Prece de Cáritas
sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Lidando com o Trabalho
Alguns dizem que passamos um terço de nossa vida na cama e, por conseguinte, as camas são importantes.
Mas passamos mais de um terço de nossas vidas trabalhando. E se não trabalhamos não temos cama.
O trabalho desempenha o papel mais importante das nossas vidas, quer gostemos dele, quer não.
Se não gostamos do trabalho não gostamos da vida.
- A vida é sete décimos de trabalho, um décimo família, um décimo política e um décimo de descanso.
- Retire o rendimento ou emprego de um homem e, normalmente, vai encontrá-lo numa péssima condição mental.
- Os homens que detestam algum trabalho, detestam porque não vêem onde este vai levar ou não acreditam que estejam fazendo alguma coisa de importante. Eles estão “trabalhando”.
Isto é, eles apresentam-se no emprego e executam certos movimentos e recebem um salário. Mas não fazem verdadeiramente parte da ordem das coisas. Eles sentem que não têm nada a ganhar.
Na nossa civilização, o dado estável para a confusão da existência é o trabalho. E o dado estável no trabalho é o propósito. Mesmo que o propósito seja apenas receber o cheque do ordenado, isso ainda é um propósito.
“Se alguém tivesse que permanecer no meio de toda esta vivência, de toda esta criatividade, de todas estas guerras, sem ter qualquer propósito, a totalidade da sua existência seria fatal. Fazer parte de um universo, de uma civilização e, no entanto, não ter propósito, é o caminho da loucura”.
-As pessoas que não tem nada para fazer, as pessoas que não têm um propósito são as que mais facilmente se tornam neuróticas ou loucas.
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L. RON HUBBARD – Associação Brasileira de Dianética
domingo, 5 de abril de 2009
Pensadores IV - Pitágoras
Pitágoras era filho de um rico negociante de Samos e de uma mulher chamada Pártenis. A pítia (sacerdotisa de Apolo que pronunciava oráculos no templo de Delfos), consultada em uma viagem pelos jovens esposos, prometera-lhes:
“Um filho que seria útil a todos os homens e em todos os tempos.”
E o oráculo havia-os depois mandado a Sidon, na Fenícia, a fim de que o filho predestinado fosse concebido, moldado e parido longe das influências conturbadoras da sua pátria.
Antes mesmo de seu nascimento, o infante maravilhoso foi votado com fervor pelos pais à luz de Apolo, pela lua do amor.
O menino nasceu; e quando tinha um ano de idade, a mãe, seguindo o conselho dos sacerdotes de Delfos, conduziu-o ao templo de Adonai, em um vale do Líbano. Ali o abençoou o patriarca, feito o que a família regressou a Samos.
O filho de Pártenis era muito belo, brando de gênio, moderado e cheio de justiça. Só a paixão intelectual brilhava nos seus olhos e dava às suas ações uma energia secreta.
Aos dezoito anos já tinha seguido as lições de Hermódamas de Samos; aos vinte, as de Federices em Siros e havia até tratado com Tales e Anaximandro, em Mileto.
Todos esses mestres lhe tinham revelado horizontes novos, mas nenhum o satisfazia. O que ele procurava incessantemente, no labirinto dos ensinos contraditórios, era o laço, a síntese, a unidade do grande TODO.
No entrementes o filho de Pártenis chegara a uma dessas crises em que o espírito sobreexcitado pela contradição das coisas, concentra todas as suas faculdades em um esforço supremo para entrever o princípio, para encontrar o caminho que conduz ao sol da Verdade, ao centro da vida.
Os sacerdotes de Juno haviam-lhe dito: “Antes da terra já existia o céu dos deuses, donde veio a tua alma. Adora-os para que ela lá regresse.”
Mas no fundo do seu ser, o futuro adepto ouvia uma voz invencível que respondia às cadeias da terra e aos esplendores do céu por este grito: LIBERDADE! Quem era, pois, que tinha razão: os sábios, os sacerdotes, os loucos, os desgraçados ou ele próprio?
Em uma visão grandiosa, Pitágoras viu os mundos moverem-se segundo o ritmo, a harmonia dos números sagrados. Adivinhou as esferas do mundo invisível envolvendo o visível, animando-o incessantemente. Viu tudo isto, e viu a sua vida e a sua obra, em uma visão instantânea e iluminada, com a certeza irrefutável do espírito que se encontra face a face com a VERDADE. Foi um relâmpago.
Entretanto, precisaria provar pela Razão o que a sua pura inteligência edificara no Absoluto; e, para isso, era necessário uma vida de homem, um trabalho de Hércules.
Adivinhou, então, pela primeira vez, o sentido do oráculo. Ouvira falar do prodigioso saber dos sacerdotes egípcios e dos seus mistérios formidáveis. Compreendera no entanto, que lhe faltava essa “ciência de Deus” para penetrar até o fundo da natureza, e que só nos templos do Egito a encontraria.
Desde então criou-se em seu espírito a resolução de se mudar para o Egito, e de ali se fazer iniciar.
“Um filho que seria útil a todos os homens e em todos os tempos.”
E o oráculo havia-os depois mandado a Sidon, na Fenícia, a fim de que o filho predestinado fosse concebido, moldado e parido longe das influências conturbadoras da sua pátria.
Antes mesmo de seu nascimento, o infante maravilhoso foi votado com fervor pelos pais à luz de Apolo, pela lua do amor.
O menino nasceu; e quando tinha um ano de idade, a mãe, seguindo o conselho dos sacerdotes de Delfos, conduziu-o ao templo de Adonai, em um vale do Líbano. Ali o abençoou o patriarca, feito o que a família regressou a Samos.
O filho de Pártenis era muito belo, brando de gênio, moderado e cheio de justiça. Só a paixão intelectual brilhava nos seus olhos e dava às suas ações uma energia secreta.
Aos dezoito anos já tinha seguido as lições de Hermódamas de Samos; aos vinte, as de Federices em Siros e havia até tratado com Tales e Anaximandro, em Mileto.
Todos esses mestres lhe tinham revelado horizontes novos, mas nenhum o satisfazia. O que ele procurava incessantemente, no labirinto dos ensinos contraditórios, era o laço, a síntese, a unidade do grande TODO.
