre-arbítrio, levando
um grande filósofo, Leibniz, a afirmar que "o mal moral, no homem, é
consequência de um grande bem - o livre-arbítrio; é condição para o
mérito". Ele argumenta que “o mal metafísico é o limite puro e simples,
que resulta da ausência de perfeição não exigida pela Natureza: a planta
não vê, o homem não voa. O mal metafísico é apenas um limite e Deus só
poderia evitá-lo deixando de criar. A criatura é limitada necessariamente e
mais vale existir assim a não existir”.
Luciano dos Anjos, no seu livro “DEUS É O ABSURDO”, afirma: "O
mal metafísico não existe; não tem realidade, nem objetivo e nem
abstração; ele não pode ser dentro da criação perfeitíssima de Deus. É
preciso demonstrar pelo raciocínio a sua necessidade de NÃO SER".

ML – Na verdade, ficamos confusos com o problema, procurando
solução para ele em nossa inteligência finita. É claro que há uma
explicação aceitável, mas não atinamos com ela, não é mesmo?

G – É claro que sim, pois não podemos duvidar da perfeição do
Criador. O assunto, entretanto, estará no rol daqueles que não nos é dado
conhecer ainda, como está nas Questões 10 e 17 de “O Livro dos
Espíritos”.
Isso não impede, porém, que nosso pensamento procure o porquê
das coisas, na ânsia de aumentar, sempre e sempre, o nosso
conhecimento. O filósofo Battista Mondim, em seu livro "Introdução à
Filosofia", afirma: "O termo criação quer evidenciar a inexistência total do
Mundo antes de sua produção por parte do Ser subsistente. Por meio do
ato criador, o Ser subsistente comunica seu ser ao Mundo. Trata-se,
porém, é óbvio, de uma comunicação limitada. O Ser subsistente não cria
um outro ser subsistente, mas um ser contingente. Por esse motivo o
Mundo não iguala a perfeição de Deus e muito menos se identifica com
sua realidade. O mundo simplesmente participa da perfeição do Ser
subsistente, ou seja, possui, de modo particular, limitado, imperfeito,
aquela perfeição que no ser subsistente se realiza do modo total, ilimitado
e perfeito. Há, entretanto, uma tensão permanente no Mundo para voltar
à sua fonte primitiva, ao Ser subsistente. Isso explica o profundo
dinamismo que o permeia, a transformação constante e a evolução
maravilhosa que o anima: o Mundo está a caminho, na direção de Deus".

ML – Muitos assuntos de grande interesse para a melhor
compreensão da figura de Deus, Nosso Pai e Criador, foram comentados
nesta entrevista. Agora perguntamos a você: de que recursos dispõe,
então, o homem e, em particular, o espírita, para progredir moral e
intelectualmente, até que se possa defrontar com o Criador, tornando-se,
como Jesus, "um com o Pai", como está no Evangelho de João?

G – Marcos, dispomos, todos nós, graças ao Espiritismo, do
conhecimento explicitado da Lei de Deus, desdobrada em 10 partes.
"Para abranger todas as circunstâncias da vida, o que é essencial",
como diz a Questão 648 do Livro dos Espíritos. A observância dessas leis é
o caminho certo, seguro e único para essa finalidade.
Podemos dizer que Deus é a Lei e que essa Lei está escrita não em
livros perecíveis, mas em nossas consciências; entretanto, por acréscimo
de misericórdia, ela é revelada aos homens periodicamente. A última vez
que isso se deu foi com o advento do Espiritismo, que o ínclito Missionário
Allan Kardec codificou para todos nós.
Lembramos que a primeira dessas leis – a de Adoração – resume
exatamente o mandamento maior de Jesus, que nos mandou amar a Deus
sobre todas as coisas, de todo nosso espírito. Essa lei nos mostra como
ter acesso, embora indireto, ao Pai Celestial, através da prece, do culto
interno, quando, ajoelhados, lhe entregamos nossos corações, sem
vaidades, sem orgulho, sem egoísmos, sem mágoas e nem
ressentimentos.

ML – Vamos terminando esta entrevista, mas antes pediríamos ao
nosso Gerson que nos oferecesse, como fecho de ouro, uma produção
poética sobre Deus.

G - Você veio ao encontro de nosso desejo e aqui está uma bela
poesia de Maria Dolores, intitulada Deus é Caridade, obra prima da nossa
irmã, que ela oferece como lembrança aos companheiros da Doutrina
Espírita e está publicada em Antologia da Espiritualidade, edição FEB:
DEUS É CARIDADE
Não guardes e nem fales, coração,
Palavras de azedume ou desesperação.
O verbo que escarnece, esfogueia, envenena,
Traz em si mesmo a dolorosa pena
De amarga frustração!
Muitas vezes, nós mesmos, trilha afora
No pensamento que se desarvora,
Nas teias da ilusão sem motivo ou sem base,
Para sair do mal e regressar ao bem
Precisamos apenas de uma frase
Do carinho de alguém!
Na dor que nos renova,
Quantas vezes na vida a gente espera
Simplesmente um sorriso,
Para fazer o esforço que é preciso,
A fim de não perder nas lágrimas da prova
A paz da fé sincera!...
Pensa nisso e abençoa
Aquela própria mão que te espanca ou aguilhoa
Fel, tristeza, amargura,
Transformam desventura em maior desventura!
Se a mágoa te domina,
Observa a lição da Bondade Divina!
Se o homem tala o campo nos horrores da guerra,
Deus recama de verde as úlceras da Terra.
Cerre-se a noite fria,
Deus recompõe sem falta os fulgores do dia.
Atire-se um calhau à frente na espessura,
Deus protege a corrente
E a fonte lava a pedra a beijos de água pura
E prossegue indulgente.
Doce, clara, bendita,
Fertilizando o campo em que transita.
Isola-se a semente pequenina
Na clausura do chão
E eis que Deus a ilumina
E ela faz a alegria e a fartura do pão!
Que a poda fira a planta a golpes destruidores
E Deus reveste o tronco em auréolas de flores!...
Conquanto seja em tudo a Justiça Perfeita
Que nos premia, ampara, aprimora e indireita
Pelo poder do amor incontroverso,
Deus quer que a Lei do amor seja cumprida
Para a glória da vida,
Nas mais remotas plagas do Universo!
Serve, pois, coração,
À tolerância, à paz, à bondade e à União;
Embora desprezado, anônimo, sozinho,
Agradece em silêncio, a injúria, o pranto, o espinho
E serve alegremente...
Dor é nova ascensão à Vida Superior!...
Rende-te a Deus e segue para a frente,
Pois Deus é Caridade e a Caridade ardente
Tudo cobre de amor!...