No entrementes o filho de Pártenis chegara a uma dessas crises em que o espírito sobreexcitado pela contradição das coisas, concentra todas as suas faculdades em um esforço supremo para entrever o princípio, para encontrar o caminho que conduz ao sol da Verdade, ao centro da vida.
Os sacerdotes de Juno haviam-lhe dito: “Antes da terra já existia o céu dos deuses, donde veio a tua alma. Adora-os para que ela lá regresse.”
Mas no fundo do seu ser, o futuro adepto ouvia uma voz invencível que respondia às cadeias da terra e aos esplendores do céu por este grito: LIBERDADE! Quem era, pois, que tinha razão: os sábios, os sacerdotes, os loucos, os desgraçados ou ele próprio?
Em uma visão grandiosa, Pitágoras viu os mundos moverem-se segundo o ritmo, a harmonia dos números sagrados. Adivinhou as esferas do mundo invisível envolvendo o visível, animando-o incessantemente. Viu tudo isto, e viu a sua vida e a sua obra, em uma visão instantânea e iluminada, com a certeza irrefutável do espírito que se encontra face a face com a VERDADE. Foi um relâmpago.
Entretanto, precisaria provar pela Razão o que a sua pura inteligência edificara no Absoluto; e, para isso, era necessário uma vida de homem, um trabalho de Hércules.
Adivinhou, então, pela primeira vez, o sentido do oráculo. Ouvira falar do prodigioso saber dos sacerdotes egípcios e dos seus mistérios formidáveis. Compreendera no entanto, que lhe faltava essa “ciência de Deus” para penetrar até o fundo da natureza, e que só nos templos do Egito a encontraria.
Desde então criou-se em seu espírito a resolução de se mudar para o Egito, e de ali se fazer iniciar.
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Em Pensadores V, narraremos sobre a jornada de Pitágoras a partir de sua chegada ao Egito em busca da compreeensão do TODO.
domingo, 29 de março de 2009
Prece de Gratidão a Deus
“Senhor, obrigado pela vida, por existirmos e podermos
compreender que todos nós devemos estender as mãos
uns aos outros,sem preconceito de raça, nacionalidade,
cor ou religião, para vivermos a pura fraternidade!
Nossa gratidão por tudo quanto temos recebido da
Nossa gratidão por tudo quanto temos recebido da
Sua Infinita Bondade, e que haveremos de receber
eternamente pelos séculos afora, mas que tenhamos
sempre a humildade para aceitar a Sua vontade
soberana acima da nossa!
Queremos agradecer, Pai Celeste, o céu que acende
Queremos agradecer, Pai Celeste, o céu que acende
estrelas até o amanhecer, o sol que nos aquece, o canto
alegre dos pássaros, o verde que veste as matas, os mares,
os rios e cachoeiras, enfim, tudo quanto a natureza nos dá,
em nome da Sua Infinita Perfeição!
Senhor da vida! Conceda-nos sempre a iluminação para
Senhor da vida! Conceda-nos sempre a iluminação para
que as nossas almas entendam cada vez mais as lições
imortais de Jesus, nosso guia e modelo oferecido pela
Sua generosidade!
Suprema Inteligência do Universo! Derrama sobre todas
Suprema Inteligência do Universo! Derrama sobre todas
as criaturas humanas suas bênçãos de bondade e amor,
para que, unidas pelo sentimento de fraternidade, venham
a construir um mundo onde a paz reine para todo o sempre!
Nosso Pai que estás nos céus! Pai de todas as criaturas,
Nosso Pai que estás nos céus! Pai de todas as criaturas,
de todas as nacionalidades, dos ateus, dos seguidores de
todas as religiões, dos ricos e dos pobres, enfim, das pessoas
de todas as condições sociais; ao raiar de mais um dia, dá-nos
o júbilo da esperança, a benção do trabalho e a confiança no futuro!
Assim seja, Senhor! Porque cremos na Sua Infinita Misericórdia,
que sustenta a todos nós, Seus filhos, em todos os recantos da
Assim seja, Senhor! Porque cremos na Sua Infinita Misericórdia,
que sustenta a todos nós, Seus filhos, em todos os recantos da
Terra e de todo o Universo!”
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(Prece, assinada por Gerson Simões Monteiro, em 28/12/2003)
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(Prece, assinada por Gerson Simões Monteiro, em 28/12/2003)
domingo, 22 de março de 2009
Os Sete Principios Herméticos
" Os principios da Verdade são sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente."
I- O princípio do Mentalismo
"O TODO é MENTE; o Universo é mental."
II- O princípio da Correspondência
"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."
III- O princípio da Vibração
"Nada está parado, tudo se move; tudo vibra."
IV- O Princípio da Polaridade
"Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."
V- O princípio de Ritmo
"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."
VI- O Princípio de Causa e Efeito
"Toda Causa tem o seu Efeito, todo Efeito tem a sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."
VII- O princípio do Gênero
" O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos."
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Fonte: O CAIBALION- Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia.
sábado, 14 de março de 2009
Oração pela Paz do Mundo
“ Senhor! Sabemos da nossa impotência diante do ódio e da
vingança que armam bombas em mãos criminosas.
Mas nós cremos na Vossa justiça soberana que impera em
todo ouniverso, mantendo o direito e a dignidade de viver a
todos os Vossos filhos, e a todos os seres da criação.
Senhor! Compreendemos a nossa fragilidade diante de tanta
violência, que faz derramar o sangue de crianças e mulheres
indefesas, espalhando a morte e o terror.
Mas nós cremos na extensão de Vossa infinita misericórdia,
ao determinar que a vida continue fecundando úteros, povoando
a Terra com o sorriso inocente das crianças.
Senhor! Assistimos, estarrecidos, à total negação da mensagem
de amor vivida pelo Meigo Rabi da Galiléia, vendo a crueldade
afiando baionetas assassinas, bombas arrasando os campos
floridos e calando as aves dos céus.
Mas nós cremos na Vossa eterna bondade, que ordena ao sol e à
chuva fertilizarem o solo arrasado e destruído; ao verde colorir os
campos abençoados; às flores enfeitarem os jardins; e aos
pássaros de novo cantarem pelo infinito dos céus.
Essa oração é o grito de nossa alma, na certeza de que nos ouvis
neste momento, porque sabemos que criastes o homem para ser
feliz, para amar, para abraçar seus irmãos, para viver em paz!
Porque cremos, Senhor, que é Vossa a determinação de a paz
reinar soberana um dia neste mundo, queiram os homens ou não,
e porque cremos que é da Vossa vontade os canhões se calarem
para sempre,é que rogamos à Vossa generosidade que inspire
os homens a serem verdadeiros irmãos sob o estandarte do
perdão e da legítima fraternidade!
Assim seja, porque a Vós pertencem a vida e o poder para sempre!
(Prece recebida por Gerson Simões Monteiro pela inspiração no dia 11/09/2001,
diante da destruição das Torres Gêmeas nos EUA, )
segunda-feira, 9 de março de 2009
Personagens Bíblicos IV- Jesus (oração na casa de Pedro)
ORAÇÃO PROFERIDA POR JESUS NA CASA DE SIMÃO PEDRO EM FAVOR
DOS DELINQÜENTES QUE ESCAPAM AOS TRIBUNAIS DA TERRA
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-“ Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te
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-“ Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te
olvidaram a bênção, nas sombras da caminhada terrestre.
Ampara os que se esqueceram de repartir o pão que lhes sobra
na mesa farta.
Ajuda aos que não se envergonham de ostentar felicidade, ao lado
da miséria e do infortúnio.
Socorre os que se não lembram de agradecer aos benfeitores.
Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos do vício,
transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.
Levanta os que olvidaram a obrigação de serviço ao próximo.
Apiada-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro
paredes do paraíso doméstico.
Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo
que a existência na carne é simples minuto entre o berço e o túmulo,
à frente da Eternidade.
Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.
Corrige os que espalham a tristeza e o pessimismo entre os
semelhantes.
Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham
disseminando a revolta e a indisciplina.
Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de
fantasioso poder e supõem loucamente absorver-te o juízo,
condenando os próprios irmãos.
Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho dos outros
com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.
Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença de
morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no
corpo precário.
Esclarece os que se perderam nas trevas do ódio e da vingança,
da ambição transviada e da impiedade fria, que se acreditam
poderosos e livres, quando não passam de escravos, dignos de
compaixão, diante de teus sublimes desígnios.
Eles todos, Pai, são delinqüentes que escapam aos tribunais
da Terra, mas estão assinalados por Tua Justiça Soberana e
Perfeita, por delitos de esquecimento, perante o Infinito Bem.
(Fonte: Radio Rio de Janeiro AM)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Pedro pedreiro (Chico Buarque)
Como fã de Chico, que considero um poeta, estou postando a letra de Pedro pedreiro que considero um poema.
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(Chico Buarque, 1965)
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(Chico Buarque, 1965)
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa
E a gente vai ficanto pra trás
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento
Desde o ano passado
Para o mês que vem
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande do bilhete pela federal
Todo mêsEsperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento
Para o mês que vem
Esperando a festa
Esperando a sorte
E a mulher de Pedro
Está esperando um filho
Pra esperar também
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro esta esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espera alguma coisa coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar
Mas pra que sonhar
Se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás
Quer ser pedreiro pobre e nada mais
Sem ficar esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento para o mês que vem
Esperando um filho pra esperar também,
Esperando a festa
Esperando a sorte
Esperando a morte
Esperando o norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita
Do apito do trem
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem, que já vem, que já vem (etc.)
A Crise, segundo Einstein
Uma contribuição de meu estimado Mano Edson, que vai de encontro ao foco atual da mídia mundial.
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“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito.
É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”
(Albert Einstein)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Duas histórias, Dois destinos
O texto abaixo é uma contribuição do colega Armando Ferreira, e ao lê-lo entrevi o que pode ser mais uma “Ponta da Verdade”
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1ª História.
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1ª História.
Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado. O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade. O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer. O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter sido salvo, se tivesse recebido atendimento.
2ª História.
Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista. Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar. Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe. Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele Senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!
A Mensagem
- Esteja sempre alerta para ajudar o próximo, independentemente de sua aparência ou condição financeira;
- Procure ver as pessoas além das aparências;
- Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma.
O Ensinamento
Fazer o Bem, sem Olhar a Quem
"Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir entre elas..." ·.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Personagens Bíblicos III- Zaqueu
Zaqueu foi um cobrador de impostos muito rico, vivia na região de Jericó. Sua história é narrada em Lucas 19.1-10. Era de baixa estatura; quando soube que Jesus passaria pela cidade, correu e subiu em um sicômoro, a fim de enxergar por cima da multidão.
Jesus o viu e, chamando-o pelo nome, disse:
“Desce depressa. Hoje me convém pousar em tua casa.”
Tal atitude enfureceu a multidão, que considerava o publicano um “pecador”, por causa de seu emprego e da maneira como tirava dinheiro de seu próprio povo. Muitos publicanos enriqueciam por meios fraudulentos, pois cobravam impostos com valores superiores aos estipulados pelos romanos.
Para Zaqueu, este encontro com Jesus trouxe nova vida, pois quando reconheceu Cristo como Senhor, demonstrou arrependimento e disse:
“Senhor, olha, eu dou aos pobres metade dos meus bens, e se nalguma coisa defraudei alguém, o restituo quadruplicado.”
Então Jesus lhe disse:
“Hoje veio a salvação a esta casa, pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Zaqueu aceitou o Mestre em sua casa e com esta aceitação, houve a transformação que acontece mesmo com os considerados como os piores “pecadores”
Jesus o viu e, chamando-o pelo nome, disse:
“Desce depressa. Hoje me convém pousar em tua casa.”
Tal atitude enfureceu a multidão, que considerava o publicano um “pecador”, por causa de seu emprego e da maneira como tirava dinheiro de seu próprio povo. Muitos publicanos enriqueciam por meios fraudulentos, pois cobravam impostos com valores superiores aos estipulados pelos romanos.
Para Zaqueu, este encontro com Jesus trouxe nova vida, pois quando reconheceu Cristo como Senhor, demonstrou arrependimento e disse:
“Senhor, olha, eu dou aos pobres metade dos meus bens, e se nalguma coisa defraudei alguém, o restituo quadruplicado.”
Então Jesus lhe disse:
“Hoje veio a salvação a esta casa, pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Zaqueu aceitou o Mestre em sua casa e com esta aceitação, houve a transformação que acontece mesmo com os considerados como os piores “pecadores”
Pensadores III- Èliphas Levi
Èliphas Levi, baseando-se na “formula de Voltaire” , escreveu vinte e dois axiomas que podem levar alguns de nós à reflexões sobre a TEORIA DA VONTADE.
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Axioma I
Nada resiste à vontade do homem, quando sabe a verdade e quer o bem.
Axioma II
Querer o mal é querer a morte. Uma vontade perversa é um começo do suicídio.
Axioma III
Querer o bem com violência é querer o mal; porque a violência produz a desordem e a desordem produz o mal.
Axioma IV
Pode-se e deve-se aceitar o mal como meio do bem; porém nunca se deve quere-lo ou faze-lo, aliás, se destruiria com uma das mãos o que se edifica com a outra. A boa fé nunca justifica os maus meios; ela os corrige quando a pessoa é vítima deles, e os condena, quando a pessoa os emprega.
Axioma V
Para ter o direito de possuir sempre, é preciso querer pacientemente e por muito tempo.
Axioma VI
Passar a vida a querer o que é impossível possuir sempre, é abdicar a vida e aceitar a eternidade da morte.
Axioma VII
Quanto mais a vontade vence obstáculos, mais ela é forte. É por isso que Cristo glorificou a pobreza e a dor.
Axioma VIII
Quando a vontade é voltada ao absurdo, ela é reprovada pela eterna razão.
Axioma IX
A vontade do homem justo é a vontade do próprio Deus e a lei da natureza.
Axioma X
É pela vontade que a inteligência vê. Se a vontade é sã a vida é justa. Deus disse: Faça-se a luz! E a luz existe; a vontade diz: Que o mundo seja como quero vê-lo! E a inteligência o vê como a vontade o quis. É o que significa a palavra assim seja, que confirma os atos da fé.
Axioma XI
Quando a pessoa produz fantasmas, dá existência a vampiros, e será necessário alimentar estes filhos de um pesadelo voluntário com seu sangue, sua vida, sua inteligência e sua razão, sem os saciar nunca.
Axioma XII
Afirmar e querer o que deve ser é criar; afirmar o que não deve ser é destruir.
Axioma XIII
A luz é um fogo elétrico posto pela natureza ao serviço da vontade: ela alumia os que sabem emprega-la e queima os que abusam.
Axioma XIV
O império do mundo é o império da luz.
Axioma XV
As grandes inteligências cujas vontades se equilibram mal se assemelham aos cometas, que são sóis abortados.
Axioma XVI
Nada fazer é tão funesto como fazer o mal, porém é mais covarde. O mais imperdoável dos pecados mortais é a inércia.
Axioma XVII
Sofrer é trabalhar. Uma grande dor sofrida é um progresso realizado. Os que sofrem muito vivem mais do que os que não sofrem.
Axioma XVIII
A morte voluntária por devotamento não é um suicídio, é a apoteose da vontade.
Axioma XIX
O medo é apenas uma preguiça da vontade, e é por isso que opinião abate os covardes.
Axioma XX
Chegai a não temer o leão e o leão vos temerá. Dizei à dor: Quero que sejas um prazer e ela se tornará um prazer, mais até que um prazer, uma felicidade.
Axioma XXI
Uma cadeia de ferro é mais fácil romper-se que uma cadeia de flores.
Axioma XXII
Antes de declarar um homem feliz ou infeliz, sabei que emprego fez de sua vontade; Tibério morria todos os dias em Capre, ao passo que Jesus provava sua imortalidade e até sua divindade no Calvário e na cruz.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pensadores II- Abade Afonso Luiz Constant
O Abade Afonso Luiz Constant, que sob o pseudômino de Èliphas Levi foi um grande ocultista do século passado, nasceu em París, a 08 de fevereiro de 1810, e faleceu na mesma cidade, a 31 de maio de 1875.
Em homenagem a ele que considero um pensador, hoje 08 de fevereiro dia de seu aniversário, estou postanto um trecho de um de seus livros que fala sobre a: TEORIA DA VONTADE
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"A vida humana e suas inúmeras dificuldades tem por fim, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade do homem.
A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e em querer o bem, de conformidade com a ciência da verdade.
O bem conforme a verdade é o justo.
A justiça é a prática da razão.
A razão é o verbo da realidade.
A realidade é a ciência da verdade
A verdade é a idéia idêntica ao ente.
O homem chega à idéia absoluta do ente por dois caminhos: a experiência e a hipótese.
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"A vida humana e suas inúmeras dificuldades tem por fim, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade do homem.
A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e em querer o bem, de conformidade com a ciência da verdade.
O bem conforme a verdade é o justo.
A justiça é a prática da razão.
A razão é o verbo da realidade.
A realidade é a ciência da verdade
A verdade é a idéia idêntica ao ente.
O homem chega à idéia absoluta do ente por dois caminhos: a experiência e a hipótese.
A hipótese é provável quando é necessitada pelos ensinos da experiência; é improvável ou absurda quando é rejeitada por este ensino.
A experiência é a ciência, e a hipótese é a fé.
A verdadeira ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta necessariamente com a ciência.
Pascal blasfemava contra a ciência quando disse que, pela razão, o homem não pode chegar ao conhecimento de nenhuma verdade.
Por isso Pascal morreu louco.
Porém Voltaire não blasfemava menos contra a ciência quando declarava absurda toda hipótese de fé, e só admitia como regra da razão o testemunho dos sentidos.
Por isso, a última palavra de Voltaire foi esta formula contraditória:
DEUS E A LIBERDADE
Deus, isto é, um senhor supremo: o que exclui toda idéia de liberdade, como a entendia a escola de Voltaire.
E a liberdade, isto é, uma independência absoluta de todo senhor; o que exclui toda idéia de Deus.
A palavra DEUS exprime a personificação suprema da lei, e por conseguinte, do dever; e se, pela palavra LIBERDADE, se quiser entender conosco o DIREITO DE FAZER SEU DEVER, tomaremos, por nossa vez, como divisa e repetiremos sem contradição e sem erro:
DEUS E A LIBERDADE
Como não há liberdade para o homem senão na ordem que resulta da verdade e do bem, pode-se dizer que a conquista da liberdade é o grande trabalho da alma humana. O homem libertando-se das más paixões e de sua escravidão, por assim dizer, se cria a si mesmo uma segunda vez. A natureza o tinha feito vivo e sofredor, ele se faz feliz e imortal; torna-se assim o representante de Deus na terra e exerce relativamente sua onipotência."
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As formulas acima aguçam diversos axiomas que serão expostos em PENSADORES III .
domingo, 25 de janeiro de 2009
Personagens Bíblicos II – Ester
Ester é contada no menor livro da Bíblia e fala sobre uma mulher, que mesmo diante da possibilidade de perecer foi fiel ao seu povo.
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Ester, também conhecida como Hadassa, era uma jovem judia da tribo de Benjamin e devido à morte de seus pais foi criada por um primo chamado Mordecai.
Habitavam na fortaleza de Susã, sob o reinado de Assuero (Xerxes).
A rainha Vasti, esposa do rei Assuero, foi banida da casa real pois recusou-se a mostrar sua beleza durante um banquete oferecido pelo rei.
Para substituir Vasti iniciou-se a procura por uma jovem bonita e virgem e Ester foi eleita pelo rei como a mais linda jovem entre todas as que foram apresentadas; escolhida como a nova rainha, não divulgou, contudo, sua origem judaica
Seu primo Mordecai descobriu um complô organizado por Hamã, um alto oficial do rei, para aniquilar o povo judeu. Hamã persuadira o rei Assuero a assinar uma ordem que decretava o massacre dos judeus
.Mordecai contou esta situação a Ester que seria obrigada a tomar uma decisão de arriscar a própria vida se procurasse o rei sem ser convidada ou permaneceria em silêncio e comprometeria a vida de todos os judeus.
Mediante a expressão: “Se eu perecer, pereci”, tomou a decisão de procurar a ajuda do marido contra Hamã.
No final o inimigo dos judeus foi enforcado por ordem do rei e, embora o decreto do rei não pudesse ser revogado, Assuero deu uma permissão especial aos judeus para se defenderem contra o iminente massacre Assim eles o fizeram e foram salvos.
Ester e Mordecai prestaram seus serviços ao rei Assuero e a Deus com fidelidade e honra, e conquistaram o respeito de todos.
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Ester, também conhecida como Hadassa, era uma jovem judia da tribo de Benjamin e devido à morte de seus pais foi criada por um primo chamado Mordecai.
Habitavam na fortaleza de Susã, sob o reinado de Assuero (Xerxes).
A rainha Vasti, esposa do rei Assuero, foi banida da casa real pois recusou-se a mostrar sua beleza durante um banquete oferecido pelo rei.
Para substituir Vasti iniciou-se a procura por uma jovem bonita e virgem e Ester foi eleita pelo rei como a mais linda jovem entre todas as que foram apresentadas; escolhida como a nova rainha, não divulgou, contudo, sua origem judaica
Seu primo Mordecai descobriu um complô organizado por Hamã, um alto oficial do rei, para aniquilar o povo judeu. Hamã persuadira o rei Assuero a assinar uma ordem que decretava o massacre dos judeus
.Mordecai contou esta situação a Ester que seria obrigada a tomar uma decisão de arriscar a própria vida se procurasse o rei sem ser convidada ou permaneceria em silêncio e comprometeria a vida de todos os judeus.
Mediante a expressão: “Se eu perecer, pereci”, tomou a decisão de procurar a ajuda do marido contra Hamã.
No final o inimigo dos judeus foi enforcado por ordem do rei e, embora o decreto do rei não pudesse ser revogado, Assuero deu uma permissão especial aos judeus para se defenderem contra o iminente massacre Assim eles o fizeram e foram salvos.
Ester e Mordecai prestaram seus serviços ao rei Assuero e a Deus com fidelidade e honra, e conquistaram o respeito de todos.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Pensadores I - Hermes
Hermes Trimegisto, ou três vezes grande, assim os gregos discípulos dos egípcios se referiam a Hermes, pois que o consideravam como rei, como legislador e como Sacerdote.
Certas palavras de Hermes, prenhes de sabedoria antiga, são excelentes para nos dar uma idéia de seus ensinamentos aos seus discípulos.
Assim dizia Hermes ao seu discípulo Asclépio:
“Nenhum dos nossos pensamentos, saberá conceber Deus, nem nenhuma língua defini-lo. O que é incorpóreo, invisível, informe não pode ser apreendido pelos nossos sentidos: o que é eterno não pode ser medido pela curta regra do tempo; Deus é, pois ,inefável. Deus pode, isto é verdade, comunicar a alguns eleitos a faculdade de se elevarem acima das coisas naturais, para perceberem algum raio da sua perfeição suprema; - mas esses iniciados não encontram em linguagem vulgar palavras que possam exprimir a visão imaterial que os fez estremecer. Poderão explicar à humanidade as causas secundárias das criações que passam sob seus olhos, como imagens da vida universal; mas a causa primária conservar-se-á sempre vendada, e nós não chegaremos a compreendê-la, senão ultrapassando a morte.”
A morte de Hermes é contada como a da partida de um Deus:
“Hermes viu o conjunto das coisas; e, tendo visto, compreendeu e, tendo compreendido, teve o poder de revelar e manifestar. O que ele pensou, ele o escreveu; o que ele escreveu, ele o ocultou em grande parte, calando com sabedoria e falando só quando devia, a fim de que todas as gerações futuras procurassem o que o seu pensamento descobrira. E assim, tendo ordenado aos deuses seus irmãos que lhe servissem de cortejo-, ele ascendeu às estrelas.”
Para finalizar, um fragmento de pensamento de Hermes:
“Escutai-o em vós mesmos e vede-o no infinito do Espaço e do Tempo. Ali reboa o canto dos Astros, a voz dos Números, a harmonia das Esferas.
É cada sol um pensamento de Deus e cada planeta um modo desse pensamento. É para conhecer o pensamento de Deus, ó almas!, que desceis e subis penosamente o caminho de sete planetas e dos seus sete céus.
Que fazem os Astros? Que dizem os números? Que rolam as Esferas? – Ó almas perdidas ou salvas, eles dizem, eles cantam, elas rolam, - os vossos destinos!”
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Personagens Bíblicos I – Jefté e Sansão
Ambos se tornaram “Juizes” e são considerados heróis em sua época, sendo Jefté quase não comentado nos tempos atuais e o Sansão a que nos referimos é aquele mesmo da “Dalila” que lhe cortou a “cabeleira da força”.
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JEFTÉ
(Juizes 11 e 12)
A vida de Jefté foi marcada de acontecimentos estranhos. Em muitos aspectos, foi uma vida triste. Ele teve o infortúnio de ser filho de uma prostituta e, por causa disso, sofreu com o sarcasmo e as zombarias por parte dos irmãos. Quando seu pai morreu foi expulso de casa, sendo forçado a viver como bastardo.
Mas havia características muito boas nele. Em um tempo de crise nacional, quando o mesmo povo que o expulsou o procurou, buscando ajuda, Jefté se mostrou disposto a perdoar aqueles que o trataram com crueldade. Sua tentativa de fazer paz com os amonitas mostrou tanto sua humanidade como conhecimento das Escrituras.
A questão de seu estranho voto a Deus, no qual prometeu sacrificar o primeiro que saísse ao seu encontro, quando retornasse para casa vitorioso da guerra contra os amonitas, tem suscitado muita controvérsia, pois a primeira pessoa que ele avistou foi sua própria filha única. Este assunto requer um estudo cuidadoso, pois cremos que não houve o sacrifício de morte, mas sim que a filha se dedicou ao recolhimento total fazendo voto de castidade e adoração a Deus.
(Juizes 11 e 12)
A vida de Jefté foi marcada de acontecimentos estranhos. Em muitos aspectos, foi uma vida triste. Ele teve o infortúnio de ser filho de uma prostituta e, por causa disso, sofreu com o sarcasmo e as zombarias por parte dos irmãos. Quando seu pai morreu foi expulso de casa, sendo forçado a viver como bastardo.
Mas havia características muito boas nele. Em um tempo de crise nacional, quando o mesmo povo que o expulsou o procurou, buscando ajuda, Jefté se mostrou disposto a perdoar aqueles que o trataram com crueldade. Sua tentativa de fazer paz com os amonitas mostrou tanto sua humanidade como conhecimento das Escrituras.
A questão de seu estranho voto a Deus, no qual prometeu sacrificar o primeiro que saísse ao seu encontro, quando retornasse para casa vitorioso da guerra contra os amonitas, tem suscitado muita controvérsia, pois a primeira pessoa que ele avistou foi sua própria filha única. Este assunto requer um estudo cuidadoso, pois cremos que não houve o sacrifício de morte, mas sim que a filha se dedicou ao recolhimento total fazendo voto de castidade e adoração a Deus.
SANSÃO
(Juizes 13, 14, 15 e 16)
Sansão é reconhecidamente um dos personagens mais enigmáticos da Bíblia. Era um homem de grande fé, ainda que constantemente quebrasse sua santificação como narizeu, a fim de satisfazer seus apetites carnais.
Sansão possuía qualidades que servem como exemplo para todas as gerações. Embora estivesse capacitado com uma força sobre-humana, mesmo assim era necessário ter um altíssimo grau de coragem para realizar o que ele fez.
Sansão tinha um pronunciado senso de humor, embora, as vezes, fosse um tanto macabro. Também possuía seu próprio código de honra. Ele disse: Assim como me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles (Juizes 15.11). Entretanto temos que lembrar que ele era o homem designado por Deus para livrar Israel do jugo dos filisteus.
O pecado constante de Sansão era sempre buscar entretenimento no território inimigo. Sansão saía a procura de tentações (pular a cerca). “Brincou com fogo” na casa de Dalila e acabou se queimando. No final, teve sucesso em destruir a opressão dos filisteus, uma proeza que culminou em sua morte.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Ser Feliz
Este texto de Fernando Pessoa é uma contribuição de Helena Quintanilha a matriarca da Família.
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“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recanto de sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser Feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”
(Fernando Pessoa)
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recanto de sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser Feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”
(Fernando Pessoa)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O Povo
Irmão Marcenal, Obrigado por contribuir com tal preciosidade que passarei a chamar de: Mais Uma "Ponta" da Verdade ?
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Há no mundo uma raça de homens com instintos sagrados e luminosos, com divinas bondades do coração, com uma inteligência serena e lúcida, com dedicações profundas, cheias de amor pelo trabalho e de adoração pelo bem, que sofrem, e se lamentam em vão.
Estes homens são o Povo.
Estes homens, sob o peso do calor e do sol, transidos pelas chuvas, e pelo frio, descalços, mal nutridos, lavram a terra, revolvem-na, gastam a sua vida, a sua forca, para criar a pão, o alimento de todos.
Estes são o Povo, e são os que nos alimentam.
Estes homens vivem nas fábricas, pálidos, doentes, sem família, sem doces noites, sem um olhar amigo que os console, sem ter o repouso do corpo e a expansão da alma, e fabricam 0 linho, o pano, a seda, os estofos.
Estes bomens são o Povo, e são os que nos vestem.
Estes homens vivem debaixo das minas, sem o sol e as doçuras consoladoras da Natureza, respirando mal, comendo pouco, sempre na véspera da morte, rotos, sujos, curvados, e extraem o metal, o minério, o cobre, o ferro, e toda a matéria das indústrias.
Estes homens são o Povo, e são as que nos enriquecem.
Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da Pátria e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, a neve, a chuva, ao frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso opulento.
Estes homens são o Povo, e são os que nos defendem.
Estes homens formam as equipagens dos navios, são lenhadores, guardadores de gado, servos mal retribuídos e desprezados.
Estes homens, são os que nos servem.
E por isso que os que tem coração e alma, e amam a Justiça, devem lutar e combater pelo Povo.
E ainda que não sejam escutados, tem na amizade dele uma consolação suprema.
texto "O Povo" de Eça de Queirós
domingo, 11 de janeiro de 2009
Uma "Ponta" da Verdade ?
A natureza funciona como um sistema de apoio mútuo, entretanto muitas vezes já ouvimos justamente o contrário. Dizem-nos que ela é implacável, insensível e dura, que opera no contexto de sobrevivência dos mais aptos. Na verdade estamos todos interligados num gigantesco sistema de apoio mútuo que permite que a nossa vida funcione da melhor maneira possível. Observe a Terra girando em seu eixo, o Sol oferecendo o seu constante calor, todo o sistema formando os mecanismos necessários à vida. Somos uma unidade, e quanto mais cedo nos livrarmos da idéia de que somos distintos uns dos outros, tanto mais cedo vamos reconhecer que a solução dos problemas humanos está em nos apoiarmos mutuamente de maneira criativa.
Uma das maiores barreiras entre nós e a oportunidade de uma verdadeira conexão com o outro é a nossa recusa em compreender que todos somos iguais. Durante séculos, temos nos dedicado à construção de elaboradas estruturas baseadas nas noções falsas de desigualdade. Desde o estabelecimento, da primeira cidade do mundo (em Jericó), há uns 8.000 anos, tem prevalecido as relações desiguais. Mesmo quando as religiões nos ensinam que “todos os homens são criados iguais e dotados pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis”, as relações desiguais proliferam. Elas constituem o principal obstáculo à verdadeira democracia entre os homens, até mesmo quando a experiência revela que todos querem ser tratados com respeito e dignidade e, mais ainda , que sua vida faz diferença.
É interessante especular sobre o tipo de mundo que teríamos caso a Natureza não funcionasse mediante apoio mútuo. Os átomos de carbono ficariam isolados num clube exclusivo, o oxigênio e o hidrogênio não se combinariam para formar a água e as inúmeras alianças estranhas, necessárias à formação de uma célula viva, enfrentariam barreiras de classe. À medida que descobrimos o ethos ecológico, desvelamos a vasta teia invisível de relações que sustentam e aperfeiçoam a evolução da vida. Na Natureza, todas as partes são essenciais.
Talvez tenhamos que desenvolver a habilidade de ir além do próprio interesse pessoal para nos conectarmos com todas as pessoas, vendo-as como parte de nós mesmos. Essa mudança de consciência só pode ocorrer numa pessoa de cada vez, e é alcançada quando estendemos a nossa tolerância e o nosso apoio uns aos outros.Somos componentes de uma vasta orquestra cósmica em que cada instrumento vivo é essencial para a execução harmoniosa por parte do todo. Se pudéssemos integrar essa idéia à nossa vida, criaríamos circunstâncias em que todos ganhariam.
Do Pó Viestes e ao Pó Tornarás
Uma das maiores barreiras entre nós e a oportunidade de uma verdadeira conexão com o outro é a nossa recusa em compreender que todos somos iguais. Durante séculos, temos nos dedicado à construção de elaboradas estruturas baseadas nas noções falsas de desigualdade. Desde o estabelecimento, da primeira cidade do mundo (em Jericó), há uns 8.000 anos, tem prevalecido as relações desiguais. Mesmo quando as religiões nos ensinam que “todos os homens são criados iguais e dotados pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis”, as relações desiguais proliferam. Elas constituem o principal obstáculo à verdadeira democracia entre os homens, até mesmo quando a experiência revela que todos querem ser tratados com respeito e dignidade e, mais ainda , que sua vida faz diferença.
É interessante especular sobre o tipo de mundo que teríamos caso a Natureza não funcionasse mediante apoio mútuo. Os átomos de carbono ficariam isolados num clube exclusivo, o oxigênio e o hidrogênio não se combinariam para formar a água e as inúmeras alianças estranhas, necessárias à formação de uma célula viva, enfrentariam barreiras de classe. À medida que descobrimos o ethos ecológico, desvelamos a vasta teia invisível de relações que sustentam e aperfeiçoam a evolução da vida. Na Natureza, todas as partes são essenciais.
Talvez tenhamos que desenvolver a habilidade de ir além do próprio interesse pessoal para nos conectarmos com todas as pessoas, vendo-as como parte de nós mesmos. Essa mudança de consciência só pode ocorrer numa pessoa de cada vez, e é alcançada quando estendemos a nossa tolerância e o nosso apoio uns aos outros.Somos componentes de uma vasta orquestra cósmica em que cada instrumento vivo é essencial para a execução harmoniosa por parte do todo. Se pudéssemos integrar essa idéia à nossa vida, criaríamos circunstâncias em que todos ganhariam.
Do Pó Viestes e ao Pó Tornarás
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Os Sofistas
O ideal máximo da lógica é a coerência. A lógica foi sistematizada por Aristóteles, e se constituiu até o começo da idade moderna como matéria prima principal ao lado da teologia e da filosofia.
Aristóteles foi discípulo de Platão, que mantinha uma escola em Atenas denominada Academia. Ali, talvez, Platão o tenha levado a gostar das formas coerentes de pensamento, motivando-o a lógica. Contudo, Aristóteles só veio a elaborar seu sistema quando já estava afastado do mestre. Seus discípulos reuniram todos os seus trabalhos sob o título de Organon (Instrumento), como um meio de chegar à coerência do pensamento. Durante estes trabalhos, Aristóteles deparou-se com todo o acervo de pensamentos anteriores e ele e viu-se, então embaraçado com uma série de contradições, algumas aparentes e outras reais.
Estas contradições tomaram vulto a partir dos sofistas. Diante disso, o filósofo reagiu elaborando o primeiro sistema lógico. Os Sofistas foram pensadores do século V a.C, e iam de cidade em cidade ensinando a troco de dinheiro. Ensinavam como atacar os adversários em juízo e como sair vencedor nas discussões. Nesta tarefa não se preocupavam com qualquer tipo de lógica. A única regra era sair vitorioso. A propósito vejamos uma argumentação em juízo entre Protágoras e seu discípulo Euatlho. Protágoras havia combinado com Euatlho ensinar-lhe oratória mediante certa quantia, que seria paga da seguinte maneira: metade ao terminar a última lição e a outra metade quando discípulo tivesse ganho a primeira causa nos tribunais. Entretanto o pagamento restante ia-se prolongando. Protágoras começou a recear a não mais receber o que lhe era devido. Resolveu, por isto, levar o discípulo às barras do Tribunal.
Sua argumentação resume-se no seguinte:
“De qualquer maneira terá que pagar, pois se perder a causa, a decisão do Tribunal, é claro obrigá-lo-á a me pagar. Se, porém, ele ganhar a causa, terá que me pagar do mesmo modo por força do acordo que tem comigo. Em qualquer dos casos, portanto, Euatlho terá que saldar a dívida”.
O velho sofista grego não contava com o aproveitamento didático do ex-discípulo que, diante do mestre, assim se defendeu:
“Se ganhar este processo, nada terei que pagar, porque é essa a decisão do Juiz. Se perder, nada terei que pagar, por que assim ficou estipulado no meu acordo com Protágoras. Em qualquer caso nada ficarei devendo”.
Em sua opinião, quem está sofismando, Protágoras ou Euatlho?
domingo, 4 de janeiro de 2009
A Filosofia do Mundo (Karl Jaspers)
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Há quem diga que a filosofia é demasiado complexa, não a compreendendo, está além do meu alcance, não tenho vocação para ela e, portanto, não me diz respeito. Ora, isto equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; cabe abster-se de pensar no plano geral para mergulhar, através do trabalho consciencioso, num episódio qualquer de atividade prática; quanto ao resto, bastará ter “opiniões” e contentar-se com elas.
E surgem os detratores. Ela é desprezada como produto final e mendaz de uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada. E a filosofia vê-se denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros. Muitos políticos vêem facilitado seu trabalho nefasto pela ausência de filosofia. Massas são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. Quanto mais vaidades se ensinam, menos estarão os homens arriscados a se deixar tocar pela luz da filosofia.
Assim, a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A auto-complacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, tudo isso proclama anti-filosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão fazendo. E permanecem inconscientes de que a anti-filosofia é uma filosofia, embora pervertida, que, se aprofundada, engendraria sua própria aniquilação.
O problema crucial é o seguinte: a filosofia aspira à verdade total, que o mundo não quer. A filosofia é, portanto, perturbadora da paz. E a verdade o que será? A filosofia busca a verdade nas múltiplas significações do ser - verdadeiro, segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única. Para filósofo, a verdade não é estática e definitiva, mas o movimento incessante, que penetra o infinito.
No mundo, a verdade está em conflito perpétuo. A filosofia leva este conflito ao extremo, porém o despe de violência. Em suas relações com tudo quanto existe, o filósofo vê a verdade revelar-se a seus olhos. Quem se dedica a filosofia coloca-se à procura do homem , escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino da humanidade. Eis porque a filosofia não se transforma em credo. Está em continua luta consigo mesma.
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Conheça a Verdade e ela Vos libertará.
E surgem os detratores. Ela é desprezada como produto final e mendaz de uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada. E a filosofia vê-se denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros. Muitos políticos vêem facilitado seu trabalho nefasto pela ausência de filosofia. Massas são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. Quanto mais vaidades se ensinam, menos estarão os homens arriscados a se deixar tocar pela luz da filosofia.
Assim, a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A auto-complacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, tudo isso proclama anti-filosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão fazendo. E permanecem inconscientes de que a anti-filosofia é uma filosofia, embora pervertida, que, se aprofundada, engendraria sua própria aniquilação.
O problema crucial é o seguinte: a filosofia aspira à verdade total, que o mundo não quer. A filosofia é, portanto, perturbadora da paz. E a verdade o que será? A filosofia busca a verdade nas múltiplas significações do ser - verdadeiro, segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única. Para filósofo, a verdade não é estática e definitiva, mas o movimento incessante, que penetra o infinito.
No mundo, a verdade está em conflito perpétuo. A filosofia leva este conflito ao extremo, porém o despe de violência. Em suas relações com tudo quanto existe, o filósofo vê a verdade revelar-se a seus olhos. Quem se dedica a filosofia coloca-se à procura do homem , escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino da humanidade. Eis porque a filosofia não se transforma em credo. Está em continua luta consigo mesma.
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Conheça a Verdade e ela Vos libertará.
Liberdades
Quando há referencia à liberdade, é preciso admitir que são vários os enfoques pelos quais podemos compreendê-la. Se ninguém é solitário, pois convive na liberdade dos homens, a liberdade é um desafio que permeia todos os campos da atividade humana. Assim podemos falar em:
A Liberdade Ética quando nos referimos ao sujeito moral, capaz de decidir com autonomia a respeito de como se conduzir em relação a si mesmo e aos outros. Ser autônomo é um desafio que muitas pessoas não conseguem suportar. Os riscos de engano, a intranqüilidade, a angústia da decisão e a responsabilidade que o ato livre acarreta fazem com que a liberdade seja antes um pesado encargo do que privilégio. Por isso há tantos que a ela renunciam para se acomodarem na segurança das verdades dadas.
A Liberdade Econômica não deve ser confundida com a liberdade absoluta nos negócios. Por um lado, porque toda atividade produtiva supõe relações de dependência entre as pessoas, e, por outro, porque convém precaver-se contra as aparências da liberdade. A livre iniciativa, fundada na idéia de que “deve vencer o melhor”, muitas vezes nos faz esquecer o princípio da igualdade: mesmo quando os talentos são diferentes todos começam juntos na linha de partida. O mesmo não ocorre no sistema econômico fortemente marcado por privilégios e disputas desiguais. Por exemplo, o parque industrial de um país subdesenvolvido não pode disputar sem prejuízos com poderosas multinacionais.
A Liberdade Jurídica é uma das conquistas das modernas sociedades democráticas que defendem a igualdade perante a lei. Ninguém pode ser submetido à servidão e à escravidão; qualquer um tem a garantia da liberdade de locomoção pensamento, agremiação e ação, nos limites estabelecidos por lei. A aristocracia supõe a existência de indivíduos “especiais” que teriam privilégios. Foi contra as vantagens da nobreza que no século XVII as idéias contidas na Declaração dos Direitos do Homem fez surgir uma nova ordem jurídica.
A Liberdade Política se coloca no espaço público, no espaço do cidadão, isto é, do homem quando participante dos destinos da sociedade. Há liberdade política quando o cidadão tem conhecimento do que acontece nas diversas instâncias do poder público. Além disso, é preciso que exista liberdade de opinião, de voto, de associação, enfim do livre exercício da cidadania. Em conclusão, a liberdade “não é alguma coisa que é dada”, mas resulta de um projeto de ação. Há risco de perda da liberdade quando o homem a ela abdica, seja por comodismo, medo ou insegurança.
Finalizando, podemos relembrar a máxima: A semeadura é livre mas a colheita é certa.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Início de meu Blog
Hoje, 30 de dezembro de 2008 às 21:55 horas, dou início a comunicações através deste blog e meus assuntos de principal interesse são: Personagens Biblícos, Pensadores e Música .
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